sábado, julho 04, 2009

EM DEFESA DA NOSSA PÁTRIA ANCESTRAL - ENTREVISTA COM OS SENHORES!

EM DEFESA DA NOSSA PÁTRIA ANCESTRAL


Herança. Cultura. Tradição. Todas palavras com um significado muito particular para os Sangre Cavallum. Para perceber melhor o que significam e para discutir os seus dois mais recentes trabalhos, falamos com B. Ardo, o motor criativo de uma das melhores bandas folk nacionais.


Quando se deu a génese de Sangre Cavallum?
Foi num Inverno há dez anos atrás. O interesse pela música como elemento mágico e criador vinha dos anos 80 onde todos tivemos experiências diversas. O passo para Sangre Cavallum deu-se pela necessidade de cantar a Callaecia, cantar a nossa terra e as suas tradições. Para o efeito começamos a usar instrumentos tradicionais em bárbaro convívio com os modernos equipamentos de hoje. Juntámo-nos pela luta espiritual que nos une e pela vontade de percorrer o nosso próprio caminho. Assim quisemos criar a nossa música sem vassalagem às imposições culturais, leia-se genocídio cultural, das sociedades modernas.

A nível musical, os membros da banda têm formação académica na área ou aprenderam sempre com base na prática?
Apenas um elemento, a Corinna Ardo, tem formação clássica de piano, instrumento que por ora raramente usámos. Tal como eu, os restantes elementos (Jorge Ricardo, R. Coutinho, A. Rangel e Emanuel Melo da Cunha) são autodidactas ou com alguma formação tradicional. Somos oriundos de áreas como o rock alternativo de 80, o punk, a música experimental ou o folclore minhoto.

Quais são as principais referências e influências na sonoridade de Sangre Cavallum?
Concerteza que fomos influenciados por bandas como Death in June, Sol Invictus ou Joy of Life, ou ainda Joy Division, And Also the Trees, Test Department ou Bauhaus. Do lado do folk os eternos Malicorne, Banda do Casaco, Milladoiro, Steeleye Span ou Alan Stivel. Contudo, parece-nos que a maior influência, aquando na formação da banda, veio dos grupos de gaiteiros mirandeses, dos pastores, dos cantares de trabalho e dos arrepiantes grupos de Zé-pereiras que muito estimámos desde do Vale do Sousa ao Alto-Minho.

E qual o papel do folclore tradicional nos vosso trabalhos?
Há elementos tradicionais do Norte de Portugal e da Galiza que se podem detectar na nossa música. Outros são mais sublimes ou até se encontram ocultos no interior dos temas. Não há uma preocupação excessiva quanto à autenticidade. A tradição é uma sementeira viva e criadora, cada intérprete vai acrescentando a sua marca e os elementos da sua realidade e da sua memória. Não fazemos música de época, podemos perfeitamente combinar um instrumento com 150 anos e um qualquer software e daí resultar uma canção. A tradição não é uma relíquia dentro de um armário, é antes um fogo vivo.

É notável a quantidade de instrumentos utilizados na criação da vossa música. Quão importante é o seu papel no contexto de Sangre Cavallum, musicalmente e socialmente?
Cada instrumento conta uma história. De cada um brota uma musicalidade, uma linha melódica que muitas vezes não se inventa noutro instrumento. Há uma riqueza tímbrica que não se repete e que advém das madeiras, do construtor e da vida a que o instrumento esteve sujeito. Normalmente preferimos os instrumentos em segunda-mão ou então feitos à nossa medida nos nossos amigos construtores – que nas mãos gretadas guardam magias antigas, música e tradição.

Desde a edição da vossa primeira gravação até ao primeiro álbum decorreram cerca de 6 anos, tendo “Pátria Granítica” e “Barco do Vinho” saído 2 anos depois. Foram-se tornando mais produtivos ao longo dos anos?
Os lançamentos não são prioritários, temos outros interesses ligados à música que não passam pelo registo sonoro e pela sua divulgação. Sempre houve um bom ritmo de trabalho e o nosso arquivo é hoje muito extenso, é o nosso maior património. Nessa altura gravámos mais dois álbuns não editados e outros temas para lançamentos futuros. A explicação é simples, não trabalhámos sob qualquer pressão editorial. Há apenas a vontade autónoma de editar, ou não, em determinadas datas e circunstâncias.

