segunda-feira, outubro 20, 2008

Outubro: Feiras Tradicionais Algarvias

II Feira da Perdiz em Martim Longo

Data: de 2008-10-25 a 2008-10-26
Martim Longo
Municipio de Alcoutim

Aproxima-se a Feira da Perdiz em Martim Longo. a segunda edição da Feira da Perdiz decorrerá no fim de semana de 25 e 26 de Outubro, das 10.00h às 24.00h no Pavilhão Desportivo de Martim Longo.

No certame, organizado pela Câmara Municipal de Alcoutim, conta com grande variedade de artigos ligados à caça, venda de produtos de artesanato e gastronomia ragionais, música com acordeonistas e várias actividades desportivas, como o rappel, escalada, slide, tiro com arco e tiro virtual. O programa da feira integra ainda a colecção de aguarelas da autoria do pintor Carlos Luz.

A feira da perdiz é uma iniciativa que promove e divulga uma das melhores e maiores potencialidades da serra algarvia, a caça.

Programa Feira da Perdiz

sábado, outubro 04, 2008

...O que me vai na Alma...

Arrependo-me muitas vezes de ter falado, nunca de me ter calado.





Quem tem coragem para enfrentar os perigos vence-os antes que eles o ameacem.



Uma boa causa não teme nenhum juiz.


Públio Siro
Roma Antiga, [-85--43], Poeta





O homem livre é aquele que não receia ir até ao fim da sua razão.

Jules Renard
França
[1864-1910]
Novelista/Dramaturgo





Só é digno da liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la.

Johann Wolfgang von Goethe
Alemanha
[1749-1832]
Escritor, Cientista, Mestre de Poesia, Drama e Novela





A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.

Miguel de Cervantes Saavedra
Espanha
[1547-1616]
Escritor

domingo, setembro 28, 2008

14!

Alcoutim tem a taxa de natalidade mais baixa do Continente

Alcoutim: onde estão as crianças?
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Em Portugal os bebés são cada vez menos, a avaliar por um estudo do INE. No Continente, Alcoutim bateu todos os recordes: só cinco nascimentos em 2007.

Na hora da saída, no infantário “A Joaninha”, a confusão é geral. Parece até que são muitos, os 23 catraios que compõem o único infantário de Alcoutim, mas se pensarmos que são apenas 23, entre os zero e os cinco anos, numa população de 3500 habitantes, rapidamente se percebe que alguma coisa não está bem.

“Em Vila Real de Santo António há sempre listas de espera enormes, mas aqui no infantário há sempre vagas”, diz Sónia Marques, responsável pelo “A Joaninha”.

“Temos vantagens, trabalhando com menos crianças, mas para o futuro é grave!”, reconhece.

A desertificação do município não é um dado novo, mas segundo as estatísticas demográficas mais recentes do INE, a situação atinge contornos deveras preocupantes: em 2007, Alcoutim foi o concelho com menos nascimentos, em Portugal Continental, apenas cinco ao todo, e só superado pela Ilha do Corvo, Açores, onde nasceram três bebés. Só que o Corvo tem apenas 300 habitantes, contra os mais de 3 mil de Alcoutim.

“Aqui, a partir das 5 da tarde, já não há nada”, diz Nídia Simão, mãe de uma das poucas crianças recém-nascidas no município (Luciana nasceu em Faro, mas foi registada em Alcoutim). Nídia, 22 anos, trabalha na Estalagem, que pertence a um grande grupo hoteleiro, mas conta “zarpar” para Albufeira dentro de dois ou três anos, fruto da estagnação que se vive por estas bandas. “Comprar roupa, sapatos ou ir ao cabeleireiro é sempre fora. E discotecas, só em Vila Real de Santo António!”, reclama. De resto, emprego também não é algo que abunde por aqui: “Se uma pessoa se quiser empregar, ou vai para a Câmara, ou para os Bombeiros, ou para o Lar de Idosos, ou então na Escola, mas já está tudo cheio”, afirma. Nídia até nem se importava de ajudar a melhorar as estatísticas, mas a vida – diz – não está para isso. “A ganhar 600 euros, se comprarmos uma casa que aqui custa perto de 100 mil, ficamos a pagar ao banco perto de 500 ou 600! Então como é que dá?”, questiona.

Francisco Amaral, presidente de Alcoutim, percebe bem as razões dos jovens, e explica porquê: “A principal causa da desertificação foi a Reserva Ecológica que nos impingiram. A partir da última casa é reserva e as pessoas não podem fazer nada”, critica. Uma simples janela, aumentar uma divisão, construir uma casa para os filhos, nada é simples em Alcoutim devido às restrições ambientais impostas pelo Estado português, o mesmo que assiste, impávido e sereno, à extinção da população neste local remoto do Algarve. A autarquia esforça-se por inverter o ciclo, mas Amaral reconhece que não é tarefa fácil: vendem lotes habitacionais a um preço simbólico, apoiam na compra dos livros (70 euros por aluno), fomentam actividades lúdicas e culturais para os mais novos (futebol, dança, canoagem e música). “Temos campeões nacionais de canoagem, agora, e isso é resultado de um investimento que está a dar frutos”, diz Amaral.

