sábado, março 28, 2009

Até Abril de 2009

Religiões da Lusitânia

Museu Nacional de Arqueologia

Praça do Império, Lisboa

A relação do Homem com o sagrado no actual território português, desde os finais da Pré-História até aos alvores do Cristianismo.




O fenómeno religioso, na sua historicidade, tem sido alvo de múltiplas abordagens interpretativas.

Recorde-se Frazer e a abrangência comparativista; Lévi-Strauss e os arquétipos estruturalistas; Dumézil e os esquemas funcionalistas; Eliade e a universalidade do simbólico. Porém, nada mais genial do que a breve metáfora engendrada pelo inglês Murray, desde logo adoptada e desenvolvida por Dodds no seu irreverente estudo sobre a cultura grega e o irracional: o fenómeno religioso revela-se, em todas as épocas e regiões, como um “conglomerado herdado”. E comenta Dodds: “A metáfora geológica é feliz porque o crescimento religioso é (...) a aglomeração mais do que a substituição”.

Por isso, quando hoje estudamos as religiões do passado, não procuramos apenas conhecer melhor as nossas longínquas raízes culturais, antes lidamos com qualquer coisa ainda presente – embora de forma parcelar e, por vezes, subjectiva – na nossa actual vivência como Homo religiosus que (queiramos ou não...) todos somos.Daí, o inusitado e sempre crescente interesse que desperta, no grande público, a abordagem destes temas. Daí, o esperado êxito da futura exposição promovida pelo Museu Nacional de Arqueologia, no virar dos milénios, sobre as Religiões da Lusitânia.Hispania Aeterna e Roma Aeterna.

Duas tradições que convergem e se sincretizam por força da Pax Romana. Mas que o Oriente, donde sempre vem a Luz, acaba por “converter”... E o “aglomerado” vai-se avolumando, encobrindo ou evidenciando aqui e além alguns dos seus componentes, mas nada perdendo, tudo armazenando. São forças secretas da Natureza, numina tutelares, divindades várias, heróis deificados, práticas rituais e mágicas, a Vida e a Morte.

São textos obscuros, que é preciso decifrar para ler, são objectos e imagens de um passado duas vezes milenar que, após descodificados, se vêm a revelar bem mais presentes do que suporíamos.

Será o Tempo uma quimera?

Um nome, por detrás de tudo isto: Leite de Vasconcellos, o grande estudioso que, há cem anos, pela primeira vez estudou exaustiva e metodicamente as Religiões da Lusitânia.

Uma homenagem? Sem dúvida! Mas, certamente, muito mais do que isso...



José Cardim Ribeiro

Comissário Científico da Exposição “Religiões da Lusitânia”

domingo, março 15, 2009

Minha Lusitania Paixão...

Mitologia e Religião


O registo da Mitologia nas Terras Lusitanas e Calaicas são muito escassas e somente com a ocupação romana é que começaram a existir inscrições relativamente aos deuses.

Em Portugal, Extremadura espanhola e Galiza encontraram-se diversos artefactos com dedicações aos deuses.

Os ensinamentos das tradições religiosas eram efectuadas oralmente não existindo qualquer registo escrito para nos podermos fundamentar como era exercida a dedicação aos deuses (rituais, orações, crenças, ...).

A invasão romana e a cristianização de todo o Império fez com que algumas culturas se perdessem no tempo. Mesmo assim ficamos com algumas inscrições de historiadores gregos e latinos como também alguns artefactos.

As aras votivas do início da invasão foram um grande marco para a história de diversas tribos existentes na Península Ibérica. Não nos podemos esquecer que foram um povo bastante influenciado por outros: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas e Celtiberos.


Na Lusitânia e Callaeci o culto era politeísta excepto na tribo Cónia que era monoteísta.

O deus dos Cónios era Elohim, mas as restantes tribos veneravam vários deuses não se podendo considerar que a religião destes seja única, mas uma pluralidade delas.

