sexta-feira, abril 09, 2010

S. Brás de Alportel - Sabores do Caldeirão - de 1 a 15 de Abril


Sabores do Caldeirão





Sabores do Caldeirão 







São Brás de Alportel promove sabores do Caldeirão
Evento associado ao conceito de “slow food”




Promover turisticamente o concelho e a gastronomia tradicional, com base na filosofia “Slow Food”, que preserva os ecossistemas e a natureza e protege os produtores locais, é o principal objectivo da quinzena gastronómica “Sabores do Caldeirão” que o município de São Brás de Alportel organiza em vários restaurantes, entre os dias 1 e 15 de Abril.

“Esta promoção da gastronomia é fundamental e o movimento “Slow Food” marca a diferença. Quisemos algo diferente: transmitir às pessoas que queiram vir a São Brás de Alportel o valor que a alimentação local tem. Temos que arranjar algo diferente para nos destacarmos do turismo do Algarve” frisou o edil são-brasense, António Eusébio, aquando da apresentação do evento, no passado dia 27 de Março.

A Casa d’Pasto Adega Nunes, os restaurantes Beira Serra, Fonte da Pedra, Gracianos, Lena, Rocha da Gralheira, Sabores do Campo, Tachinho do Algarve, Vila Velha e Zé dias são os participantes da mostra que vão presentear os visitantes com os sabores da alimentação mediterrânica.

Para além do menu habitual, durante a Quinzena Gastronómica, os restaurantes participantes apresentam uma ementa especial, composta por uma entrada, dois pratos principais, onde não vai faltar a utilização do azeite, das ervas aromáticas e temperos, e uma sobremesa que respeita os valores tradicionais da alimentação mediterrânica, valorizando os produtos da época. Bolo de alfarroba com queijo de cabra e mel, codorniz com mel e tomilho e "cabrito à casa" são algumas das sujestões apresentadas.

Princípios do “Slow Food”

“Temos muitas mostras gastronómicas, mas queremos fazer algo novo e diferente” referiu, na ocasião, Vítor Lamberto, o representante do movimento Slow Food, fundado em 1986 em Itália.

O “Slow Food” tornou-se uma organização internacional sem fins lucrativos em 1989 e é actualmente composto por cerca de mil “convivias” ou células locais do movimento, cuja força reside na sua vasta rede de 80 mil associados.

Com sede internacional em Itália, o “Slow Food” visa conjugar o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As actividades da associação pretendem defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, ao mesmo tempo que difundem a educação do gosto, aproximando os produtores de consumidores de alimentos excepcionais, através de eventos e iniciativas.

Tendo como contraste o “fast food”, o movimento escolheu o caracol para símbolo do movimento porque se movimenta lentamente e vai comendo calmamente, durante o seu ciclo de vida.

O “Slow Food” encoraja o crescimento do movimento “Slows Cities”, um grupo autónomo de vilas e cidades determinadas a melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes, sobretudo no que respeita à alimentação, onde se encontra integrado São Brás de Alportel, desde 2008, a par das cidades algarvias de Lagos, Tavira e Silves.

Escolas aderem à alimentação mediterrânica

A valorização da alimentação mediterrânica tem sido uma das preocupações do município de São Brás de Alportel que tem desenvolvido um vasto trabalho a esse nível, com destaque para o projecto “São Brás à Mesa”, levado a cabo por uma equipa de saúde escolar, elementos do Centro de Saúde local, a Administração de Saúde do Algarve e a colaboração das escolas do concelho.

“Com este projecto mudámos as ementas das cantinas escolares que passaram a ter uma alimentação mediterrânica, desde jardins-de-infância à secundária” frisou na ocasião Filomena Correia, médica de saúde pública e delegada de saúde na coordenação técnica e dinamização do projecto.

Segundo Filomena Correia, o projecto, que no início teve dificuldade em implementar-se, tem sido um sucesso, traduzido no enorme afluxo verificado nas cantinas das escolas do concelho. 






quinta-feira, abril 08, 2010

Desmitificar a Páscoa

A páscoa pagã




o coelho e o ovo

Na realidade não existe uma páscoa pagã, e sim a festa da chegada da Primavera celebrada pelos antigos povos pagãos da Europa, que nessa época do ano homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês. Easter é um termo pagão com um significado "genérico" de Páscoa. Não tem nada a ver com libertação de escravos.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres. Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.


A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera . Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e o coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar. Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara.

Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra

O Culto da Mãe Soberana - Uma Festa Religiosa e Pagã

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         Fotografia da Festa da Mãe Soberana de 1895



Festa da Mãe Soberana, a maior manifestação religiosa do Sul do País e que atrai à cidade milhares de peregrinos e turistas. Com o objectivo de assinalar os quatro séculos e meio de devoção à Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Loulé, a Câmara Municipal de Loulé e as paróquias de S. Sebastião e S. Clemente prepararam um vasto programa que se irá prolongar até ao próximo ano.
Estão previstas, portanto, diversas actividades de carácter religioso, cultural e social que passam por exposições, conferências, concertos e encontros.