Na terra, ainda há quem resista

O sítio chama-se Zorrinho, Zorrinho de Cima, mas nem o Zorro com o seu espadachim conseguiria por esta altura travar o abandono das terras e das gentes. “Isto está complicado. Então com 30 euros por uma saca de guano (estrume), como é que dá para semear?”, questiona Francisco Luís, 83 anos, nascido e criado por estas paragens.

“Já tenho 83 anos e criei-me aqui, porque é que eles não se hão-de criar?”, pergunta, enquanto dá ração às cabras. O rebanho tem mais de 150, e constitui uma das formas de sustento da família, do filho, do neto e do bisneto Gabriel, de 16 meses, mais um dos “recém-nascidos” a tentar contrariar as estatísticas. Tânia, a mãe, trabalha numa padaria – uma das principais indústrias do concelho - a três quilómetros de casa. “Gosto do que faço. Se calhar com a minha formação, podia procurar emprego noutro lado, ganharia ligeiramente melhor, mas com o preço da gasolina e de um infantário ficaria com menos dinheiro”, reconhece Tânia, aos 27 anos, orgulhosa por não abandonar a terra que a viu nascer. Dado curioso, a mãe – a avó Maria – teve nada mais nada menos que oito filhos. No sítio do Pessegueiro, Maria de Jesus é a excepção que confirma a regra, mas hoje, a cuidar dos netos, não deseja a mesma sorte à filha. “Eu sei o trabalho que deram, se eles vierem terá de os aguentar, mas não quero para ela o mesmo que eu tive”, conclui.

Natureza e Desporto!

Pedalar à descoberta dos trilhos da Serra do Caldeirão

Ruben Faria na lista de participantes do Passeio de BTT da Cortelha


Marcado para o feriado de 5 de Outubro, o Passeio de BTT da Cortelha propõe um passeio de descoberta, com níveis diferentes de dificuldade, pelos trilhos da Serra do Caldeirão.

A iniciativa da Associação dos Amigos da Cortelha apresenta um percurso desenhado para toda a família, onde “o convívio e o contacto com a natureza são argumentos de peso para passar uma manhã de domingo diferente”.

Depois do sucesso de anos anteriores, com o recorde de participantes a ser consecutivamente batido, este ano o percurso foi escolhido a pensar em toda a família, desde os mais velhos até aos mais jovens.

O ponto de partida será na aldeia da Cortelha, num passeio que se estende pelas freguesias de Salir, Ameixial, Almodôvar e Cachopo, com três percursos de dificuldades diferentes: 15 km, 45 km e 80 km.

Um dos convidados especiais é o vencedor da classe de motos do recente Pax Rally de Portugal, inserido na Dakar Séries, Ruben Faria, que habitualmente percorre os trilhos do interior algarvio na sua Honda CRF 450.

O passeio vai contar com alguns nomes sonantes do BTT nacional, nomeadamente o vice-campeão nacional de BTT, Marcelino Gonçalves, e a vencedora da prova da Taça de Portugal de BTT, Celina Carpinteiro, ambos do BTT Terra de Loulé.

As inscrições terminam já na quarta-feira, dia 1 de Outubro. Mais informações em www.amigosdacortelha.pt

É PERIGOSO ESTAR CERTO QUANDO O GOVERNO ESTA ERRADO!


No dia 3 de Outubro, Sexta-Feira, pelas 10h da manhã, tem lugar no Tribunal do Santo Ofício, em Monsanto, a leitura da sentença dos 36 arguidos acusados em co-autoria de "discriminação racial" e outros crimes sem qualquer conexão com aquele.

Será o culminar, na primeira instância, de um mega-julgamento histórico que durou cerca de seis meses, tendo começado no dia 9 de Abril de 2008. Apesar de todos os contratempos, mais nenhum dos chamados mega-processos teve um julgamento tão rápido no nosso país. O caso Casa Pia, com menos arguidos que este, dura há 4 anos, e com tendência para demorar.

Procurou-se, neste processo, desferir um golpe anti-democrático contra aqueles que, desde 2004, estiveram na linha da frente na organização de manifestações, eventos, conferências, etc., e que deram tudo para mostrar aos portugueses que um outro país é possível.

Independentemente do desfecho deste processo, ficou por demais demonstrado que, em Portugal, é perigoso estar certo quando o Governo está errado! Apesar disso, os nacionalistas não vão desmobilizar, aconteça o que acontecer, e continuarão a oposição política à máfia que se instalou no poder neste país.


Fazemos assim um apelo para que todos os nacionalistas, e todas as pessoas que lutam pela Justiça e Liberdade, compareçam no Tribunal de Monsanto no dia 3 de Outubro, a partir das 10h, para assistir à leitura da sentença deste processo e demonstrar efectivamente que estão do lado de quem procura, e diz, a verdade!



Mais informações: http://www.forumnacional.net & http://prisoesdeabril.blogspot.com