domingo, fevereiro 15, 2009

Mais uma Batalha...




Arqueologia salvou população de Alcalar das linhas de média tensão


Moradores de Alcalar manifestam-se contra a linha de alta tensão



A população de Alcalar pode agradecer o facto das linhas de média tensão, que iriam passar junto às casas naquela aldeia do interior de Portimão, terem sido enterradas, à existência de um sítio arqueológico pré-histórico.


Não fosse a zona patrimonial classificada, talvez hoje a população de Alcalar tivesse que conviver paredes meias com os cabos de média tensão da Rede Eléctrica Nacional (REN).


O trajecto inicial foi alterado, já que, depois de ter recebido uma queixa por causa do traçado daquela linha, o Provedor da Justiça «instaurou um inquérito», para saber por que razões o trajecto escolhido atravessaria um local com tamanha importância patrimonial, numa zona de protecção arqueológica, revelou ao «barlavento» Rui Parreira, técnico da Direcção Regional de Cultura do Algarve.Depois de uma avaliação, a solução adoptada, em 2008, foi enterrar a linha de média tensão à volta da área classificada, deixando os cabos de ser aéreos para serem subterrâneos.


«A ligação foi feita a partir de um apoio que já estava projectado, sendo depois enterrado naquela zona e retomado num dos apoios, já fora da área protegida e de habitação», adiantou Rui Parreira.


Tudo acabou por ser mais fácil, porque a «linha foi enterrada ao longo da estrada, não precisando de atravessar o campo», garantiu ainda.


Aquelas linhas fazem a ligação com os parques eólicos, existentes nas cumeadas da serra do Espinhaço de Cão.


«As linhas deveriam ser concentradas num só corredor, até à Central de Distribuição no Porto de Lagos, em Portimão», salientou o técnico.



Em Silves, as manifestações da Comissão de Moradores de Vale Fuzeiros levadas até às portas do Ministério do Ambiente e da Economia, ao Parlamento e à sede da REN, em Lisboa, e a sucessiva luta contra a passagem das linhas junto às habitações levaram à alteração do traçado inicial.


Ou seja, depois da revolta dos silvenses, foi realizado um novo estudo de impacto ambiental (EIA), que está em consulta pública, até 23 de Fevereiro, onde foi adoptada a solução proposta pelos manifestantes e pela própria Câmara.



2 comentários:

Escarapão disse...

Parabéns aos Silvenses! Só mostra que vale a pena lutar.
Ontem, Hoje e Sempre!

José Reis disse...

Os Silvenses tiveram razão nesta luta que travaram, mas por outro lado, é bonito dizer que não queremos as linhas a passar na nossa região, mas se todos pensarem assim não tinha conseguido aceder a este blog porque todo o sistema eléctrico já teria colapsado. Apenas quero salientar um ponto de vista diferente e não ofender ninguém.