quarta-feira, outubro 22, 2008

Almargem organiza caminhada no ponto mais elevado do Algarve: A Fóia



A associação de defesa do património cultural e ambiental do Algarve – Almargem, vai promover, no próximo domingo, dia 26, uma caminhada em volta do ponto mais elevado do Algarve, “com o que de melhor a Serra de Monchique ainda tem para oferecer”.

“Ronda da Fóia” é o nome que os membros da Almargem deram a esta iniciativa, onde os participantes vão caminhar sempre acima dos 700 metros de altitude, mirando o ponto mais elevado do Algarve pelos quatro cantos da rosa-dos-ventos.

O ponto de encontro para esta caminhada está marcado para as 8h30, em Loulé, na sede da Almargem, ou, em alternativa, às 9h45, no alto da Fóia.

Os responsáveis da associação adiantam que o percurso tem cerca de 12 quilómetros, com alguns declives acentuados, pelo que aconselham o uso de equipamento adequado, como botas de marcha, mochila, almoço e bastão.

As inscrições para esta “Ronda da Fóia” estão abertas até dia 24, e custam dois euros para sócios e estudantes e três euros para não sócios.

A organização recorda que neste domingo, às 2h00 da manhã, muda a hora, pelo que se deve atrasar os relógios 60 minutos.

Utilidades...

O carro de combate Leopard






Muita animação em Faro para receber comemorações do Dia do Exército

A cidade de Faro vai ter uma animação especial no próximo fim de semana. O Município vai receber e apoiar as comemorações do dia do Exército, de 23 a 26 de Outubro, com diversas actividades de carácter militar, cultural, desportivo e recreativo.

Trata-se de uma iniciativa com importância a nível nacional, que vem marcar e reafirmar a aposta do município na vertente cultural e Faro estará de “portas abertas” a todos os visitantes, sobretudo aos mais jovens, os quais poderão usufruir de diversas actividades.

A cerimónia e desfile militar, no dia 26, no Jardim Manuel Bivar, corresponderá ao ponto mais alto das comemorações, contando com a presença de cerca de 1200 militares.

Também neste dia será celebrada uma Missa na Igreja da Sé pelo Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Januário Torgal Ferreira, e com transmissão em directo na RTP.

De 23 a 26, decorrerão as actividades complementares, com exposição de capacidades e meios, uma mostra daquilo que são os meios fundamentais do Exército, na Praça da Pontinha.

Neste local será apresentada a viatura de combate Leopard, com 60 toneladas, que chegará da Holanda, directamente para Faro, e que o Exército irá receber para estas comemorações.

Estarão ainda presentes outras viaturas militares e emblemáticas, como o Pandur, viatura com 8 rodas e de grande impacto.

Ainda na Praça da Pontinha os mais jovens terão acesso à Torre Multi-Usos que permitirá a realização de escalada, Slide e Rappel, sendo esta acção constantemente monitorizada por pessoal devidamente habilitado e garantindo a segurança pessoal dos participantes desta experiência.

Também no Jardim Manuel Bivar haverá uma exposição de materiais e pólos de experiência.

Estas exposições que decorrerão ao longo das comemorações estarão abertas ao público, com livre acesso, no seguinte horário: dia 23- 14:00 às 22:00; dias 24 e 25- 10:00 às 22:00 e dia 26- 12:30 às 20:00.

Destaca-se ainda, no dia 25 de Outubro, pelas 21h30, a actuação da Banda Sinfónica do Exército, composta por 105 músicos, com relevo a nível nacional e também internacional, e que proporcionará um concerto memorável no Teatro das Figuras, com entrada livre.

Ainda em parceria com a Universidade do Algarve, as comemorações irão incluir as Jornadas Académicas, no dia 24, no Campus de Gambelas, durante as quais serão apresentados três painéis: “A presença do Exército no Algarve ao longo da história”; “Fortificações e Arquitectura Militar no Algarve” e “Cartografia e Topografia”.

Durante estas apresentações, que decorrem das 10:00 às 16:00, decorrerá uma exposição de Cartografia: “Portugal em vésperas das Invasões Francesas”.

Através do programa das Comemorações do Dia Exército, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, Diocese de Faro e Governo Civil, o Exército Português, organizador do evento, pretende divulgar o seu espírito e capacidades, transmitindo a ideia de um Exército participativo e aberto à sociedade.


