quarta-feira, janeiro 13, 2010

Valorizar o Pão Tradicional




“As Mãos e o Pão” em exposição na Casa dos Condes, em Alcoutim

A galeria de exposição da Casa dos Condes, em Alcoutim, recebe, de 16 de Janeiro a 19 de Fevereiro, a exposição de Pedro Inácio, intitulada “As Mãos e o Pão”.

Inaugurada no próximo dia 16, a partir das 16h30, contando com a presença do autor, entre outras entidades. 

Esta exposição, organizada pela Associação ATAS (Associação Transfronteiriça Alcoutim – Sanlúcar) e apoiada pela Câmara Municipal de Alcoutim, tem presente o pão como elemento intimamente ligado à vida da humanidade e à sua subsistência, porque é um dos principais alimentos consumidos há cerca de 6000 anos.

A Associação ATAS leva assim até Alcoutim esta exposição, pela importância que o pão tem no concelho, que aliás tem uma significativa industria panificadora que fornece diariamente pão ao litoral algarvio e a Lisboa.

“As Mãos e o Pão” procura valorizar o pão tradicional de Alcoutim e dar o primeiro passo na criação da Rota das Padarias. 

Esta exposição poderá ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 17h30.


www.regiao-sul.pt

quarta-feira, janeiro 06, 2010

AS FADAS-MOURAS





As Mouras são seres fantásticos femininos que moram em pequenos lagos, rios, poços, covas, minas, ruínas, monumentos megalíticos, quase sempre embaixo da terra. Elas podem ser consideradas uma versão da Lady do Lago da época Arturiana. Só diferem da últimas, por poderem tomar a forma de serpentes.
A crença dessas mulheres encantadas, divindades da água, fiandeiras, construtoras de monumentos e guardiãs de tesouros, se perdem no tempo, justamente pelo fascínio que despertam.
As Mouras sempre estão associadas à água e sua existência já era conhecida muito antes das invasões árabes, sendo consideradas as herdeiras das tradições culturais greco-latinas.
As Mouras estão associadas ainda, às Moiras gregas, que eram divindades que presidiam ao nascimento e depois ao casamento e à morte. Eram as "fiandeiras da vida e da morte". Uma segura o fuso e puxa o fio da vida (o cordão prateado); a segunda enrola-o, registrando o "filme" da vida e a base da existência futura e determina o momento da morte; e a terceira corta inflexivelmente esse fio.
É importante entender, que a palavra "Moura", não tem nada a ver com o feminino de "mouro", mas é um sinônimo da palavra grega "moira", que significa "destino". Os mouros eram uma raça de seres humanos ancestrais e as mouras pertencem ao mundo dos elementais ou espíritos da natureza.












Não existe em Portugal uma fonte que não tenha uma moura, ora em forma de serpente, ora na forma de uma linda donzela, a prometer riqueza e felicidade a todo aquele que estiver disposto à se submeter aos seus encantamentos. O dia e a hora de seu aparecimento é na noite mágica de São João à meia-noite. Nesse tardar da noite, ela sai à superfície da água e se coloca de um lado da fonte ou cova que lhe serve de morada para lavar-se e pentear seus cabelos com pentes de ouro.
Sua beleza é tanta que qualquer mortal do sexo masculino que passe por ali, se apaixonará pela moura. Mas esse amor é quase impossível de se consumar, pois quando se aproximar dela ela, pode desaparecer ou se transformar em uma enorme serpente. As vezes, até pode surgir uma conversação, mas sem que ela possa se afastar da fonte ou da cova à qual estão unidas por encantamento. Para que suas relações amorosas frutifiquem, ou que o o encanto se rompa, é necessário que o homem a desencante, seguindo um ritual ou protocolo que ela mesma propõe. As formas de desencantamento são muito variadas e vão desde dar-lhe um beijo na aparente serpente na boca até trazer-lhe um pedaço de pão ou produzir-lhe uma ferida. Se esse ritual terminar de forma adequada, a mulher abandona o fatídico encanto e converte-se em humana que se casar com o homem que a libertou, lhe concede inumeráveis riquezas pertencentes ao tesouro secreto que guardava no interior da fonte ou cova. Se o ritual fracassar, é freqüente que o herói chegue a morrer, ou que se rompa definitivamente a possibilidade de desencanto da moura.

MOURAS-SERPENTES
A Moura pode apresenta-se em forma de serpente ou estar associada a uma.
Há uma lenda clássica da aparição de uma moura nessa forma que é contada na região de Chan de Moura (Ribadabia-Orense), onde existia um desses personagens femininos encantados que penteava seus cabelos de ouro. Muitos foram os que a viram, mas não se aproximavam de medo, até que um dia um jovem se atreveu a falar com ela e essa lhe confessou que era uma mulher encantada, que guardava muitos tesouros. Para desencantá-la deveria retornar na próxima noite, que ela se apresentaria na forma de uma serpente com um cravo na boca, deveria ele permitir que ela se enroscasse nele e retirar o tal cravo de seus lábios.
Assim o rapaz, seguindo cada um dos passos, até que em um último momento a apreensão e o asco que tinha de serpentes, não deixou que ele retirasse o cravo, motivo pelo qual a cobra caiu morta, surgindo então um grande ruído no monte.
Há outros relatos em que a moura-serpente para desencantar-se necessita que a beijem na boca nove vezes. Só no último beijo é que ela se transforma em uma bela donzela, agarrando o braço de quem a desencantou...
Como as Mouras são fadas, gostam de relacionar-se com os humanos sentimentalmente. Mas podem também, detestar certas pessoas e ocasionar-lhes a morte. O que nunca deve-se fazer com uma fada é transgredir certas normas ou violar um segredo que ela não quer que ninguém saiba. Quando alguém o revela, pode esperar todo o tipo de desgraça.

