OS MARCIANOS QUE NOS INVADEM...
Ataegina - deusa do renascimento(Primavera),fertilidade,natureza e cura.O nome Ataegina é originário do celta Ate + Gena (renascimento).Era venerada na Lusitânia e na Bética. Existem santuários dedicados à deusa em Elvas, Mérida e Cáceres na Extremadura espanhola,além de outros locais, especialmente perto do Rio.Era das principais deusas veneradas em Myrtilis(Mértola),Pax Julia(Beja),e especialmente venerada na cidade de Turobriga(Huelva).
domingo, fevereiro 14, 2010
Entrudo Na Vila de Lazarim: o mais ancestral e genuíno Entrudo português..
Entrudo em Lazarim
A Vila de Lazarim celebra mais uma edição do seu Entrudo, já considerado o mais ancestral e genuíno Entrudo português. Durante os 4 dias de folguedos, a vila transformou-se num palco de cultura, tradição, gastronomia e muita animação..
O Testamento das Comadres, Lazarim, Lamego, Viseu
A aldeia de Lazarim, situada na região Douro Sul, festeja o Entrudo entre comadres e compadres que envergam máscaras artesanais que permitem libertar a devassidão das mentes dos populares sem revelar o rosto dos seus autores, ganhando a identidade de Careto.
As máscaras feitas de Madeira de amieiro pelos artesões locais anunciam o ritual que dá início ao ciclo de festividades que começam algumas semanas antes da Terça-feira Gorda de Carnaval. São feitos os peditórios para construir os "compadres" e preparam-se as deixas do testamento.
Chega-se ao dia em que culminam todos os preparativos e as ruas de Lazarim transformam-se. As paredes de granito gritam o som folião dos caretos que fazem a leitura do testamento, que expõe os defeitos dos rapazes e raparigas, visitam as mulheres que cozinham um manjar colectivo e animam as brincadeiras das crianças.
O compadre e a comadre, os dois de sexo masculino, lideram o cortejo, que alimenta a rivalidade entre sexos, que travam esse ajuste de contas através de tiradas picantes.
O ritual chega ao fim quando o testamenteiro anuncia a morte do compadre e da comadre, sendo estes substituídos por bonecos que são pendurados em troncos de pinheiro. Pega-se fogo aos bonecos e estes acabam por arrebentar diante do tumulto geral.
A festa não acaba porque ainda resta a feijoada de porco, o caldo de farinha e o vinho.
Testamento da Comadre
[ uma rapaz da vila lê o testamento a uma rapariga ]
Olá queridas comadres
Olá grandes feiticeiras
Cá estamos mais uma vez
Para vos tirar as peneiras.
Sois todas umas cadelas
Quase me matais de fome
Senão tivesse vergonha
Tratava-vos por outro nome.
Tende cuidado com o burro
Que ele é abonado
Se a dele não chegar
Tendes aqui mais um bocado
Hoje em dia as raparigas
São de lhe tirar o chapéu
Se lhes tirarmos os trapos
Ficam com os podres ao léu
Olá menina Márcia
Condutora de fim de semana
Não sei qual foi a ideia
Da tatuagem na mama
Já estou farto desta merda
Só me apetece dar um grito
Sois todas umas corrumbeiras
Ide todas levar no pito.
[excerto do Testamento da Comadre de 2000]
Testamento do Compadre [ uma rapariga da vila lê o testamento a um rapaz ] Quando tocares no apito Não o mostres a ninguém Apenas à namorada Para ela o tocar também Não sei que raio vos deu Parece que é comichão Passais a vida a coçar O instrumento com a mão. Sois todos uns paneleiros que não valem 2 vinténs Ninguém quer de vós saber Até vos mijam os cães. Alguns vêm de propósito Para meter o focinho Mas aquilo que nós queremos É que leveis no cuzinho. Alguns metem nojo Com o paleio que têm Se isto é tão ruim Porque diabo cá vêm De vós me vou despedir Ó grande rapaziada Não gostais de raparigas Juntos fazeis marmelada. [excerto do Testamento do Compadre de 2000] |
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