PROGRAMA

De 23 a 26
Exposição militar de capacidades e meios do Exército- Praça da Pontinha
Torre multi-usos- escalada/rappel/slide- Praça da Pontinha
Exposição de materiais e Pólos de Excelência- Jardim Manuel Bivar
Horário:
Dia 23- 14:00»22:00
Dias 24 e 25- 10:00»22:00
Dia 26- 12:30»20:00

Dia 24
Jornadas Académicas- 10:00»16:00
10:30- Painel I- A Presença do Exército no Algarve ao longo da História
12:00- Painel II- Fortificações e Arquitectura Militar no Algarve
14:30- Painel III- Cartografia e Topografia
Exposição “Cartografia de Portugal em vésperas das Invasões Francesas”- durante o dia
Local: Universidade do Algarve- Campus de Gambelas- Auditório Verde
Apoio: UALg

Dia 25
08:00- Treino para a cerimónia militar
21:30- Concerto com a Banda Sinfónica do Exército- Teatro das Figuras
Com 105 músicos/ naipes de cordas, percussão e sopro

Dia 26
10:00- Missa de Acção de Graças e de Sufrágio- Sé Catedral
Presidida pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, S. Exa. Ver. D. Januário Torgal Ferreira /com transmissão em directo pela RTP
11:30 - Cerimónia Militar (parada e desfile).- Jardim Manuel Bivar
Com mais de 1000 militares (componente operacional; vertente ensino)
Comando das Forças: Major-General Jerónimo
Salvas de Artilharia


Todas as iniciativas têm entrada livre


PELA NATUREZA...MAS MAIS PELA GANÂNCIA...

As Caldas de Monchique era um Paraíso...

Lembro-me bem de ir lá muitas vezes, quando a água era límpida e pura, quando era tudo muito natural...em estado selvagem. Agora está tudo muito artificial, retiraram a magia que aquele recanto tinha e neste momento é mais um local para os porcos burgueses "chuparem" o que conseguírem.

Devido à ganância, as Caldas de Monchique tornou-se uma estância turística, onde nem as pessoas da terra podem ir sem ter de pagar...enfim, é quem pode comer mais à conta de quem tem trabalhado sol a sol para que toda aquela terra continue com os seus produtos regionais e que aquelas paisagens continuem sempre férteis e bonitas.



NOTICIA:


Recuperação das Caldas de Monchique ganha prémio


22-10-2008 |

A vila termal das Caldas de Monchique foi distinguida, no passado dia 10, com o prémio Algarve Maximus, na categoria “Equipamentos e Serviços Turísticos”.

A iniciativa foi promovida pela Região de Turismo do Algarve (RTA), que reconhece assim o investimento da Fundação Oriente na recuperação do património. O projecto, distinguido no decorrer de uma cerimónia realizada em Vilamoura, visa “estimular a qualidade do turismo na região e motivar as entidades do sector a inovar e a elevar os níveis de excelência na prestação de serviços”. O júri dos prémios, composto por personalidades como Francisco Pinto Balsemão, Maria Barroso, Miguel Sousa Tavares e Ruy de Carvalho, nomeou três candidatos em seis categorias para votação, cabendo a escolha final ao público (através do portal da Região de Turismo do Algarve) e da Comissão Instaladora do Turismo do Algarve. A vila termal das Caldas de Monchique reabriu em 2001, depois de encerrada durante seis anos para recuperação total dos edifícios e do espaço envolvente. Actualmente, fazem parte da vila cinco hotéis, dois restaurantes, spa termal, piscinas exteriores, loja de conveniência e artesanato e o tasco Wine Bar. Localizada a 15 quilómetros de Portimão, em plena Serra de Monchique, “a Vila termal das Caldas de Monchique revela-se como o Algarve de eleição para os amantes da natureza, assim como um marco incontornável para quantos desejem conhecer o verdadeiro Algarve”, salientam os responsáveis. “Este prémio é o reconhecimento do investimento feito pela Fundação Oriente para a recuperação do património, a qual, também, não teria sido possível sem a cooperação da Câmara de Monchique, nomeadamente do presidente Carlos Tuta”, afirmou o director-geral Tiago Martins Barata.

terça-feira, outubro 21, 2008

"Algarviadas"

A AMÊNDOA FALHUDA

António Nunes


Por volta dos anos setenta (1970), teria a minha filha mais ou menos 8 anos, morávamos em Alverca do Ribatejo, onde eu exercia a minha actividade profissional. Num período das minhas férias, como era e ainda é tradição nos Algarvios, as ditas férias só podiam ser gozadas no Algarve.

Há uma expressão giríssima que é a seguinte: - A malta de todas as regiões do país, quando vai de férias diz que vai à terra. Vocês, Algarvios, quando chega essa época vão ao Algarve!...

Portanto pelas férias viemos ao Algarve, como já disse, a minha filha tinha oito anos.

