domingo, outubro 01, 2006

Não ao Racismo Anti-Branco, NO PORTO!!


Porto traça o retrato do hip hop da nação


Cerca de dez horas consecutivas de cultura hip hop - concertos, deejaying, breakdance, graffiti, skating e um filme - marcam, hoje, a partir da 15.30 horas, a 2ª edição do festival HIPHOPORTO da Casa da Música (CM), no Porto. A continuidade do evento estreado em 2005 vem colmatar a falta de investimento em ciclos dedicados ao género em Portugal, sendo que, actualmente - e considerando ainda a edição desviante deste ano do Festival de Carviçais -, apenas o website http://www.h2tuga.net/ (comunidade atenta ao hip hop nacional) organiza um certame anual que já vai na 3ª edição. Na perspectiva de Rui Miguel Abreu, editor da Loop Recordings, "faz todo o sentido que o hip hop tenha um festival, tal como há de jazz, clássica ou músicas do mundo. É um género tão válido como qualquer outro".

Mas, quando a CM criou o HIPHOPORTO, não tinha esta lacuna em mente. A programadora do evento, Filipa Leite, explica que "o evento nasceu não para colmatar a falta de festivais do género", mas para contornar uma outra lacuna. "O festival dirige-se a um público-alvo com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, porque é um público que nem sempre vem aos concertos educativos". A CM pretendia atingir esse público e a coincidência "aconteceu".




De Gaia a Quarteira

Como sublinha Filipa Leite, esta foi a resposta da fundação portuense ao lema "todas as músicas, todos os públicos". Mas, para Rui Miguel Abreu, esta acção acaba por reflectir "a percepção de que esta geração de hip hop tem talento e profissionalismo e merece ter espaço". Aliás, "o crescimento da criação musical nacional tem-se verificado, sobretudo, no hip hop", acrescenta a programadora da CM.Twism, Sir Scratch, MC Mundo e MC Ex-Pião são alguns do nomes que estão na linha da frente do hip hop nacional e que integram o cartaz da CM (ver caixa). "O programa está bem escolhido e, apesar de ser no Porto, estende-se até ao Algarve. É um retrato do hip hop em Portugal, um cartaz atento ao que se passa no país", considera Rui Miguel Abreu. De Vila Nova de Gaia à Quarteira com paragem em Lisboa e contactos com a Irlanda.




Sotaque é bandeira

A geografia é gestora de registos diferentes? Claro "O hip hop decorre da realidade", afirma o editor, logo, "haverá sempre muitas diferenças entre as vivências de cada grupo". E continua: "Há diferenças entre o movimento hip hop do Porto, tal como há divergências entre o hip hop da margem Sul e dos bairros à volta de Lisboa". Em Gaia, o som é mais "agressivo", diz Filipa Leite. Mais "sombrio", prefere caracterizar Rui Miguel Abreu, que destaca o facto de os MC's do Porto usarem o sotaque como uma espécie de bandeira, como símbolo de uma região demarcada". Já a Sul, o som é mais "mainstream", considera a programadora da CM, destacando o som de Sir Scratch e SP&Wilson. O retrato rápido do hip hop português acontece hoje não na Praça Exterior, como estava inicialmente planeado, mas no Parque - 1, por causa da chuva.




http://jn.sapo.pt/2006/09/23/cultura..._da_nacao.html







Nacionalistas em Protesto:


Manifestação Anti-Racista no PortoPara o Sistema o racismo é uma via de sentido único, logo tem todo o gosto em nos fazer pagar, através dos nossos impostos,os insultos gratuitos da peça "os negros", um manifesto exemplo de racismo, só que neste caso anti-branco. Dia 30 de Setembro de 2006 pelas 21h vamos protestar contra esta situação frente ao Teatro Nacional São João, na Praça da Batalha, onde esta peça está em cena. O pedido de autorização já deu entrada no respectivo Governo Civil.

www.resistente.org



Fotos do Protesto Não ao Racismo Anti-Branco

2 comentários:

Camisa Azul disse...

A RTP esteve lá. Mas acho que a reportagem foi censurada.

Ategina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.