Apesar disso existiam alguns pontos em comum, tais como, o culto lunar e solar, e , o culto aos ancestrais e aos mortos.

Também existem cultos tutelares de tribos e de locais. Nestes locais adoravam-se árvores, rios, ribeiros, lagos, montanhas,...

Na prática religiosa e de forma a apaziguar os deuses estes povos praticavam a imolação.

Sacrificavam animais, tais como, a cabra, a ovelha, o touro, o cavalo, e o homem sendo que estes dois últimos eram sacrificados de forma excepcional utilizando para este efeito os prisioneiros de guerra.

Uma das características principais das religiões da Lusitânia eram os presságios ou clarividência, por isso utilizavam os astros, as entranhas de animais, a observação das aves e o fogo para o acto de adivinhação.


Os deuses Lusitanos e Calaicos teriam essencialmente 3 funções:

de poderes infinitos (justiça, bem,...),

de guerra (bravura, força física, soberania),

e,

de fecundidade e bem-estar.

Por isso verificamos alguns deuses mais venerados:

Quangueio (o criador, a fecundidade), Arência e Arêncio (guerreiros, a força), e, Trebaruna (a Soberania) pelos Lusitanos;


Bande (a soberania), Nabia (a fecundidade) e Reve (a força) pelos Calaicos;

Endovélico (o poder civil), Atégina (a produção social, a fecundidade) e Runesius (a classe militar) pelos Célticos;

e, finalmente os Cónios que adoravam o deus único Elohim.

Acredita-se que a morada divina dos deuses seria a Constelação da Barca ou a Ursa Maior.

O Panteão Lusitano e Calaico é bastante rico apesar de existir só alguma centena de registos.

No entanto acredita-se que no passado existira mais de mil deidades sendo que na sua maioria relacionada com locais, por exemplo, montanhas e rios.


Fonte: Brumas da Lusitânia

domingo, março 01, 2009

DESPORTO E BELEZA


01 de Março
10h00 - Cross Internacional das Amendoeiras em Flor
Uma emblemática prova, que irá reunir os melhores do Atletismo numa das mais belas e funcionais pistas de corta-mato do País.

DE COMER E CHORAR POR MAIS







Enchidos






Chouriça

Farinheira ou Morcela de Farinha

Molho

Morcela








(Aceder ao link para saber como é convencionado)




BOM APETITE!








PARA AQUECER!




A "Estila"



Destila do medronho
Esta imagem mostra o aquecimento da fornalha.
A destila do medronho é uma actividade ancestral.
O local é a Serra de Monchique, no Sítio das Taipas, onde fomos visitar a destilaria do Sr. Zé da Silva.Esta é uma actividade em vias de extinção, que dentro de alguns anos irá provávelmente desaparecer (na sua forma artesanal).
O precioso fruto é colocado é colocado dentro da caldeira.

O Sr. Zé coloca a tampa de cobre da caldeira.
É preciso que o néctar tenha a graduação certa.
E pronto aí vem ele para dentro do cântaro.
Está pronto !

Medronho
O NECTAR DOS DEUSES


Fruto a partir do qual se produz a aguardente de medronho. Os medronheiros crescem principalmente nas vertentes voltadas a norte das serras, por serem as mais húmidas. O seu fruto, uma drupa de forma esférica e cor vermelha quando madura, é colhida no Outono e dá origem ao famoso medronho de Monchique.







A "ESTILA"



Fabrico da aguardente de medronho.


Fermentado por meio de enzimas naturais é, em seguida, vagarosamente destilado em alambiques de cobre, uma tarefa que muitas vezes se prolonga por dias e noites. A aguardente tem um sabor próprio, muito apreciado pelos conhecedores e, quando envelhecida em cascos de carvalho, torna-se macia ao paladar.