MOURAS CANTORAS
É muito freqüente surpreender as fadas lavando, fiando, dançando e cantando. Existem Mouras que possuem vozes magníficas, mas seu canto só é audível para certos e privilegiados ouvidos mortais.
Em castro Meimón (Boboras-Orense) há relatos da aparição de uma moura que recitava essa nostálgica cantiga maternal:
"No castro de Parada (Cameixa)
Tenho minha filha Clara.
No castro de Magrás
Tenho meu filho Carlos.
E no castro de Meimón
tenho o meu coração."



Castros são ruínas de fortificações da Idade do Ferro, constituídas por um complexo sistema de fossos, balaustradas e muralhas de grande proporções.


 

MOURAS SÃO JOANINAS



É 24 de junho, noite de São João, que se celebra ritos pagãos e religiosos. Essa é uma noite mágica do Solstício de Verão, no Hemisfério Norte e do Inverno, no Hemisfério Sul, onde tudo se converte em energia de cura, mas principalmente a água.

Antigamente, era nessa noite que se devia levar os rebanhos para beber as águas do rios para livrá-los e protegê-los da sarna. As pessoas também tinham de ir até os rios para lavarem-se, porque se dizia que a água estava benta e curava de todos os males.

Para alguns povos, como os celtas, o mito era beber de sete fontes distintas, antes de amanhecer, porém para isso, não podiam cruzar nenhum barranco ou rio, coisa bastante difícil de se conseguir. Em L'Aínsa (Espanha) existia uma fonte de nome "Setefontes", que em uma reunia o poder curativo das sete.
Era crença popular também, que em todas as fontes moravam e as defendiam, seres místicos. A partir da Alta Idade Média, esses seres passaram a chamar-se de "Mouras" ou "Encantadas de São João". Dizia-se ainda, que elas só se deixavam ver penteando seus cabelos loiros, tão somente na noite de 24 de junho.

Há muitas lendas sobre essas aparições, principalmente na Espanha. Podemos citar o povoado de Villar de Argañán, na província de Salamanca, em cuja fonte, chamada de "las tahonas", existia e dizem que ainda existe, uma moura encantada que todas as manhãs de São João, antes do amanhecer, estende a roupa que utilizou durante o ano.

No limite da província de Toledo, e relacionadas com o dia de São João, existem várias crenças a respeito de aparições femininas, que saem de madrugada para pentear-se, lamentar-se, cantar doces melodias ou simplesmente para surgirem aos que passam perto de suas moradias. Há notícias sobre elas em localidades como Belvís de la Jara, Espinosa del Rey, gálvez, Navahermosa (chamado "povo das bruxas) e La Guardia. Em Belvís, na noite de São João, se celebra uma velha tradição de deixar água em um pote raso "ao sereno" para que as moças se lavem ao amanhecer e consigam assim, uma tez branca e suave, como as das ninfas.

 Todas as Mouras São Joaninas apresentam traços comuns: se manifestam na manhã ou madrugada de São João e preferencialmente para os homens; estendem roupas; se relacionam com tesouros ocultos; pedem para serem desencantadas.


LENDA CLÁSSICA

No povoado salmantino de "Villarino de los Aires" há uma lenda clássica muito conhecida: a da ama de leite que se encontra com uma moura em sua cova, a qual lhe pergunta se pode entrar e dar de mamar ao seu filho, em troca de uma recompensa. A mulher humana aceita e começa a amamentar a criança por vários dias. Como pagamento a moura lhe dá um monte de cascalhos (pedrinhas), que aparentemente nada vale. A mulher agradeceu e no caminho para casa foi jogando uma a uma as pedrinhas pelo chão, sobrando apenas algumas ao chegar. Contudo, quando voltou a olhá-las, para seu desespero, haviam se transformado em ouro. Rapidamente voltou pelo mesmo caminho para tentar recuperá-las, mas não encontrou mais nada. Foi então, até a cova da moura para pedir-lhe mais cascalho, mas ela a sentenciou porque havia depreciado seu presente.

Acredita-se que tanto as Mouras castelhanas como as Mouras galegas, possuem origem celta, a partir da palavra "mahra" ou "mahr", com que designava esse povo pré-hispânico a certos espíritos.

Texto pesquisado e desenvolvido por

ROSANE VOLPATTO


Bibliografia:
Hadas y Elfos - Édouard Brasey
Enanos y Gnomos - Édouard Brasey
La Mujer Celta - Jean Markale
Diccionario de Las Hadas - Katharine Briggs
El Gran Libro de la Mitologia - Diccionario Ilustrado de Dioses, Heroes y Mitos - Editora Dastin; Madrid
Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi
Livro Mágico da Lua - D. J. Conway
Explorando o Druidismo Celta- Sirona Knight
O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino
O Amor Mágico -Laurie Cabot e Tom Cowan
Hadas - Jesus Callejo
Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May
Diccionario Espasa - J. Felipe Alonso
A Deusa Tríplice - Adam Mclean
Hadas - Montena; Brian Froud y Alan Lee

Para além das brumas...

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Os Deuses Celtas  



Angus Mac Og (Irlanda) - Deus: da juventude, amor e da beleza.

Anu (Irlanda) -Mãe Terra, Deusa de fertilidade, prosperidade e do conforto.