Outras das iniciativas da organização serão a publicação de um livro alusivo ao Culto à Mãe Soberana, cunhagem da Medalha Comemorativa desta efeméride, a emissão de um Inteiro Postal dos CTT comemorativo e a designação da Mãe Soberana como patrono da Escola EB 1, nº 1 de Loulé.

A Câmara vai aproveitar esta ocasião para inaugurar o Centro Social e Paroquial de Loulé, um equipamento de carácter social que pretende ser um lugar de apoio às actividades assistenciais, culturais e religiosas, das paróquias e cidade de Loulé. Este será um espaço de formação cristã para crianças, jovens e adultos bem como de apoio a sectores importantes como a juventude e família e apoio a carenciados.


Festa Religiosa e Pagã 

As festividades da Mãe Soberana constituem uma tradição que data do século XVI, com provável origem em 1553, data oficial da edificação da capela.

Esta festa decorre entre o Domingo de Páscoa e os quinze dias posteriores e é dividida em duas fases: a Festa Pequena e a Festa Grande. Num primeiro momento, que coincide com o Domingo de Páscoa, tem lugar a descida do cerro da imagem da Nossa Senhora em direcção à Igreja de S. Francisco.

Quinze dias depois realiza-se aquela que é considerada a Festa Grande. É o adeus da Padroeira à sua terra e o regresso à sua pequena ermida que, a poente, se ergue sobranceira a toda a cidade.

Nesta manifestação de grande culto pela fé existem duas vertentes distintas: a religiosa, no seu mais sentido significado, e a profana, na mais ampla e liberal exteriorização popular. 
Assim, no Domingo de Páscoa a descida da Santa obedece a uma marcha fácil de organização profana, a marcha acelerada a conduzir o pesado andor até à Igreja de S. Francisco. Durante os quinze dias da sua estadia neste local, as novenas e os sermões conduzidos por afamados oradores sacros perfazem uma vigília religiosa de grande poder espiritual.

O último dia é o da Festa Grande. Após a saída da Igreja de S. Francisco, a procissão percorre as ruas do centro de Loulé, ao ritmo de marchas executadas por bandas de música, nomeadamente o centenário Hino da Mãe Soberana. No espaço circundante ao edifício erguido em memória do Eng.º Duarte Pacheco, tem lugar a missa campal.

Depois desce até ao Convento de Stº António, seguindo-se o caminho de volta ao Santuário. Os oito homens carregam o andor, vestidos de calças e opas brancas, sobem o íngreme cerro, ao ritmo da música, e com a população a exibir-se em manifestações diversas mas verdadeiramente sentidas. Em tempos passados, estes homens eram considerados seres com capacidades sobre-humanas. Mas esta tradição, que é transmitida de geração em geração, de pais para filhos, tem vindo a perder-se. No entanto, há uma consideração especial por parte de todos os louletanos relativamente a estes homens que carregam a santa ao longo desta subida íngreme num ritmo acelerado.

A escalada do caminho que dá acesso ao altar da Nossa Senhora da Piedade é um documento espantoso da fé cristã nesta terra. Ao esforço gigantesco dos homens que transportam a Virgem, alia-se a força espiritual dos muitos fiéis que, em vivas à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, vão “empurrando”, no calor da fé e calçada acima, o pesado andor da padroeira.

Este cenário imenso da religiosidade louletana, de características tão locais como únicas, só pode ser sentido na alma de cada crente, quando vivido. Uma vivência feita de fervor religioso e de testemunho cristão, cuja explicação reside unicamente na essência dogmática da própria fé.

Este quadro indescritível, soberbo e ímpar só pode encontrar comparação no fausto portentoso das procissões do Norte de Portugal, nomeadamente do Minho.


As Lendas

As lendas em torno da Mãe Soberana são anteriores ao final do século XVI. Conta-se que, determinada donzela, de quinze anos de idade, uma tarde, ao depor flores num modesto altar que seus pais mandaram edificar numa gruta, determinado fidalgo, endoidecido pela beleza da menina, pretendeu violentá-la. Resistindo à força do fidalgo, a menina pede ajuda à Virgem da Piedade. O milagre opera-se: a menina sai ilesa do atentado e o fidalgo, cheio de vergonha e remorsos, mete-se num convento, onde morreu frade. 

A fama da Santa milagreira toma foros de Soberana e passa a ser idolatrada. A pequenina capela da gruta muda-se para cima do íngreme cerro.