Com dois trabalhos lançados no mesmo ano, quais são as principais diferenças entre eles?
A maior diferença reside na temática. As diferenças musicais em nada nos inquietam, fazemos sempre o que gostámos. O facto de haver um cruzamento entre os dois projectos não altera o processo criativo. Conhecemo-nos bem e sabemos como cada projecto trabalha. Em termos de gravação há algumas diferenças. Houve partes que foram gravadas presencialmente enquanto outras se dependeram da troca postal.

Todo o conceito lírico de “Pátria Granítica” gira em redor do legado histórico dos nossos antepassados. Quais serão as características principais desses tempos que não consideram existir actualmente?
Honra, fidelidade, intolerância e protecção familiar são elementos de uma visão que gira em redor do combate perpétuo, ao serviço da raça e da terra, e nunca em redor da paz podre e artificial do materialismo cristão. Estes e outros elementos elevam o sentir comunitário. Outra das verdades esquecidas é o encarar a morte com a dignidade de um triunfo, de uma vitória. Todos estes valores devem ser transmitidos aos nossos filhos em forma de glosa heróica ou canções evocativas, assim se faz da música e do lirismo, verdadeiros fachos do espírito. O actual e fastidioso chorrilho humanista é apenas ruído para os nossos ouvidos.

E porquê a temática do Vinho como catalisador da inspiração do split com Allerseelen? Era uma ideia já a pairar há muito tempo?
Sim, a ideia foi fermentando durante algum tempo e na altura certa começamos a trabalhar. O vinho encerra muito de mágico e de comunitário. Fazer o vinho é um trabalho que une a fertilidade da terra e a arte e força dos homens.

Qual foi a principal motivação para a publicação deste split?
A vontade de trabalhar em conjunto e a admiração pelo vinho levou-nos a pensar neste trabalho. Há muitos gostos e aspirações comuns daí que seja sempre provável que nasçam ideias conjuntas. A colaboração entre projectos não é prova de qualquer aliança ou pacto, é a prova de que ombro a ombro se caminha firmemente.

Sendo os Allerseelen uma banda Austríaca, foi difícil para eles enquadrarem-se numa temática tão nossa como a cultura vinhateira do Norte de Portugal, especificamente a relacionada ao Rio Douro?
A cultura do vinho é algo transversal aos Europeus, sobretudo aos que cultivam o gosto pela terra. O Douro, pela sua sedução natural, facilmente se enquadrou nas buscas de Allerseelen. O próprio Gerhard teve oportunidade de visitar e de se deixar encantar pelo Douro e os seus vinhos.

“Barbara Carmina” foi lançado pela Storm/Tesco mas “Pátria Granítica” e “Barco do Vinho” pela Ahnstern/Steinklang Industries. Houve alguma razão especial para a mudança?
Não houve qualquer problema com a Storm e continuámos a ter projectos comuns para edições futuras. No entanto, para o volume de trabalho que se avizinha é mais adequado trabalhar com a Ahnstern. Trata-se apenas de gostarmos de trabalhar com amigos, o que acontece em ambas as editoras.

Estão satisfeitos com o trabalho de promoção feito até agora pela Ahnstern?
O trabalho com eles agrada-nos em todos os sentidos. A promoção é suficiente, a distribuição funciona bem e não há qualquer pressão ou solicitações indesejáveis. O que importa é estar longe das demandas dos mercados, das estéticas da artificialidade e, sobretudo, não engraxar botas que não as nossas.