Arawn / (País de Gales) - Deus do reino do subterrâneo, do terror e da guerra.

Arianrhod ( País de Gales) - Deusa, aspecto da Mãe, da Deusa Tripla na Irlanda. Honrada na Lua cheia, Deusa da beleza, fertilidade, reencarnação.

Badb (Irlanda) - Deusa, aspecto da Mãe da Deusa Tripla na Irlanda. Associado com o caldeirão, e corvos. Representa a vida, sabedoria, inspiração.

Bel / Belenus (Irlanda) - Deus, estreitamente ligado aos Druídas. Deus da ciência, restabelecimento, primaveras quentes, fogo, sucesso, prosperidade, purificação, colheitas, vegetação, fertilidade.

Blodeuwedd / Blod-oo-eeth// Blancheflor ( País de Gales) - Deusa da terra em florescimento, flores, sabedoria, mistérios lunares, iniciações, Deusa jovem.

Boann (Irlanda) - Deusa Mãe de Angus Mac Og.

Bran o Abençoado (País de Gales) - Deus da profecia, das artes, dos líderes, da guerra, do sol, e da música.

Branwen / Bran -oo-en (País de Gales) - Deusa do amor e beleza.

Brigit / Breed / Brida (Irlanda e País de Gales, Espanha, França) - Deusa associada ao Imbolc, Deusa de fogo, fertilidade, todas as artes femininas. Esta relacionado à agricultura, à inspiração, ao aprendizagem. à poesia, à adivinhação, profecia, amor, bruxaria, ao conhecimento oculto.

Cernunnos (Ker-noo-nos) - Conhecido emtodas as regiões Celtas, Deus da Natureza e todas coisas selvagens. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, reencarnação, encruzilhadas, riqueza, comércio, guerreiros.

Cerridwen (País de Gales) - Deusa da Natureza, da morte, fertilidade, inspiração, magia, astrologia, ervas, ciência, poesia, feitiços e conhecimento, sua imagem está relacionado ao caldeirão.

Creiddylad / Cordellia (País de Gales) - Deusa ligada à Beltane, frequentemente chamada de Rainha, Deusa de Flores de Verão, amor.

Crone conhecido em todas as regiões célticas - Deusa, aspecto da Deusa Tripla. Ela representa velhice ou morte, inverno, o fim de todas coisas, o sangue menstrual, fases de vidas das mulheres. Toda destruição que precede regeneração através de ela, o caldeirão do renascimento.

Dagda (Irlanda) - Deus da proteção, guerreiros, conhecimentos, magia, fogo, profecia, tempo, reencarnação, as artes, iniciações, o sol, restabelecimento, prosperidade e abundancia, música e harpa.

Danu / Danna (Irlanda) - Deusa provavelmente o mesmo como Anu, Mãe dos Deuses, Grande Mãe, Deusa Lua, Patrona dos Magos, rios, água, prosperidade e abundância.

Diancecht / Dian-ket (Irlanda) - Deus médico-mágico do Thuata da Danann. Deus de magia curativa, medicina.

Don / Dom-noo (Irlanda e País de Gales) - Deus governante da terra, da morte eentradas para os outros mundos. Controle dos elementos, eloquência.

Druantia (Todas as regiões célticas) - Deusa da fertilidade, paixão, atividades sexuais, árvores, proteção, conhecimento, criatividade.

Dylan (País de Gales) - Deus do Oceano.

Elaine (País de Gales) - Deusa, aspecto intacto da Deusa.

Epona (Grã-Bretanha, Gaul) - Deusa da fertilidade, maternidade, protetora dos cavalos, prosperidade, cães, primaveras, colheitas.

Eriu / Errado-eu-oo (Irlanda) - Deusa, uma das rainhas do Tutha da Danann.

Flidais (Irlanda) - Deusa das Florestas e coisas selvagens.

Goibniu / Gofannon / Gov-ann-em (Irlanda e País de Gales) - Deus dos ferreiros, fabricante de arma, fabricação de jóias.

Great Father (Todas as regiòes Célticas) - O Senhor (não o diabo), Senhor de inverno, colheita, animais, montanhas, regeneração. O aspecto masculino de criação.

Great Mother (Todas regiões Celtas) - Deusa, a Dama, o aspecto feminino de criação, Deusa de fertilidade, a Lua, verão, flores, amor, restabelecimento.

Green Man (Todas as regiões Celtas) - Veja Cernunnos.

Gwydion / Gwin-dee-em (País de Gales) - Deus, o maior, guerreiro-mágico, mudanças, magia, o céu.

Gwynn Ap Nudd / Gwin-ap-Neethe (País de Gales) - Rei das Fadas.

Gwythyr / Gwe-theer (País de Gales) - Deus, contrário de Gwynn ap Nudd. Rei do mundo superior.

Herne, o Caçador (Todas as regiões celtas) - Igual à Cernunnos, Homem Verde, Senhor da Caça selvagem. O lado ativo, masculino de natureza. Pai da Terra, dos animais selvagens, fertlidade, desejo, amor físico, agricultura, bandos. Deus Cornífero, o Deus amante da Deusa Mãe.

Llyr / Thleer / Lir (Irlanda e País de Gales) - Deus do oceano e água.

Lugh / Loog (Irlanda) - Deus das habilidades. Druída médico, magia, reencarnação, relâmpago, água, artes manuais, poetas, músicos, historiadores, iniciações, profecia. Conhecido como o Deus Sol Celta.