Artesanato




FABRICO DE CALÇADO
A sapataria ocupava muitos homens da vila e dos arredores, em horas roubadas às actividades do campo. Trabalhava-se sobretudo de empreitada, ou à peça, para as lojas do concelho. Em 1957, havia no concelho várias oficinas, desconhecendo-se porém o número de operários que nelas trabalhavam.O fabrico artesanal de calçado é uma actividade que ainda se mantém em Monchique.


TRABALHOS DE MARCENARIA
As cadeiras de tesoura são uma herança deixada pelos romanos e constituem uma peça de artesanato singular, característica do concelho de Monchique. Hoje, embora se mantenha o modelo secular, os artesãos procederam a algumas alterações de forma a obter um assento mais confortável.Podem-se encontrar cadeiras de tesoura de todos os tamanhos e feitios.



TRABALHOS EM VIME E VERGA
O vime é uma das fibras mais usadas na cestaria, sendo as canastras de verga muito procuradas devido à sua grande resistência.Em tempos o vime era muito abundante nas ribeiras servindo para o fabrico de cestos, canastras, cadeiras, etc. que se exportavam em grandes quantidades. Utilizava-se também a verga proveniente dos saiceiros. Os cestos e canastras faziam-se ainda de cavaca. Actualmente existem ainda alguns seguidores desta arte.



LINHO E TECELAGEM
O linho foi outrora intencionalmente cultivado no concelho com objectivos industriais. Era cultivado, seco e tratado nas herdades antes de seguir para Monchique, onde era fiado e tecido numa unidade industrial que havia: a famosa “Fábrica da Mataporcas”.A tecelagem em teares caseiros é uma arte muito antiga que sempre ocupou as mulheres. Antigamente, os tecidos mais grosseiros eram posteriormente tratados nos pisões. Actualmente ainda se encontra quem se dedique a esta actividade, lutando para não deixar morrer a tradição, fazendo rendas, bordados e malhas diversas.Também ainda se faz tecelagem de trapos (trapologia), executada em teares caseiros, confeccionando-se mantas, tapetes e outras peças.



CERÂMICA
Ainda é possível encontrar este ofício em Monchique e observar o fabrico desta arte ao vivo, desde o preparar do barro, à sua cozedura e pintura das peças. A pintura é totalmente livre, revelando toda a criatividade dos artesãos.



TENDÊCIAS MODERNAS
As modernas tendências do artesanato estão representadas por arranjos de flores e de ramos secos, quadros executados em tecido e esculturas a partir de ramos de árvore.














PARA ADOÇAR A BOCA






Mel



“É um mel produzido pela abelha Apis mellifera (Ibérica) e é considerado um mel de néctar, com cor amarelo escura e particularmente rico em sais minerais”.Este mel é um produto certificado, logo, produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção, extracção, embalagem e conservação do produto.


























terça-feira, fevereiro 24, 2009

Comeres & Sabores

Aroma a enchidos povoa Monchique


Os aromas dos enchidos tradicionais da serra de Monchique vão andar no ar da vila algarvia, nos dias 7 e 8 de Março. Quer provar?

A XVI Feira dos Enchidos Tradicionais da Serra de Monchique instala-se no Heliporto da vila com tudo o que de melhor a serra pode oferecer. Além dos enchidos, há ainda o mel, o medronho, os doces e a gastronomia típica, à base de carne de porco preto, acompanhados pelo artesanato local.

A animação musical não foi esquecida ficando a cargo dos singulares Deolinda, no dia 7, e do popular Emanuel, no dia 8. Os concertos são a partir das 18h00.

O certame vai decorrer, entre as 10h00 e as 22h00, no Heliporto Municipal da Vila de Monchique e conta com cerca de meia centena de expositores.

Integrada na Feira, acontece também uma Mostra Gastronómica à qual aderiram os restaurantes "Charrette", "Palmeirinha dos Chorões", "Estalagem Abrigo da Montanha", "Teresinha", "Jardim das Oliveiras", "O Fernando", "Luar da Fóia", "Tasca do Petrol, "Paraíso da Montanha" e "O Planalto".