Acaba por ser curiosa a vossa relação próxima com projectos referência neste espectro sonoro, como Blood Axis e Allerseen. Depois de terem editado pela Storm e actuarem em Portugal com a banda de Michael Moynihan, agora que editaram pela Ahnstern e lançaram umsplit com Allerseen, podemos aspirar a ver-vos tocar com a banda de Gerhard Hallstatt nos próximos tempos?
É natural que isso venha a acontecer. Existem os convites e serão ponderados.

Tocar ao vivo é uma coisa que os Sangre Cavallum têm feito raramente ao longo dos anos. É uma opção própria?
Por nossa vontade e natureza os concertos não são prioritários. Preferimos o silêncio do lar e o ar dos montes aos ambientes dos concertos.

Mas qual foi o vosso concerto mais especial?
Foi no teatro romano das ruínas de Segobriga, perto Cuenca (Espanha) no festival Arcana Europa. Tocámos sob um Sol abrasador e foi um concerto muito dedicado à nossa terra e à nossa música de raiz. Outro aspecto que muito nos agradou foi o facto de em frente ao palco existir uma grande e bela estátua sem cabeça, a lembrar Portugal sem a Galiza. Por tudo isso, foi especialmente iluminado. Contudo, os poucos concertos que tocámos foram sempre especiais.

Há alguma banda com a qual gostariam particularmente de actuar?
Agrada-nos muito a ideia de tocar com um vasto grupo de Zés-pereiras a assegurar a percussão. De resto, quaisquer dos grupos nossos amigos poderão integrar apresentações ao vivo.

É notória a vossa aversão ao Cristianismo e orientação Pagã. Consideram-se representantes/praticantes do Paganismo tradicional, ou preferem manter-se alheios a questões religiosas ou filosóficas?
Não há enquadramento possível, o melhor é mesmo não fazer parte do que quer que seja. Por certo que somos alheios a todo este enredo social, a todas psicoses que largamente afectam a sociedade actual. Por outro lado, não representámos qualquer sistema ligado ao neo-paganismo ou qualquer prática organizada. A nossa religiosidade, de culto pagão, a nós pertence. Naturalmente que crescemos lado a lado com a Cristandade mas cedo se substituiu a cruz ensanguentada por muitos símbolos solares, esses que por todo o Norte encontrámos gravados nas pedras e na nossa memória. Venha a nós o nosso reino…

Os Sangre Cavallum têm algum papel político ou social?
Não nos interessa a política, a economia e a grande conspiração que mantém apertados estes grilhões das modernas sociedades.

Mas a passagem da mensagem de união e preservação da Callaecia é compatível com eventuais aspirações políticas de fusão do Norte de Portugal e Galiza num estado independente?
Não temos qualquer interesse em novas fronteiras administrativas para a Callaecia, novos paus-mandados no poder com a inata falta de acutilância dos que hoje içam bandeiras. Não queremos mais do mesmo, ou seja, mais republicanos aldrabões, vendidos aos poderes do comércio e do Santo Lucro. Interessa-nos a unidade espiritual galaico-duriense, o Pangaleguismo, a religiosidade arcaica, o etnocentrismo e a reposição histórica, que Portugal não esqueça o seu Norte consanguíneo, a Galiza! De resto, as inconsequências políticas ficam para os abutres do costume.

Quais são os planos de Sangre Cavallum para o futuro?
Para além do muito trabalho interno, serão produzidos novos álbuns e eventualmente algumas aparições ao vivo. A tendência será o aprofundar deste cruzamento entre música de inspiração tradicional e as músicas mais underground como o Industrial, o rock psicadélico ou a música experimental. Serão efectuados alguns trabalhos com imagem vídeo entre os muitos tributos à Callaecia, às suas fontes etnográficas e aos tesouros da espiritualidade d’aquém e d’além Minho, a nossa terra transduriana.

Se vos fosse dada a possibilidade de concretizar um objectivo ou desejo específico, qualquer coisa, o que seria?
Desenterrar muitas coisas e enterrar muitas mais!

Lurker.