Mais uma lenda: pretendia-se erigir, no sítio da gruta, uma igreja para dar condigna morada à Virgem da Piedade. Os operários trabalhavam durante o dia e, como à noite deixavam no local da obra as suas ferramentas, ficavam espantados quando no outro dia verificavam que elas apareciam no cume do cerro. Para esses trabalhadores havia apenas uma explicação: o poder milagroso da Santa que não queria a sua igrejinha escondida, metida numa cova; queria-a num local bem alto para que a adoração fosse mais visível.

As ferramentas dos trabalhadores acabam por ficar lá em cima e a igreja faz-se. Corria o ano de 1553 quando é concluído a pequenina ermida.

Com o passar dos séculos e como resultado da grande aceitação popular, os responsáveis religiosos implementaram a construção de um imponente santuário de planta centralizada, cujo projecto, de 1970, da autoria do Arq.º Nereus Fernandes, previa a destruição da vizinha Ermida de Nossa Senhora da Piedade. Depois de muitos anos de interrupção, a obra recomeçou em 1988 com o Arq.º António Serrano Santos. Em 1994 inaugurava-se finalmente o Santuário e a pequena Ermida acabou por não ter sido destruída, procedendo-se a partir de então à limpeza e consolidação da sua ornamentação interior. 





Pelos caminhos de Conistorgis

Aventure-se pelas terras de Aljezur, para descobrir para além do peixe… cozinha de fusão feita na grelha.


Pôr-do-sol na Praia da Amoreira - Aljezur
 
Parece nome de aguardente, e o sítio não é inimigo das bebidas alcóolicas, mas tem muito mais para descobrir. Nomeadamente um bar/restaurante, que tem nome estrangeiro mas com donos portugueses, no sítio da Aldeia Velha.


A casa amarela – mais uma vez, o cliché cinematográfico – é um dos pontos que atraem a vista, na antiga estrada nacional que liga Aljezur a Sines, um pouco a norte da vila algarvia e próximo da praia da Amoreira.


E depois de ‘caçada’ a curiosidade do transeunte, não se dá o tempo por mal empregue numa visita às incursões gastronómicas do Bar Chill Out Grill, onde se pode comer algo mais que o tradicional – e óptimo - peixe fresco tão característico da Costa Vicentina.


O sargo, a dourada, ou até o pargo são genuinamente locais, mas o que diferencia esta casa acaba por ser a carne, numa zona tradicionalmente de peixe.


Diga-se que também as entradas são algo fora do comum, para estas paragens, mais dadas às azeitonas ou cenouras de vinagrete. No Chill Out Grill começa-se a viagem com queijo de cabra gratinado com mel e nozes ou antes com doce de framboesa, senão quem sabe umas beringelas gratinadas com pesto e mozarela.


Depois, a carne que vai para o grill, que é como quem diz, a grelha, tem origens transatlânticas, seja do Brasil ou da Argentina, acompanhada de molhos de whisky ou queijo roquefort, pelas mãos de um ex-DJ e da namorada, Miguel Ferro e Dora Gonçalves.


De saída, e aí entram as bebidas, pode vir um ananás grelhado lacado com rum, mel e sumo de lima, ou manga na grelha com mascarpone, rum e canela. Lá está, sendo um bar as bebidas estão bem à mão da criatividade dos autores, numa incursão bem-vinda do Sudoeste Vicentino, com aromas a outras paragens.


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Alcoutim: Doces d’Avó com direito a “Cuidar de si” 


Alcoutim promove a Feira de Doces d’Avó, a 3 de Abril, no Cais da Vila. A novidade deste ano é o espaço “Cuide de Si”.


 
O espaço “Cuide de Si” vai olhar pela saúde de quem por lá passar ao disponibilizar rastreios à glicémia, colesterol e hipertensão, os maiores responsáveis pelas grandes causas de morte em Portugal – os AVC’s e os enfartes.


Em destaque vão estar também os doces tradicionais da serra algarvia, para provar e comprar.


“Os Folearte”, “Funfarra” e “As Moçoilas” vão animar a Feira, com abertura marcada para as 11h00 e encerramento às 20h00.


Para os petizes há ateliers alusivos há ateliers de “Pinturas de ovos de Páscoa” e “Confecção de Folares”.


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Portimão: “Um dia na pré-história”de volta a Alcalar

No dia 17 de Abril, o Centro Interpretativo de Alcalar é palco da quarta edição da iniciativa “Um dia na pré-história”, que convida as famílias a passarem um sábado diferente, viajando no tempo até ao quotidiano da comunidade local de há cinco mil anos, numa recriação mais uma vez dinamizada pela equipa do Museu de Portimão. Saiba mais NA HORA
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Tavira assinala Dia Nacional dos Moinhos

No âmbito do Dia Nacional dos Moinhos, a Câmara Municipal de Tavira propõe, para dia 07 de Abril, entre as 14h30 e as 17h00, na freguesia de Santo Estêvão (ribeira da Âsseca), a actividade “Do século XVII à actualidade: as moagens dos Moinhos de Água”. Saiba mais NA HORA