Um dia na casa dos meus sogros, onde se praticava a linguagem, com um número bastante elevado de termos regionais, que eu deliberei chamar no meu Livrinho “ALGARVIADAS”. Onde se dizia normalmente farrobas, zêtonas, trigue, também figue e outros termos mesmo nossos, que agora não vou aqui espalhar.

A minha sogra ofereceu à minha filha, meia dúzia de amêndoas das de casca macia, daquelas que hoje poucas há, mas que se partiam a dente, quem tivesse boa dentição. A criança mesmo as amêndoas tendem a casca mol, viu-se aflita para partir uma, acabando por me pedir que as partisse.

Nesse meio tempo a avó perguntou à neta, se gostou das amêndoas, ao que a miúda lhe respondeu:

- Não sei vó!... Ainda não comi nenhuma!

Perante tal resposta a avó tornou a perguntar:

- Nêm ó men’s conseguiste partir uma?

A minha filha respondeu prontamente:

- Parti uma mas estava xôxa!

Aquela Avó que comia qualquer coisa ia morrendo engasgada. Tivemos que lhe dar a célebre receita - umas palmadinhas nas costas - para ajudar a desentupir o garganete.

Depois do desengasganço e já bem recomposta dizia:

- Ai esta criança, fala tão mal!...

-Môce tira as mãos das algebêras, vai trabalher débe!






O CIGANO COM O BURRO COXO


Quem conhece os ciganos e a sua conversa, quem vai na conversa deles está feito. Há o ditado popular que define bem a categoria dos ciganos, que é o seguinte:

“- Um olho no burro, outro no cigano”.

Eles para o negócio são peritos, são bem capazes de “vender” o pai e a mãe, ou os dois juntos, mas só entregar um, ou se possível nenhum.

Um dia numa feira um homenzinho do campo, foi vender um burro que estava velho e coxo. Mancava de uma pata da frente. Os ciganos fizeram negócio com o homem, compraram-lhe o burro e trataram de arranjar o burro. Tosquiaram-no, meteram-lhe uma albarda menos velha e, no que respeita ao coxear, trataram de amarrar à outra pata que não coxeava, um cordel e apertaram até o burro se encolher, pondo-o a andar coxeava das duas, o que dava ideia de ser um andar próprio daquele animal.

-Quem não é burro pensa assim. Cada burre coxêa à sua manêra.

Agora chegou a vez de os ciganos venderem o burro. Primeiro um cigano deu-lhe uma sova, para o animal ter medo dele. Sova essa que o burro, mal ouvia a voz do cigano queria fugir, dando ideia de vivacidade.

Foram ter com o tal homem, ex dono do jumento e mostraram-lhe o animal. Ele às primeiras impressões disse que era o mesmo burro, ao que os ciganos responderam:

-Ai vezinhe até fique mal desposte com a su conversa. Atão o vezinhe nã vêi qu’ é um alimal más nove, ... quer ver ele a andar, nã coxêa!

Puseram o burro a andar e o cigano que deu a surra no jumento aos berros, o pobre do burro cuidava de fugir mas não podia, estava seguro pela arreata, que também era nova. O nosso homem esteve um bocado a olhar para os malabarismos dos ciganos com o pobre do animal, até que disse que o burro tinha um andar esquisito. Voltam os ciganos com a retórica:

-Àí eu é que tou a fecar desquesite com a su conversa. Atão o burre é ó nã é benite, tem um andar todo vaidoso e o vezinho a pôr defêtos! Má tão quer ou nã quer comprar o burro?

O homem foi na conversa dos ciganos e comprou o burro, pelo dobro do dinheiro que tinha vendido. Burro não era o burro, burro foi o dono que foi na conversa da ciganada, acabando por comprá-lo.

Moral da história: - O comércio, ou negócio, é a prática da troca com um fim lucrativo.
“Descobrir a Via Algarviana” no próximo domingo

“Descobrir a Via Algarviana” é a sugestão do Ciclo de Passeios Natureza 2008 “Descobrir São Brás Pé Ante Pé” para o próximo domingo, dia 26 de Outubro, um projecto que visa potenciar o eco-turismo no Algarve interior.

O passeio do próximo domingo, com ponto de encontro pelas 09:30 horas, no Parque da Serra (em Parises) é um convite para conhecer este típico sítio serrano e andar a pé, por entre os estevais da Serra do Caldeirão, numa extensão aproximada de 9Km.

Os interessados devem contactar a organização, pelo telefone 289 840 005 ou e-mail municipe@cm-sbras.pt. Para quem desejar, a Câmara Municipal efectua transporte em autocarro municipal até ao ponto de partida, desde o Terminal Rodovário.