[ Websites: http://www.sangrecavallum.com/ | http://www.myspace.com/sangrecavallum ]


Autor: lurker's realm blog

10º Festival Intercéltico de SENDIM (terras de miranda) - 31 de Julho e 1 Agosto 2008

FESTIVAL SENDIM - 31 JULHO E 1 AGOSTO

SEXTA 31

HEDNINGARNA (Suécia)
MARIA SALGADO (Castilla y Léon)
LENGA-LENGA (Sendim) - site http://www.lengalenga.net/

SABADO 1

LLAN DE CUBEL (Astúrias)
BRIGADA VICTOR JARA (Portugal)
KORRONTZI (Euskadi)

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PROGRAMA DE ACTIVIDADES PARALELAS

CONCERTOS PARALELOS (LINK)

Outras Actividades (Feira da Música)



sexta-feira, julho 03, 2009

Rotas e Percursos para Desvendar A Serra Algarvia, com o ODIANA sempre presente!


Todas as Rotas e Circuitos

O Baixo Guadiana tem uma diversidade de lugares para descobrir.

Aqui ficam algumas sugestões de rotas e circuitos que o levarão aos mais belos lugares desta região e lhe permitirão desvendar alguns dos seus segredos.

Venha descobrir o Baixo Guadiana!





Alcoutim

“O azul do rio emoldurado pelo verde fresco da vegetação ribeirinha, dos férteis pomares e hortas. O ocre escuro dos montes redondos como seixos rolados a que estevas, azinheiras e algumas oliveiras dão leves pinceladas de cor. As casas de paredes de xisto ou com a brancura da cal de povoados perdidos entre serranias.”


Castro Marim

Visitar Castro Marim é como passear por entre as páginas de um livro de histórias de encantar. A história deste concelho, um dos mais antigos do Algarve, perde-se nas brumas do tempo e remonta à época em que romanos, celtas e árabes a ocuparam, tendo construído fortalezas e castelos para defender a terra.



Foz de Odeleite (Castro Marim) /Álamo (Alcoutim)

Onde a Ribeira de Odeleite desagua no Rio Guadiana, o que torna a zona envolvente um paraíso natural e convidativa para banhos. A ribeira de Odeleite, de caudal permanente, possui uma grande variedade de fauna e flora.


Percurso Amarelo (Santa Rita - Martinlongo)

Viagem ao centro da serra…

Está preparado para conhecer a outra face do Algarve? Então siga-nos!
Parta para um dia de Aventura! Arrisque em desvendar o misterioso! Saia à descoberta do tesouro escondido do Algarve, a Serra e a sua gente!
O sol, a areia da praia e o murmurar das ondas afastam-se lentamente, enquanto que o perfume do Atlântico é substituído pelo cheiro das estevas. O aroma é de absoluta pureza!
À medida que penetramos no oculto podemos constatar que os montes constituem a paisagem predominante. Por outro lado, e resistindo à desertificação, os camponeses hospitaleiros conservam tradições e saberes de uma cultura secular.



Percurso Azul (Castro Marim - Alcoutim)

Um olhar sobre o Guadiana

O riquíssimo património que acompanhará ao longo deste percurso tem como elementos comuns a História e o azul da água. Por outras palavras, a História associa-se a Castelos e Fortalezas, como são o caso de Castro Marim e Alcoutim.
Durante séculos estas fortalezas, marcaram a resistência portuguesa face às numerosas tentativas de domínio provenientes de Espanha e do Norte de África.
Por sua vez, este conjunto de estruturas defensivas, enquadradas na natureza, é seguido de perto pela imensidão do Atlântico e do Grande rio do Sul – o Guadiana!
O Guadiana foi desde cedo uma via de comunicação preferida por vários povos, salientando-se os Fenícios, Cartagineses, Romanos e Muçulmanos.
Outrora, o Guadiana desempenhou um papel fundamental na economia nacional, constituindo um dos grandes corredores das rotas comerciais do Mediterrâneo por excelência. Pelo porto de Mértola e por outros pontos de acostagem como Alcoutim e Vila Real de Santo António, eram escoados, entre outros produtos, o ouro, a prata, o cobre, o sal, o peixe e o trigo.
Em complemento à História irá encontrar paisagens de encanto e uma diversificada fauna e flora, onde se realça a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Este percurso permitir-lhe-á constatar as diferenças entre o quotidiano do litoral e o da serra algarvia. Tire você mesmo as conclusões!