Macha / Maax-ah (Irlanda) - Deusa protetora nos estados de guerra, deusa da força física pura, sexualidade, fertilidade, domínio acima dos homens.

Manannan Mac Lir / Mannan-awn maliklir ( Irlanda e País de Gales) - Deusa do oceano, navegantes, das tempestades, fertilidade, artes, renascimento.

Margawse (País de Gales) - Aspecto da Deusa Mãe.

Merlin (País de Gales e Grã-Bretanha) - Deus, Druída, mágicko das ervas, da natureza, proteção, profecia, dons psíquicos rituais encantamentos.

Morrigan / Morgana/ Moor-rig-oo (País de Gales, Irlanda, Grã-Bretanha) - Deusa suprema, patrona das sacerdotizas, sacerdotes e bruxas.

Nuada / Nudd (País de Gales e Irlanda) - Deus parecido com Netuno, Deus das águas, oceanos, pesca e sol.

Ogma / Ogmios (Irlanda) - Deus parecido com Netuno.

Rhiannon / Hri-um-não (País de Gales) - A Grande Rainha, Deusa dos pássaros e cavalos, dos encantos eda fertilidade.

Scathach / Scatha (Irlanda) - Patrona da destuição dos ferreiros, magia, profecia.

Taliesin / Tal-eu-ess-em (País de Gales) - Deus poeta, da sabedoria, mago, música, conhecimento.

Todos os Deuses são um Deus e todas as Deusas uma Deusa!

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Avalon

 Em Avalon existiam cinco faces da Deusa com que as sacerdotisas trabalhavam, embora várias delas continuaram a venerar as Deusas de suas terras junto com essas cinco Matronas. Nós achamos vestígios delas nos registros escritos posteriores dos celtas e por causa de muitas das lendas terem sido escritas depois da Nova religião ter se firmado e tomado conta da Grã-Bretanha,devemos olhar além das antigas verdades ocultas nelas.

 De fontes como o Mabinogion e os poemas de Taliesin, damos início a nossa busca pelas Deusas de Avalon...

 Vir a conhecê-las é um processo para toda a vida - essa resumida compilação visa servir como introdução à informação não está de maneira nenhum completa, mas serviria como um indicador para direcionar o estudante em seu caminho.

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Blodeuwedd



Nove poderes de nove flores,


Nove poderes em mim combinados;


Nove botões de plantas e árvores...


Longos e brancos são meus dedos,


Como a nona onda do mar.

                                                         Hanes Taliesin





 Blodeuwedd é a Deusa virgem galesa, reverenciada em Avalon como a Deusa dos novos começos, independência e capacidade. A história que o patriarcado tem para contar de Blodeuwedd pode ser achada no trecho do Mabinogion chamado de Math, son of Mathonwy (Math, filho de Mathonwy).

 Ela é feita de nove flores pelos grandes magos Math e Gwydion,para ser a noiva de Llew, o Deus Sol Gales. Ela escolhe outro amante, que tenta assassinar seu marido, mas Liew, porém, se transformou em uma águia. Llew foi encontrado e trazido de volta a sua forma original por Gwydion, que transformou Blodeuwedd em uma coruja em como punição. Existem muito mais nessa história do que os olhos podem ver...observe além do que está escrito e verás a verdade.

 O nome Blodeuwedd significa “Rosto de Flor”, que se refere a suas origens nas flores, assim como sua associação com a coruja...que no País de Gales, ainda traz seu nome: Blodeuwedd.

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Arianrhod



 A Deusa Arianrhod, é uma das faces da Deusa Mãe em Avalon. Ela era a mãe de Llew ( Deus Sol Gales) e Dylan (Deus do Mar). Seu nome literalmente significa “Roda Prateada”, e sua morada, Caer Arianrhod, nada mais é do que a Via Láctea.

 Ela é retratada em Math, son of Manthonwy, e novamente devemos olhar além do que sua lenda conta. Ela é chamada a corte de Math por seu irmão Gwydion, é convocada a ser “Math’s Footholder” (algo como: A que segurava o pé de Math – isso é estranho mesmo). Para realizar essa tarefa, ela deveria provar sua virgindade, pois Math, exceto durante a guerra,si poderia viver se mantivesse seus pés no ventre de uma virgem. Pede-se que ela pise na varinha de Gwydion para verificar se ela de fato era virgem. Ela pisa sobre a varinha, e imediatamente da á luz a seus dois filhos. Dylan rasteja-se e escapa para o mar, enquanto a outra criança é capturada por Gwydion. A furiosa Arianrhod jura a seu irmão que a criança em seus braços nunca terá um nome, nunca empunhará uma espada e nunca possuirá uma mulher da Terra – e que essas coisas só poderiam ser concedidas pela mãe da criança. Com o passar do tempo, através de mentiras, Gwydion consegue enganar Arianrhod, e da um nome e arma á seu filho, mas apenas com a criação de Blodeuwedd que o jovem Llew pode ter uma esposa.

 Arianrhod é a representação da Mãe que é sempre virgem...aquela que dá à luz, ainda que não pertença a homem algum. De seu trono astral, ela coloca tarefas a nossa frente enquanto a Roda da nossa vida vai girando...

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Rhiannon



E os pássaros de Rhiannon...


Cantavam para Eles do outro mundo,


Trazendo a eles a alegria...

                                                                           O Mabinogion  


 A Deusa Rhiannon “A Grande Rainha”, e outra face da mãe. Ela que a égua branca, a rainha do outro mundo, cujos pássaros poderiam confortar as almas dos mais perturbados mortais. Ela é a mãe educadora, devota a seus filhos, que amavelmente nos ensina que devemos aprender as lições a nossa frente.

