sábado, agosto 30, 2008

Touradas - SIM ou NÃO?



O que está primeiro - a Tradição ou os Direitos dos Animais?




Tourada:

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Direitos dos Animais:

http://www.lpda.pt/legislacao/proteccao_animais.htm

http://www.animal.org.pt/

http://www.pelosanimais.org.pt/recursos/multimedia/free_me

quinta-feira, agosto 28, 2008

Abrindo o Livro...

Apontamentos sobre o Século Vinte Algarvio (XIV)


Já referimos que foi Júdice Fialho o primeiro armador a utilizar o cerco de pesca a vapor, também designado “galeão”, que a sua primeira unidade daquele tipo se chamou “Portugal I” e que apareceu em 1899.

Os galeões eram barcos de grandes dimensões, com um cano muito alto, com tripulação numerosa e manobra difícil.

Quando o “cerco” tinha peixe apitava de forma que se ouvia bem da costa, o que fazia acorrer ao galeão uma série de barcas a remo e à vela, designadas os “buques”, que se encarregavam do transporte do peixe para terra enquanto o galeão continuava na faina. Muitas vezes os buques eram rebocados pelo próprio galeão.

Com o desenvolvimento da pesca e da indústria de conservas (de que chegaram a existir quatrocentas fábricas no País) sobreveio uma escassez de pescado4, deixando de ser compensador o uso dos cercos a vapor, que, só no Algarve, chegaram a ser 37 (13 em Vila Real de Santo António, 12 em Portimão, 9 em Olhão, 2 em Faro e 1 em Tavira).

Os barcos e as redes passaram a ser menores e consequentemente os gastos de produção (mão de obra incluída) diminuíram.

Os galeões cederam o lugar às traineiras, cujas despesas eram cerca de metade das que tinham que fazer-se com os cercos a vapor.

Os barcos de apoio às traineiras passaram a ser as enviadas, motorizadas e mais funcionais económicas no transporte do peixe para terra.

Ainda que sejamos necessariamente sumários, não queremos deixar de assinalar que Júdice Fialho se dedicou também à pesca do bacalhau, actividade a que dedicou cinco veleiros, todos eles designados Algarve (de I a V), e que o peixe capturado na Terra Nova alimentava as secas de Portimão, Olhão e Faro, como referem os jornais regionais dos anos vinte do século passado, sobretudo o semanário “O Algarve”, que se publicava em Faro, cidade perto da qual possuía uma propriedade rural (os Salgados, na zona do Rio Seco).

Entrou também no ramo das armações de sardinha e de atum, sector que vinha manifestando desagrado pela concorrência dos galeões, que rapidamente abasteciam o mercado.

No sector das armações foi importante a sua participação numa série de unidades – Bias, Torre da Barra, Torre Alta, Pedras Negras, Salema, Atalaia, Novas Ferrarias, Josefina, Cajados e Zavial – como referem vários autores algarvios, designadamente o Prof.Luís Filipe Rosa Santos

4 – NUNES, Joaquim António –em “Estudos Algarvios” – PORTIMÃO, Casa do Algarve, Lisboa, 1956, pp74/75;
5- ROSA SANTOS, Prof. Luís Filipe - A Pesca do atum no Algarve, Faro, 1989, pp 48/52







APONTAMENTOS SOBRE O SÉCULO VINTE ALGARVIO (XV)


Temos estado a falar da indústria conserveira e da pesca e, como nos referimos ao séc. XX, destacamos o papel que no sector, e não só, jogou o maior empresário algarvio daqueles tempos – Júdice Fialho – que mesmo então não foi o pioneiro, papel que coube, como sabemos, a um grupo de industriais estrangeiros que no final do séc. XIX começaram a convergir no Algarve, atraídos pela abundância de peixe que escasseava nas suas regiões.

Entre eles contavam-se os Delory, da Bretanha, que por 1880 se instalaram em Lagos e Olhão, os Parodi, Tenório e Ramirez, que se radicaram em Vila Real de Santo António, e Feu-Hermanos, industriais na Andaluzia, nomeadamente em Ayamonte, que vieram a possuir excelentes unidades fabris em Vila Real de Santo António, Olhão, Portimão, Porto Brandão e Setúbal.