Percurso Laranja (Barragem do Beliche)

O espelho do Beliche

Em contraste completo com o litoral, este percurso, em pleno coração da Serra, oferece ao visitante infinitas paisagens entre os vales das ribeiras e das barragens. Os montes e aldeias, as águas cristalinas, a fauna e a flora compõem um quadro cénico deslumbrante.
Este percurso será o guia que o levará a meditar sobre os misteriosos e inexplorados horizontes da natureza.




Percurso Roxo (Barragem de Odeleite)


As mil facetas de Odeleite

Este percurso caracteriza-se por uma insuspeita beleza e riqueza natural, onde os cenários paisagísticos mudam constantemente. Embora com alguns vestígios de intervenção humana, a ribeira, os montes e a riquíssima fauna e flora presentes neste percurso, constituem os ingredientes com que um amante da natureza sonha.
Nem sempre a intervenção do homem é desleal, por vezes, traz benefícios, como é o caso da barragem de Odeleite. Circunscrevendo a mesma, este itinerário contém potencialidades indiscutíveis e de difícil descrição. As surpreendentes vistas panorâmicas têm um efeito de hipnose sobre aqueles que se atreverem a desvendar as suas maravilhas!
Para que desfrute de um dia descontraído, em sintonia com a harmonia da paisagem, terá à sua disposição zonas de banho, de merenda, uma rede de contactos de restaurantes e bares e uma série de pontos de venda de artesanato local. Em suma, uma perfeita simbiose com o património da serra.
Este percurso insere-se numa área por excelência vocacionada para a prática de passeios pedestres, de trekking, de BTT, de cicloturismo, de 4x4, de actividades náuticas e de fotografia.




Percurso Vermelho (Alcoutim - Martinlongo)


Regresso ao Passado...

Os segredos de uma cultura secular, estão expressos nos rostos das gentes da terra! O Património e o Artesanato são os elementos que mais vezes irá encontrar neste percurso. Se é amante da serra e tem curiosidade em explorar o desconhecido, de que está à espera?







Site visitado: http://www.odiana.pt/

'Etnos' pela Tradição

ASTA


Associação de Artes e Sabores de Tavira

(http://www.asta.pt/)


Morada: Calçada da Galeria, Nº 11 (em frente ao Palácio da Galeria)
8800 Tavira
Tel: 281 381 265
Tel: 961 478 155
Tel: 919 363 491

- Cursos de Artesanato tradicional, "Fazendo e Aprendendo"
- Visitas Guiadas (grupos e escolas), com artesãos a trabalhar ao vivo.
- Mostra, venda e exposição de Artesanato e Produtos do Concelho de Tavira.
- Entre outros...


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Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Cortelha


Morada: Sede da Associação dos Amigos da Cortelha
8100 Salir
Tel: 96 3052367
Fax: 289 846 220
Url: http://gescalgarve.no.sapo.pt/

Empenhado em divulgar as tradições e o nome da Serra do Caldeirão, o Grupo já participou em vários festivais de folclore e, em 2004 deslocou-se a Paris, mais precisamente a Epinay sur Seine para participar no Festival Internacional de Folclore.



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Odiana - Associação Para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana

Esta Associação, fundada pelos municípios de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, em Dezembro de 98, veio merecer um antigo nome do rio Guadiana: Odiana, elemento marcante na história e determinante no futuro.
A Odiana recebeu um antigo nome do Rio Guadiana: Odiana.