 Rhiannon aparece em dois trechos do Mabinogion, Pwyll, Prince of Dyfed (príncipe de Dyfed) e Manawyddan, son of Llyr (Mnawyddan, filho de Llyr).

 Como e dito nessas histórias, ela entende miséria e dor, separação e perda, mas sempre embora ela tenha sido enganada seu amor era implacável, e sua dignidade inabalável. Conhecida também como Épona pelos gauleses, e Macha para os irlandeses (Tanto Épona como Macha, assim como a própria Rhiannon são associadas com cavalos). Essa querida Deusa e a Grande Rainha Mãe dos Celtas.

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Cerridwen





Eu obtive minha inspiração,

Do caldeirão de Cerridwen.

                                                        Hanes Taliesin





 Cerridwen, a porca branca (as comparações aos animais não tem de maneira alguma uma finalidade ofensiva), e reverenciada em Avalon como a Deusa Anciã – Ela que é a escuridão da Lua, cujo caldeirão devemos adentrar para renascer. Ela é a lavadeira no rio, a feiticeira, a Cailleach, aqueles que não a entendem, temem-na, ainda que o grande Bardo Taliesin recebeu seu dom, entretanto, em um período de testes desse aspecto da Deusa.

 Certa vez, um jovem servo chamado Gwion roubou três gotas de uma poção que Cerridwen estava preparando para seu filho Avagdu. Com essa poção, obtinha-se todo o conhecimento, e sabendo que ela iria puni-lo, ele fugiu da furiosa Deusa.

 Uma perseguição repleta de mudanças de forma teve inicio, até que finalmente Gwion, na forma de um grão, se escondeu no chão na dispensa. Cerridwen transformou-se em uma galinha e comeu o grão consumido por sua vez Gwion. Nove meses depois, Taliesin, o Bardo, emegiu de seu útero, e Ela jogou-o no mar em Samhain, onde ele foi encontrado numa rede de pescar.

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Branwen



E Ela foi uma das três Matriarcais nessa ilha


linda donzela no mundo Ela era!

                                                                                 O Mabinigion



 Incrível Branwen, a personificação da soberana, e a Deusa Suprema de Avalon. Apesar de haver um capítulo inteiro do Mabinogion que carrega seu nome, Brawen (filha de Llyr) – o único capítulo nomeado para uma mulher, a história apenas mostra a importância e o domínio dessa Deusa.

 Significado “Corvo Branco”, a irmã de Bran, o abençoado (Bran the Blessed).

 Se torna Rainha da Irlanda e é extremamente maltratada por seu marido.

 Enviando estorninhos (se não me falha a memória é uma espécie de pássaro),

 Que ela mesma treinou, ela chama seu irmão, que era Rei da Ilha da Bretanha, para socorre-la. Depois das batalhas do aparecimento do Caldeirão da Abundância, que restaura a vida, e a decapitação de seu irmão.

 Branwen retorna para a Bretanha onde Ela morre de tristeza por tanta morte e destruição.

 Ela é muito preocupada com a prosperidade de seu Reino, e é uma Deusa muito profunda e complexa.



 Essas cinco Deusas são muito mais do que os escritores dizem delas. Quando suas lendas foram finalmente, elas já tinham sido reduzidas em tamanho – elas não eram mais Deusas, mas sim mulheres mortais, rainhas, criações de magos, e pertencentes ao folclore das fadas. O patriarcado não foi bondoso com elas também, pois suas histórias são contadas mais em relação aos homens em suas vidas.

 Procure pelo que está escrito, mas olhe além das palavras. Esses são os símbolos a serem explorados, atributos a serem compreendidos, e se você pesquisar profundamente...as Deusas por Elas mesmas irão revelar suas verdadeiras histórias para você...

 Outras Deusas que possuem relações com Avalon são: Brigit, Anu, Danu, Morgan, e outras incontáveis Deusas locais trazidas a Ilha pelas mulheres que eram treinadas como sacerdotisas. Existem aqueles que dizem que as mulheres eram trazidas de todas as ilhas britanicas, das terras Célticas continentais, e até de lugares distantes como Grécia para estudar em Avalon. Seguramente, elas traziam suas tradições locais para a Ilha.

 É conhecido por nós então que essas cinco – Blodeuwedd, Arianrhod, Rhiannon, Cerridwen e Branwen, são as guardiãs da Ilha Sagrada de Avalon















A ILHA DE AVALON
Retirado do site:
http://www.rosanevolpatto.trd.br/avalon.htm



Avalon é a ilha feérica acessível tão somente aos seres do Reino das Fadas e dos valentes cavaleiros que, por sua pureza e seu amor, serão dignos de ser admitidos nela. Entre outras maravilhas, se encontram nessa ilha as maçãs da imortalidade e eterna juventude, das quais se alimentam as fadas e seus amantes mortais.