Estas actividades, que pelo menos no que às conservas por escabeche e por salga se refere, são mencionadas por Baptista Lopes , são antiquíssimas na nossa região.

Por exemplo, os muçulmanos, povo que por cá esteve mais de quinhentos anos, foi muito activo na pesca do atum, sobretudo através das almadravas, nome que então designava as nossas armações. Foram eles, aliás, que nos legaram termos ligados à pesca, como as redes tarrafa e xareta, ou os peixes xaputa, atum e alfaquim, para além da conhecida alforreca.








APONTAMENTOS SOBRE O SÉCULO VINTE ALGARVIO (XVII)

A vida politicado início do século foi muito confusa, com grandes divisões parlamentares o que só viabilizava governos de coligação.

Assim, ao Parlamento de 1906 (70 franquistas, 43 progressistas, 30 regeneradores e 4 republicanos), sucedeu outro, eleito em 1908 (63 regeneradores, 59 progressistas, 15 independentes (afectos a Ferreira do Amaral), 7 dissidentes, 7 republicanos, 3 franquistas e 1 nacionalista 1.

Até final da Monarquia Portugal conheceu seis Governos: um em 1908 (Ferreira do Amaral), três em 1909 (Campos Henriques, Sebastião Teles e Wenceslau de Lima) e dois em 1910 (Veiga Beirão e Teixeira de Sousa).

Foram tudo Governos de curta duração como, por exemplo, o do nosso conterrâneo Sebastião Custódio de Sousa Teles, que esteve em funções de 11 de Abril a 14 de Maio de 1909.

A dança de ministérios não podia deixar de influenciar a vida no Algarve, como é natural num tempo em que havia escândalos bancários, como o do Crédito Predial (um desfalque de mais de mil contos) que fez cair o governo progressista de Veiga Beirão (nesse tempo os escândalos bancários podiam marcar irreversivelmente a vida dos Governos). A Veiga Beirão, que caiu em 26 de Junho de 1910, sucedeu Teixeira de Sousa (regenerador), que beneficiou da dissolução das Câmaras.

O Banco de Portugal não interveio para evitar a falência que arrastou as figuras mais gradas dos progressistas e o próprio Veiga Beirão, tornando inevitável que Teixeira de Sousa fosse encarregado de formar Governo.

No Algarve a preparação das eleições legislativas coincidiu com a mudança de governador civil - em 1 de Julho Lopes dos Reis cedeu o lugar ao deputado regenerador Teixeira d’ Azevedo.

Para as eleições de 28 de Agosto 1910 candidataram-se os regeneradores, um bloco de oposição (progressistas, regeneradores henriquistas e franquistas) e os republicanos e os caciques do bloco aconselharam os correligionários a cortar os nomes dos candidatos de outros partidos mesmo que integrantes da mesma lista.

Os resultados eleitorais ficaram assim distribuídos: - Bloquistas…34 660 votos, Regeneradores… 33 422 e Republicanos… 11 611, mas como para o Parlamento iam os seis individualmente a representação local acabou por incluir os regeneradores Ortigão Peres, José Roquette, Francisco de Bivar e Agostinho Lúcio e os bloquistas Manuel Soares e Frederico Ramires.

Os republicanos não elegeram deputados mas eram muito elogiados pela “...sua intransigência a conluios e chapeladas” 2.

Entretanto eram denunciadas as chapeladas dos bloquistas de Monchique, que, feitos com os governamentais, fizeram entrar na urna 1 044 listas quando só tinham votado 500 eleitores.

Os bloquistas ganharam em Faro, Albufeira, Lagoa, Monchique, Olhão, Silves e Vila do Bispo, enquanto os republicanos venceram os regeneradores em Olhão e os bloquistas em Portimão, averbando boas marcas em Faro, Lagos, Olhão, Silves e Tavira.

Os deputados eleitos em 28 de Agosto de 1910 não chegaram ao Parlamento pois o Rei, face às muitas irregularidades que entravaram o funcionamento do Tribunal de Verificação de Poderes, adiou a abertura solene das Cortes.