Morada: Rua 25 de Abril, Nº 1, Apartado 21
8950 Castro Marim
Tel: 281 531171
Fax: 281 531171
Email: odiana@mail.telepac.pt
Url: http://www.odiana.pt

Ver Programação


Áreas de intervenção:

Promoção territorial
Desenvolvimento local
Planeamento e ordenamento
Formação
Desenvolvimento social
Apoio ao investimento
Assessoria técnica intermunicipal



Mais Actividades do 'ETHNO'


A origem da povoação de Salir perde-se no tempo, sustentando-se a hipótese de ter sido habitada pelos Celtas.

A Freguesia de Salir é a maior do Concelho de Loulé e uma das maiores do nosso país, tem cerca de 200 km². É seguramente, uma freguesia das mais importantes. Situa-se na Beira Serra e faz a transição entre o Barrocal e a Serra Algarvia, e estabelece, ainda, a ligação entre o Alentejo e o Algarve.

Salir tem uma população estimada em cerca de 5.000 habitantes e é uma freguesia de base agrícola, ao mesmo tempo que ostenta um inestimável património histórico, natural e paisagístico. Produz amêndoas, alfarrobas, azeitonas, cortiça e trigo. No que se refere ao regadio, ocupa também um lugar de relevo uma vez que parte da freguesia se situa no prolongamento dos chamados "Barros Velhos" de Silves, excelentes para a hortofruticultura.

Salir oferece enormes potencialidades turísticas em diversas vertentes, como o Agro-Turismo, o Turismo de Habitação e o Turismo de Caça. O sítio do Malhão, o Serro dos Negros, o Serro do Alganduro, a Rocha da Pena, a Nave do Barão, a Cruz Alta, o Castelo de Salir, a Cabaça, o Carrasqueiro, o Morgado de Salir, a Rota das Noras e Azenhas, entre outros, constituem excelentes zonas de aptidão turística.









A Festa da Espiga, celebrada na Quinta-feira de Ascensão (Maio) :

É a festa mais importante a nível das manifestações tradicionais da freguesia de Salir, _uma _vez _que _encerra aspectos verdadeiramente ancestrais que estão relacionados com as raízes culturais das suas gentes.

O cortejo alegórico, único no país, funciona como atractivo turístico a par com uma mostra/feira do mais genuíno artesanato.

Na freguesia de Salir, a par com as festas e as romarias, também são realizadas diversas feiras ao longo do ano, nomeadamente, a 25 de Janeiro, a 4 de Maio e a 14 e 15 de Setembro.













Salir _é _muito, _muito _rico. _Tem _um _património _natural _fantástico e ostenta uma memória edificada de criar inveja a qualquer vila deste país.O sítio do Malhão e a Rocha da Pena, são os ex-libris da nossa frequesia onde o amante da natureza pode descansar o olhar em desejada contemplação do que de mais genuíno existe. quem é insensível àarte é que não em Salir uma imensa galeria. Não é preciso esperar pela Primavera para poder observar os melhores e mais deslumbrantes quadros, mas é nessa estação do ano que a cor invade os nossos corações e podemos percorrer a rota das noras e imaginar o fervilhar devida e alegria que naquelas várzeas se viveu. Poderíamos passar pelo nosso imenso património natural ou edificado e esquecer-nos do"cultural", mas admitir essa hipótese seria uma heresia. Efectivamente,se algo existe de que uma população se possa e deva orgulhar é aquilo que de relevante lhe foi deixado pelos seus antepassados. Salir, como qualquer outra freguesia, orgulha-se da sua cultura, das suas tradições,dos seus costumes, da sua gastronomia... enfim de tudo o que ao longo dos anos, das décadas e dos séculos, os seus pais, avós, bisavós etodos os seus antepassados gravaram nas pedras da vida e que hojeforma o seu património. Sim, é deveras riquíssimo esse legado; se pensarmos no património oral, com a sua enorme lista de mezinhas,provérbios, histórias ou contos e lengalengas ou no gastronómico, com os seus pratos ancestrais de sabores diversos e aromas fortemente condimentados, ou nas suas poesias de poetas vulgares encravados no barrocal ou na serra, onde debaixo de uma sobreira ou alfarrobeira ensaiaram versos simples de fria verdade, cada vez nos orgulhamos mais de aqui ter nascido, nesta terra de poucas palavras, mas de muitos sentimentos.


