sexta-feira, novembro 21, 2008

A Não Perder!

Exposição "Caixa da Memória - Bacalhoeiros do Barlavento Algarvio"

Até 2009-02-01

Um tributo aos homens que arriscaram a vida nas lides da pesca do bacalhau, cujos rostos e identificações formam um memorial em forma de cubo, composto por centenas de pescadores, protagonistas daquela que ainda é conhecida como a “faina maior”.

Museu de Portimão

Horário: 3ª das 14h30 às 18h00 e de 4ª a Domingo das 10h00 às 18h00.

2 comentários:

efe disse...

Viva, verifico que se interessam pela civilização Conni e pela escrita do Sudoeste. Certamente que as teorias do meu tio (C. Castelo), serão empolgantes mas, como todas as teorias, devem ser apreciadas com reservas e sentido crítico. Outros escrevem também sobre o assunto, aqui fica um link com uma excelente sintese: http://pt.wordpress.com/tag/a-escrita-conia/

Realço também este blogue, de um importante investigador algarvio, onde poderão encontrar textos relacionados com a Alta Antiguidade..
http://imprompto.blogspot.com/

Saúde.
F.Castelo
(editor do CEMAL)

Anónimo disse...

Casa Pia: o estado de putrefacção da imensidão chamada Estado


O processo Casa Pia, onde são julgados alguns dos suspeitos de pedofilia, aproxima-se da leitura da sentença. Quatro anos depois do início do processo, nunca é demais lembrar que o PNR foi o único partido político em Portugal que organizou uma manifestação pública a propósito do caso Casa Pia, logo em 2004, em frente ao Tribunal da Boa-Hora com vários militantes a exibir uma faixa onde se exigia um combate efectivo à pedofilia. Como de costume, nunca nenhum jornal fez referência a esse facto ao longo destes quatro anos, apesar de naquele dia terem estado presentes várias dezenas de jornalistas que registaram o episódio com as suas câmaras. Em "resposta à exigência" do PNR, além da alteração do Código de Processo Penal, por muitos juristas considerado o "Código Casa Pia", a Sede Nacional do PNR foi alvo de busca solicitada por uma procuradora do MP, Cândida Vilar, em Abril de 2007. Facto inédito na história política portuguesa que não o teria sido se as escutas do caso Casa Pia, que referem a Sede Nacional do PS, ao contrário da Sede do PNR que não era mencionada em nenhuma escuta, tivessem tido tratamento idêntico. Entretanto, um dirigente do PNR esteve detido em prisão domiciliária com vigilância electrónica, durante mais de um ano, por escrever um texto na internet que um colectivo da Boa-Hora considerou discriminatório. O texto insurgia-se contra dois jovens que assassinaram um padeiro para lhe roubar um fio de ouro, homicídio esse que não será discriminação, "apenas" mais um caso pontual como tantos outros. Por se ter referido aos jovens com palavras impróprias, mas bem certeiras, e lamentando a destruição completa de uma família em troca de uns míseros euros, o Tribunal condenou-o a 1 ano e 8 meses de prisão, em pena suspensa pelo mesmo período de tempo. Este não será indemnizado com milhões por ter estado detido preventivamente, não durante dias mas durante 13 meses, por ter sido suspeito de usar uma arma chamada caneta. Alguns, nós, ou muitos, andam a clamar por justiça mas a resposta que obtemos é essa: detenção, julgamento e prisão para quem diz ou escreve a verdade, impunidade para quem mata, viola ou desgraça a vida de famílias inteiras. Catalina Pestana diz que no processo Casa Pia muitos ficaram de fora, outros nem sequer são pronunciados ou atiram-se como cães ao nosso bolso, tudo sob o olhar vesgo da tal justiça. E se tivermos de ser condenados também por lembrar ou escrever isto, seremos, mas teremos a nossa razão e, sobretudo, andaremos sempre de cabeça bem erguida, ao contrário de tantos outros que andam por aí. Quanto ao processo Casa Pia, e seu desfecho, apenas reforça a ideia do estado de putrefacção de um dos sectores de toda esta imensidão a que se convencionou chamar Estado.

http://terraportuguesa.blogspot.com