Avalon é uma ilha puramente lendária ou teria existido realmente? Nos proporciona uma pista as narrações irlandesas, que veremos a partir de agora:

"Quando o rei Arthur, ferido de morte na batalha de Camlann, chega às margens do mar em companhia do cavalheiro Girflet, pede para que ele se afaste. Uma violenta tormenta se instala, depois aparece "sobre o mar uma embarcação com algumas damas. Uma dessas mulheres é a fada Morgana, irmã do rei. A barca se distancia, e se diz que foi direto a ilha de Avalon, onde ainda vive o rei Arthur, adormecido em seu leito de ouro." (A Morte do rei Arthur)



"A ilha das Maçãs também recebe o nome de Ilha Afortunada porque ali há todo tipo de vegetação natural. Os habitantes não precisam cultivá-la......As colheitas são abundantes e os bosques estão cobertos de maçãs e uvas.....A governam nove irmãs.....Dessas nove irmãs, há uma que se destaca sobre as demais por sua beleza e poder. Seu nome é Morgana, e ensina para que servem as plantas e como curar as enfermidades. Conhece a arte de trocar o aspecto de seu rosto, de voar pelos ares, como Dédalo, com a ajuda de plumas.....Para ali foi conduzido, depois da batalha de Camlann, Arthur, ferido..... Morgana os recebeu, com as honras que convinham. Fez que levassem o rei a seu dormitório, colocando-o sobre uma cama de ouro.....O velou por muito tempo e, finalmente, lhe disse que poderia recuperar a saúde se permanecesse com ela nessa ilha e aceitasse seus remédios."(Geoffroy de Monmouth, Vita Merlini, Jean Markale, L'épopée celtique en Bretagne, p. 120)

"Essa ilha rodeada pelo oceano não se vê afligida por nenhuma enfermidade. Não há ladrões, nem crimes. Não há neve, nem bruma, nem calor desmedido. Reina nela a paz eterna. Jamais faltam flores....nem os frutos nas folhagens. Os habitantes não têm defeitos, sempre são jovens. Uma virgem real governa essa ilha, a mais bela entre as belas." (Guillaume de Rennes, Gesta regum Britannie)



A ilha no meio do Oceano, que tem toda a aparência de paraíso, é um símbolo facilmente explicável: seria a imagem da vida intra-uterina projetada no espaço e deslocada do passado reminiscente ao futuro intemporal. Nela não existe morte nem enfermidade. Os frutos, principalmente a maçã são naturais e abundantes. Se desconhece a velhice.

Essa é a famosa "Idade do Ouro" que habita a imaginação do homem há milênios, é o estado placentário do feto protegido pelo calor do corpo da mãe, alimentado por ela, em um mundo fechado: um vergel, uma gruta, uma ilha, uma fortaleza, onde ainda não se distingui o Bem do Mal, a vida psíquica consciente.

Essa ilha é a ilha das Maçãs, como o Éden era o Vergel das Maçãs, como o Jardim das Hespérides continham "Maçãs de Ouro". O nome de Avalon, que tem seu equivalente galês na palavra Avallach, procede da palavra celta que significa "maçã" (bretão e gaulês "aval", compara-se com inglês "apple" e em latim "malum").

Os antigos manuscritos irlandeses evocam Avalon mediante nomes reveladores: Tir na Nog (País da Juventude), Tir Innambeo (País dos Viventes), Tir Tairngire (País da Promessa), Tir Naill (O Outro Mundo), Mag Mar (A Grande Planície), ou também Mag Mell (A Planície Feliz).

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A VIAGEM DE BRAN

O reino encantado de Avalon não era, como já reforçamos, só era acessível para os elfos, as fadas e por alguns mortais privilegiados. Esses mortais eram eleitos pela rainha do País dos Imortais, que lhes entregava, como viático, uma rama de prata de uma maçã sagrada, ou também uma maçã da juventude colhida dessa mesma árvore. O presente da rainha não servia unicamente de passaporte, mas também de alimento e bebida para os mortais que a acompanham. Muitas vezes, a rama de maçã produz uma música tão apaziguadora que os mortais que a escutam esquecem todas as suas preocupações e que cessa apenas quando os levam às fadas.

Assim foi quando um dia Bran, filho de Febal, escutou uma estranha música enquanto passeava só perto de sua fortaleza. Essa música era tão encantadora e tão enfeitiçante que caiu em profundo sono. Quando acordou, descobriu ao seu lado uma rama de prata coberta de flores brancas. E essa prata era tão branca que era impossível distinguir a rama das flores. Bran pegou a rama e a levou consigo a seu palácio real, onde esperava seus convidados. Entre eles observou a presença de uma mulher que emanava uma estranha radiação. Como e quando havia chegado ali, ninguém sabia. Porém todos a ouviram cantar:

Eu trouxe uma rama de maçã de Emain
Com seus raminhos de prata branca
e flores de cristal.
Existe uma ilha distante,
Em torno da qual os cavalos do mar resplandecem
e competem com as ondas brancas de espumas.

Quando havia terminado sua canção, que contava de uns duzentos versos, a rama de prata que Bran tinha firmemente presa em sua mão soltou-se e foi para na palma da mão da misteriosa mulher, que no mesmo instante desapareceu do mesmo modo que havia chegado.

Ao outro dia, enfeitiçado pelo encanto feérico que pesava sobre ele, Bran organizou uma expedição de navegação e partiu em direção ao sol poente em busca da ilha onde vivia a misteriosa mulher.
A Ilha das Mulheres, para onde se dirigiu o herói Bran, recebe o nome de Emain Ablach, e os poetas falam das maçãs que são encontradas ali e como sendo o doce lugar onde habitava o Deus dos mares Manannan Mac Lir. Pelo caminho, Bran encontrou o Deus em seu carro mágico flutuando sobre as ondas do oceano. Ele explicou a Bran que regressava a Irlanda depois de séculos de ausência.