O Sítio Classificado da Rocha da Pena é uma relíquia ambiental de extraordinária beleza. Ao longo dos anos, a sua rocha calcária tem sofrido uma lenta erosão, formando fendas e grutas. A sua flora é amplamente diversa, possuindo mais de 500 espécies, das quais algumas são endémicas e muitas outras são medicinais e aromáticas. A sua localização geográfica, permite uma grande diversidade de avifauna, tendo sido avistadas cerca de 122 espécies. Habitam também o local, mamíferos como o Coelho e o Javali e pequenos predadores como a Raposa, a Gineta e o Saca-Rabos. Um percurso pedestre permite ao visitante conhecer alguns aspectos importantes de flora, fauna, geologia, património e desfrutar de uma paisagem deslumbrante.

O sítio classificado da Rocha da Pena (Parque Natural da Pena) é uma relíquia ambiental de extraordinária beleza com alto valor histórico e cientifico, encontrando-se nesta zona, nove (9) espécies endógenicas sendo um lugar procurado pelas aves de rapina, designadamente, gaviões e águias.

Foram identificadas (em 1987) algumas espécies como por exemplo, a águia de bonelli e o Bufo-real.





Mais do que agora, Salir, foi um local fervilhante de vida, de gente e de riqueza, devido à sua intensa actividade económica. Mas ainda hoje, a freguesia de Salir é rainha em determinados campos da nossa economia. A cortiça que pelas encostas da nossa serra nasce, cresce e é extraída, é sem dúvida a melhor do mundo. E é na serra também que o medronheiro dá o seu fruto, o medronho, que com tradição é destilado e o resultado é um líquido de sabor ímpar, a aguardente de medronho. O doce figo, que casado com a amêndoa, proporcionam um sabor único e delicioso são outros dos frutos que brotam na nossa terra. Sendo a cortiça, o medronho, a alfarroba, a amêndoa, o figo, a noz e a azeitona, aqueles frutos que com maior abundância existem na nossa região, outros há que merecem ser mencionados. Não nos podemos esquecer da laranja, e outros citrinos, das nêsperas, dos diospiros, das ameixas, das uvas, das pêras e dos pêros entre outros frutos, que felizmente existem em abundância nos nossos quintais e hortas, fazendo de Salir uma terra de fartura.











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A _gastronomia _desta _freguesia _é _bastante _rica _e _original e quem considera ser um “bom garfo”, encontrará, certamente em Salir pratos típicos que são dignos de serem repetidos. Para além dos substânciais "jantares" de grão ou feijão, das sopas de batata, de repolho ou de galo caseiro, um dos pratos mais apreciados é o "xerém", papas de milho habitualmente acompanhadas de peixe frito. O verão é a época do saboroso "arjamolho" uma espécie de salada fria à base de tomate. Durante a época de caça, o menu tradicional é enriquecido por outros pratos como as sopas de lebre e o guisado de perdiz ou de javali. À sobremessa, não faltam os bolos à base de figo, amêndoa ou gila (morgados, D. Rodrigos) e o ancestral "bolo de faca". A acompanhar todas estas iguarias, é costume servir-se o apreciado Vinho da Nave do Barão e a Aguardente de Medronho, uma produção local cuja origem remonta à Idade Média.

Sites visitados:






O percurso pedestre é de aproximadamente 4700m, que permitem ao visitante conhecer alguns dos aspectos mais significativos do sítio Classificado.


MAPA DO PERCURSO: LINK

Escarpa - da morfologia da Rocha da Pena, salienta-se uma cornija escarpada de calcários muito duros, comcreca de 2 km de comprimento e onde se atingem mais de 50m de altura. Esta formação calcária particular, surge numa zona de transição goelógica para os xistos da serra.