E durante esse adiamento o antigo regime foi apeado pela Revolução de 5 de Outubro...

1 - VILLAVERDE CABRAL, Manuel - “Portugal na Alvorada do Século XX”, Lisboa, A Regra do Jogo, 1979, p. 252;
2 - “O Algarve, Faro, 4.Setembro.1910







Apontamentos sobre o Século Vinte Algarvio (XVIII)


O único candidato das últimas eleições da monarquia a aproveitar alguma coisa com aquela pugna eleitoral foi o republicano Zacarias José Guerreiro, de Tavira, que foi nomeado Governador Civil.

As eleições tiveram lugar em Agosto de 1910 mas o Rei, face às muitas aldrabices detectadas, deliberou adiar a abertura solene das Cortes, acto que se tornou desnecessário porque entretanto deu-se a Revolução do 5 de Outubro e, nestes termos, a monarquia foi-se… Um dos primeiros actos de Zacarias Guerreiro foi a escolha do Bernardo Passos para administrador do concelho de Faro, cargo que o ilustre homem de letras ocupou até à morte.

Empossado pelo Conde do Cabo de Santa Maria, que desempenhava as funções de Presidente da Câmara de Faro, o poeta são-brasense foi, por seu turno, empossante da edilidade nomeada por Zacarias Guerreiro.

Esta nova vereação era muito curiosa. Constituíam-na uma série de personalidades que já tinham pertencido a vereações monárquicas, inclusive o dr. José Emygdio da Conceição Flores, presidente do município em 1902-1903 que voltou a ser eleito para o mesmo cargo da primeira edilidade republicana.

Esta mudança de campo político das pessoas mais destacadas da época parece ter sido uma coisa natural e que, aliás, tem feito escola.

Acompanhando o activo virar de casacas que então se verificou também algumas das principais artérias citadinas mudaram de patrono - D. Carlos I, D. Amélia, Hintze Ribeiro e José Luciano foram substituídos na topografia citadina por nomes mais “adequados” - Cândido dos Reis, República, 5 de Outubro e Miguel Bombarda.

Coincidindo com as furiosas mudanças de placas, também muitos conhecidos políticos locais viraram as casacas, embora muitos outros deixassem a actividade política porque se dissolveram, em Lisboa, os seus respectivos partidos, nomeadamente o regenerador, de Teixeira de Sousa, regenerador-liberal, de Vasconcelos Porto, e progressista, de Luciano de Castro. Foram exemplos disso o comendador Ferreira Neto, Manuel Martins Caiado, Francisco de Paula Mendonça e o Dr. Alexandre Pereira d’ Assis…

Não deixa de ser engraçado que no mesmo século assistamos a várias mudanças de placas...

Reatemos agora com as eleições para a Constituinte (28 de Maio de 1911), o que vínhamos referindo sobre actos eleitorais no princípio do século.

As eleições em apreço decorreram já sob a égide da Lei Eleitoral de 1911, que, para além de ter abolido a base censitária das anteriores, foi pouco inovadora, concedendo o direito de voto aos cidadãos maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou que fossem que chefes de família há mais de um ano. Os círculos eleitorais passaram a ser 65 (incluindo colónias), cabendo dois ao Algarve - Faro (círc. 46) e Silves (círc. 47).

Entre os candidatos destacavam-se o capitão-tenente Mendes Cabeçadas e o Eng. António Maria da Silva, que tinham sido protagonistas da implantação da República, movimento em que o primeiro comandara o cruzador S. Rafael, onde fora pela primeira vez hasteada a bandeira republicana, e em que o segundo participara activamente, como figura importante da Carbonária e da Junta Revolucionária.

A candidatura destes dois políticos tinha sido proposta pelo Dr. Marreiros Neto, no decorrer duma sessão pública em que os louletanos homenagearam o seu conterrâneo e proclamaram António Maria da Silva como louletano adoptivo, acto que o sensibilizaram bastante. O Eng. António Maria da Silva recordaria com saudade essa campanha eleitoral, em que praticamente só se apresentaram candidatos do PRP e em que foram eleitos pelo círculo de Silves o capitão-tenente Mendes Cabeçadas, o Eng. António Maria da Silva, o major Alberto da Silveira e o Dr. José Maria de Pádua e pelo de Faro o capitão-tenente Stockler, o capitão Tomás Cabreira e os Drs. Estêvão de Vasconcelos e Celorico Gil 1.