Quando atracou na "Ilha das Mulheres", Bran e seus companheiros, foram recepcionados pela rainha das fadas, que os atracou por meio de um novelo de fio encantado a fim de distrair-los durante um período de tempo que não lhes pareceu superior a um ano, porém na verdade durou vários anos. Bran começou a sentir saudade de sua terra natal e pediu a rainha autorização para partir até a Irlanda. A rainha aceitou, com a condição que nenhum dos membros da tripulação pisasse em terra firme antes de ser espargido com água benta. Em sua impaciência de voltar a estar em seu país, um dos membros da tripulação de Bran violou esse tabu pisando prematuramente no solo de sua terra natal: imediatamente, seu corpo caiu reduzido em cinzas, como se tivesse vários séculos de idade.

Quando Bran, depois da bênção ritual, pode por fim regressar a sua casa, não encontrou nela nada que pudesse reconhecer. E quando contou sua história, alguns responderam que haviam ouvido falar da viagem da Bran, porém que se tratava de uma velha história que se remontava a vários séculos atrás.

A VIAGEM DE MAELDUIN (Irlanda):

"Atrás de muitas aventuras e descobrimentos maravilhosos no mar, Maelduin e seus companheiros chegam a uma ilha, onde são recebidos pela Rainha e suas dezessete filhas. Os dezessete homens e as dezessete jovens dormiram juntos, e Maelduin ficou com a Rainha. Pela manhã, a rainha disse a Maelduin:

-"Fiquem aqui e a velhice não te alcançará E, o que aconteceu essa noite acontecerá todas as noites."

Seduzidos pela maravilhosa perspectiva ficaram dos três meses de inverno, e lhes pareceu que esses três meses haviam durado três anos. Porém bateu a saudade de casa. Embarcaram às escondidas, porém a rainha lançou um novelo de fio encantado ao barco. Maeldin o suspendeu, mas ele ficou preso em sua mão. A Rainha não teve mais do que puxar o fio para fazer o barco regressar ao porto. Então ficaram três vezes três meses na ilha, até que embarcaram de novo. A rainha lançou o novelo e um marinheiro o recolhe. Cortam-lhe a mão, que cai ao mar junto com o novelo. Então a Rainha começou a lamentar-se e a gemer de tal maneira que toda a terra se encheu de gemidos e desespero." (Análise de Jean Markale, L"épopée celtique d'Irlande, pp. 196-202)

Essa última narração se trata de uma outra versão da mesma lenda. A Viagem de Bran é mais antiga, mas é fácil reconhecer nessa lenda celta o mito de Ulisses com Circe. A diferença está que Ulisses, por ser grego, era mais desconfiado com respeito as divindades femininas, pois era a imagem do homem das sociedades masculinas mediterrâneas. Ulisses era na realidade, um tipo racionalista e paternalista, que tinha medo do que se sucedia nas regiões mais profundas do inconsciente, que tem medo da mulher, porque sabe que a "Mulher" tem o poder de privá-lo de sua força e virilidade, de fazê-lo regressar ao mundo da infância maravilhosa, à um mundo onde o tempo foi abolido.

O herói celta, já é menos prudente, pois não tem medo de ser "desvirilizado" pela Mulher. Nem mesmo o herói cristão têm medo de ingressar nessa aventura, justo o contrário.

domingo, janeiro 03, 2010

Uma Singela Homenagem à Instituição Castelo de Sonhos


Instituição de Solidariedade "O Castelo de Sonhos" de Silves

O lema da Instituição:
- Ouvir
- Decidir
- Agir 


Existe para ajudar os mais carenciados da nossa comunidade.

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São uma Instituição de Carácter Social
Os voluntários desta Instituição desenvolvem um trabalho diário apoiando as famílias e crianças carenciadas.

- Fazem o acompanhamento a grávidas, antes de depois do nascimento;
- Todas estas crianças tem vindo a ser apoiadas durante estes dez anos.

Desde 1999 que fundaram a Loja de Apoio às Famílias que funciona de segunda-feira a sexta-feira da 9h30m às 17h30m onde se recebem apoio vestuário, calçado, loiças, electrodoméstico, mobiliário e alimentação.  Este apoio visa melhorar e promover a qualidade de vida das famílias. O acompanhamento e inserção profissional e social dos carenciados, a fim da sua integração na comunidade.

Apoiam :
 Imagem Activa
- Estabelecimentos Prisional de Silves e Portimão
- Outras Instituições, tais como IPSS e Jardins de Infância
- Hospital Barlavento Algarvio
- Pediatria do IPO de Lisboa
- Escolas Primárias de todo o Concelho de Silves
- Apoio a Assistentes Sociais de outros concelhos a pedidos pontuais de mobiliário




Objectivos da Instituição
 Definidos por estatutos devidamente legalizados os principais objectivos são:
- A Protecção das crianças em risco  Bio-Psico-Social.

Possibilitam aos pais cuja a falta de formação profissional não lhe permite angariar salários que sustentem de forma condigna a família. 
Criaram um espaço onde os pais possam deixar as crianças durante o período de trabalho e proporcionar ás novas gerações maiores maior qualidade vida.  

CENTRO DE APOIO Á FAMÍLIA E ACONSELHAMENTO PARENTAL,  que tendo uma equipa técnica formada por 5 especialistas licenciadas em Psicologia  Clínica, Sociologia, Educação Comunitária e Assistência Social.  Este centro trabalha em colaboração com CPCJ – Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, para apoiar e trabalhar somente com famílias em risco e perigo.  É um projecto ecológico e visa também melhorar as situações de negligência e inserção no mercado de trabalho e na comunidade do pais.