Miradouro Norte - daqui se vislumbra uma bela panorâmica do vale da Quinta do Freixo e do relevo da serra xistosa na linha do horizonte, a norte da Rocha.

Flora - a flora do sítio é rica e variada. Constituida basicamente poe espécies características das formações do barrocal, nela se identificam, contudo, alguns endemismos portugueses como Allium pruinatum e Bellevalia Hackelii e outros de distribuição restrita no Algarve, como o carvalho cerquinho. Entre as mais vulgares, pedemos observar alecrins, aroeiras, medronheiros, rosmaninhos, zimbros, estevas, para além das pequenas orquídeas espontâneas.

Fauna - da fauna deste local, salienta-se a presença de grandes rapinas como a Águia de Bonelli e o Bufo Real. Aqui abundam também uma série de espécies de passariformes e pequenos mamíferos como o Coelho, a Raposa, a Gineta e o Saca-rabos.


Amuralhamento - segundo alguns autores, este amuralhamento remosta ao período da Idade do Ferro. Atravessa a Rocha a toda a largura numa extensão de 0.8km, constituindo um elemento impressionante pela dimensõ e localização.

Talefe (miradouro sul) - neste local atinge-se a maior altitude de Sítio Classificado (479m). Embora a mais de 30 km da costa, daqui se avista o mar nos dias mais claros. A paisagem abarcada deste lado, é a do barrocal típico.

Amuralhamento - outro amuralhamento atribuido ao período da Idade do Ferro que, embora bastante destruido e menos perceptível, é mais comprido do que o existente no topo da Rocha. As duas mulheres, fariam parte de um sistema ali implantado para defesa.

Penina - Aldeia característica do interior algarvio, onde ainda são perceptívais alguns exemplos da arquitectura tradicional desta região, sendo de destacar um portal em arcada e uma chaminé 1821.



(http://www.casadamae.com)


AS TRADIÇÕES

Muitas das coisas já se perderam, Actividades como o cultivo, preparação e tecelagem do linho, a moagem dos cereais nos tÌpicos moinhos de vento ou de água e, ainda a prensagem da azeitona nos tradicionais lagares de azeite, foram desaparecendo na voragem da sociedade moderna.

No entanto, nesta Freguesia ainda se manufacturam bons cestos de vime e de cana, diversos objectos de palma e esparto, bem como de lata, embora já não para serem utilizados no dia a dia do trabalho agrÌcola, mas sim com fins turÌsticos.

A produção de mel, de queijos de cabra e ovelha, de aguardente de medronho e de enchidos e restantes derivados da matança do porco, são outras tradições que se mantÍm. A gastronomia local é bastante rica e original.




Visite:

Turismo Rural

Casa do Torreão: ( http://www.casadotorreao.com/ )


Para que haja uma arqueologia das pedras, é preciso existir uma verdadeira arqueologia da alma. Essa ciência que consiste em mergulhar no passado para que o futuro dele se desprenda, e a pessoa possa existir inteira, magnífica, liberta, diante do tempo.

Quando se entra na Casa do Torreão, é assim que se pensa - Alguém soube fazer deste lugar da História um lugar com vida. Aqui as pedras falam, os lugares contam, as sombras chamam para uma narrativa da alegria e do bem estar. Integrados. Como os pássaros na paisagem, que lá fora cantam, sobre a Muralha.

Tomar a parte pelo todo, quando a parte é excelente, é aumentar a totalidade e defendê-la, portanto. Sobre esta casa singular, rasgada na encosta, é preciso dizer a verdade - Para um visitante que ame a Arte de saber Habitar, dizer Salir, a partir de agora, é dizer Torreão.
Autora Lídia Jorge



Quinta do Coração - ( http://www.algarveparadise.com/ )


Trata-se de um pequeno alojamento turístico situado na Serra do Caldeirão, próximo de Salir. Daqui pode apreciar a beleza da paisagem quase intacta. Produra prestar-se um serviço de grande qualidade aos nossos clientes.


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