sexta-feira, junho 17, 2011

Hail Nietzsche, grande pensador!

A Fragilidade dos Valores





Todas as coisas «boas» foram noutro tempo más; todo o pecado original veio a ser virtude original. O casamento, por exemplo, era tido como um atentado contra a sociedade e pagava-se uma multa, por ter tido a imprudência de se apropriar de uma mulher (ainda hoje no Cambodja o sacerdote, guarda dos velhos costumes, conserva o jus primae noctis). Os sentimentos doces, benévolos, conciliadores, compassivos, mais tarde vieram a ser os «valores por excelência»; por muito tempo se atraiu o desprezo e se envergonhava cada qual da brandura, como agora da dureza. 
A submissão ao direito: oh! que revolução de consciência em todas as raças aristocráticas quando tiveram de renunciar à vingança para se submeterem ao direito! O «direito» foi por muito tempo um vetitum, uma inovação, um crime; foi instituído com violência e opróbio.
Cada passo que o homem deu sobre a Terra custou-lhe muitos suplícios intelectuais e corporais; tudo passou adiante e atrasou todo o movimento, em troca teve inumeráveis mártires; por estranho que isto hoje nos pareça, já o demonstrei na Aurora, aforismo 18: «Nada custou mais caro do que esta migalha de razão e de liberdade, que hoje nos envaidece». Esta mesma vaidade nos impede de considerar os períodos imensos da «moralização dos costumes» que precederam a história capital e foram a verdadeira história, a história capital e decisiva que fixou o carácter da humanidade. Então a dor passava por virtude, a vingança por virtude, a renúncia da razão por virtude, e o bem-estar passivo por perigo, o desejo de saber por perigo, a paz por perigo, a misericórdia por opróbio, o trabalho por vergonha, a demência por coisa divina, a conversão por imoralidade e a corrupção por coisa excelente. 

Friedrich Nietzsche, in 'A Genealogia da Moral'








terça-feira, junho 07, 2011

MINUTO SENTIMENTAL...



Toca-me


Toca-me,

sem uma palavra

só a tua pele

e a tua alma

Toca-me, o tempo vai
movendo a luz, do meu olhar.

Toca-me, que tenho medo.
Pode o amor, guardar segredo?

Toca-me, nesta penumbra.
Depois de ti, a noite dura.

REFRÃO

To...ca-...me, meu amor
To...ca-...me, meu amor

Toca-me, sem uma palavra.
Só a tua pele, e a tua alma.

REFRÃO
Toca-me, meu amor
Toca-me, meu amor

Solo

Toca-me, meu amor


Toca-me, meu amor
Toca-me, meu amor… meu amor…

segunda-feira, maio 23, 2011

Os Políticos de Plástico...



Nem para reciclar estes traidores servem!


                                   




Portugal está a Atravessar a Pior Crise



Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura. 



Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)'



Revolta-te! Vai votar! Corre com estes políticos de plástico! Vota PNR!

sexta-feira, maio 20, 2011

José Pinto-Coelho - Fala na Rádio Antena 1

Antena 1 - Entrevista a José Pinto-Coelho
(clica no link acima para ver video de entrevista)

Antena 1 - Entrevista a José Pinto-Coelho


Entrevista a José Pinto-Coelho
Entrevista a José Pinto-Coelho

A Antena 1 ouve os partidos sem representação parlamentar que concorrem às eleições legislativas antecipadas de 5 de junho. Dos mais aos menos votados no último ato eleitoral, os doze partidos expõem o programa eleitoral, as ideias e as ambições políticas. Edição da editora de política da Antena1, jornalista Maria Flor Pedroso.

Veja na íntegra a entrevista ao presidente do Partido Nacional Renovador, José Pinto-Coelho