Eventos Permanentes

Mês de Maio – Fórum de Educação e Desporto Fissul – Silves
Neste Evento, com duração de 5 dias apresentam o trabalho com demonstrações e actividades das famílias das apoiadas pelo CAFAP

Mês de Agosto – Feira de Artesanato e Indústria

Neste evento, com duração de 10 dias, fazem a distribuição de panfletos e  venda de material doado para angariação de fundos.

Mês de Outubro – Dia Internacional da Erradicação da Pobreza

Um Evento com a celebração da Palavra  do Evangelho pelo Prior da Igreja de Silves e com um jantar oferecido aos carenciados.

Mês de Dezembro – Festa de Natal – “ Festa do Brinquedo”

Neste evento 400 crianças recebem brinquedos, em   Dezembro,  e á sua escolha, de acordo com as idades entre os 0 – 14 anos.
 Tem um pequeno espectáculo de teatro infantil e música.

Se quiser participar na alegria destas crianças necessitadas poderá participar enviando a sua doação em brinquedos para as nossas moradas ou contacte-nos via telefone e email.




Blog Castelo de Sonhos 




Castelo de Sonhos
Instituição Particular de Solidariedade Social




tel./fax 282 441089
Gabinete Técnico 968497555

e-mail: Castelo.Sonhos@clix.pt 



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Reportagem RTP

Castelo de Sonhos em Silves ajuda pessoas carenciadas

Liliana, há uma década, decidiu criar o Castelo de Sonhos, em Silves, para auxiliar pessoas carenciadas. Hoje, a associação funciona com dezenas de voluntários e ajuda mais de 1300 famílias.

2009-11-25 17:10:12





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Quero homenagear a instituição Castelo de Sonhos pelo seu trabalho e dedicação a comunidade.
Com o egoísmo em que a sociedade se encontra é difícil de ver este tipo de acções.
Um bem haja!










sexta-feira, janeiro 01, 2010

ALFROTHUL - Fé - Tradição - Família - YULE 2009

Associação Alfrothul - Antiga Tradição Nórdica






El código de Alfrothul

Nuestros Valores, de Asociación Alfrothul

Para nosotros este código es un referente de lo que nuestros valores representan.
Nuestros textos, mitos, sagas, canciones... etc. Siempre nos han transmitido
una serie de valores con los que nos hemos sentido identificados y hemos
intentado seguir y aplicar en nuestra vida cotidiana, y estos valores los reflejan y representan.



Coraje:

Es algo que debemos tener siempre para afrontar los obstáculos de la vida, a pesar de las adversidades hemos de buscar internamente esa fuerza oculta en nuestro interior que sale cuando la necesitamos hemos de trabajar para afrontar nuestros miedos y vencerlos.



Verdad:

Seamos siempre sinceros con nuestros seres queridos y con nosotros mismos. No hemos de caer en la mentira y el engaño, mas bien tratar de ser honestos con todo el mundo y con nosotros mismos.



Honor:

El Honor es algo reflejado en nuestras sagas y mitos, algo con lo que nos
identificamos a menudo y hemos de intentar llevar a cabo en nuestra vida
cotidiana. Es una fuerza interna que refleja nuestra reputación y el
conocimiento interno de lo que somos y hacemos.



Fidelidad:

La fidelidad es un acto y una muestra que refleja nuestra persona, no solo hay que tenerla en la vida amorosa también existe fidelidad a unos principios, a las amistades, a los dioses...Esto es algo muy significativo en nuestra conducta y necesario en la era actual.





La disciplina:

La autodisciplina es muy importante para nosotros ya que sin ella hay el
desorden actual que refleja nuestra sociedad contemporánea. Hemos de
intentar ser disciplinados interiormente para llegar a hacer las cosas bien y
ordenadamente.





Hospitalidad:

Esta es algo muy importante para nuestra concepción de ver las cosas, y esta va mas allá de la hospitalidad del hogar que es muy importante para nosotros.
También se debe ver en todas las facetas como en el respeto a las personas.



Laboriosidad:

Debemos trabajar con empeño y esfuerzo para conseguir nuestras metas,
tenemos una visión activa y creativa de las cosas y como tal ponemos todo el empeño posible en ello.



Confianza:

Depende de uno mismo, nosotros entendemos que hemos de forjar nuestra
propia moralidad y confiar en uno mismo es muy importante para ello.



Perseverancia:

En un mundo imperfecto solo la perseverancia nos hace conseguir las metas que nos proponemos, es fácil abandonar o acomodarse esperando a que se cumplan nuestros deseos pero esta es una postura totalmente contraria a nuestro espíritu que nos pide luchar por lo que queremos y por lo que creemos.



Herencia:

Para nosotros la herencia es muy importante, teniendo en cuenta que es de donde venimos y lo que somos, descendientes de nuestros ancestros.
Por eso siempre los honramos y dedicamos un tiempo en su memoria, manteniendo la llama viva, la de su herencia, para que siempre estén presentes y no se olvide su pasado que permanece en todos nosotros.



Justicia:

Creemos en que la justicia ha de estar siempre presente, al igual que nos gusta que nos traten a nosotros con justicia,dar una oportunidad a quien la merece, seamos justos en lo bueno y lo malo y esto nos hará crecer como personas.



Generosidad:

El compartir cosas con los demás es un gran crecimiento interno para nosotros, debemos saber dar a quien lo merece y nunca ser avariciosos con nuestros, amigos y familia.
Compartir es un gran don






















































AVÉ ALFROTHUL!