Os candidatos tinham sido oficialmente designados numa reunião das comissões de toda a Província, numa série de comícios políticos em Messines, Silves, Portimão, Alcoutim, Faro, Santa Bárbara de Nexe...

Como nota curiosa (curiosa para nós, hoje) respigamos de uma local que um comício realizado no dia 26 de Maio, no Teatro Circo, em Faro, terminou com todo o público de pé a escutar a Marselhesa, executada ao piano pelo maestro daquela casa de espectáculos.

1 - SILVA, António Maria - O Meu Depoimento,

Pub. Europa-América, Lisboa, 1981, p.33.









APONTAMENTOS SOBRE O SÉCULO VINTE ALGARVIO (XX)

O séc. XX português apresenta alguns casos de que pouco se tem falado, como, por exemplo, combates que, com conhecimento do Governo Português da época, tiveram lugar no espaço aéreo nacional entre forças da Alemanha nazi e dos aliados, designadamente do Reino Unido.

Se nos ativermos apenas ao período da II Guerra Mundial (1939/1945), em que no espaço ibérico se passavam algumas situações dissonantes, com a Espanha a sair da Guerra Civil, em que as tropas “nacionalistas” de Franco receberam aberta colaboração da Alemanha de Hitler e da Itália de Mussolini, enquanto Portugal se apresentava como neutral (neutralidade de difícil compreensão).

O fenómeno da nossa neutralidade é muito discutível, pois Portugal manteve comércio com as duas partes em conflito durante a maior parte da sua duração, mas tal facto não era abertamente ventilado junto da nossa opinião pública mercê da forte censura à imprensa que o regime salazarista tinha em vigor.

De tal forma os assuntos eram censurados e tratados confidencialmente que só muitos anos após a queda do regime começaram a ser objecto de pesquisa, estudo e publicação e a servir inclusivamente de tema para trabalhos académicos de mérito.

As nossas águas territoriais e o nosso espaço aéreo eram escandalosamente devassados e foram palco de combates a que, como é óbvio, só nos referiremos quando tiveram por cenário o Algarve, em cujos céus era frequente ver formações de aviões extraordinariamente grandes para ser de excluir a hipótese de que fossem aparelhos nacionais, outro tanto acontecendo com as armadas que a olho nu se viam circular nas nossas costas. O movimento das esquadras britânicas intensificou-se após a derrota de Rommel no Norte de Africa, o que deixava mais vulneráveis as costas italianas e muito mais fácil a circulação no Mediterrâneo, espaço cujo acesso estava nas mãos dos britânicos que dominavam Gibraltar e o respectivo Estreito.

É sobre a circulação nas nossas costas e a alguns combates que nelas tiveram lugar e que ainda hoje estão documentadas pelas campas de soldados alemães no cemitério de Aljezur.

* Lic. em Sociologia








APONTAMENTOS SOBRE O SÉCULO VINTE ALGARVIO (XXI)


Dentro do esquema de ataques que as forças beligerantes (Alemanha e Aliados) vinham desenvolvendo em terra e mar portugueses, em completo desrespeito pelo nosso apregoado estatuto de neutralidade, no dia 9 de Julho de 1943 um comboio de 25 navios da armada britânica foi interceptado por uma esquadrilha alemã de quatro aviões Focke-Wulf.

A esquadra inglesa deslocava-se ao longo da chamada Costa Vicentina, dentro das nossas águas territoriais, e foi atacada entre Sines e o Cabo de São Vicente e obteve como resposta o ataque dos Spitfires ingleses que escoltavam os navios, acabando por atingir por baixo um dos aparelhos da aviação nazi que explodiu no ar, despenhando-se numa falésia próxima da ponta da Atalaia, perto de Aljezur.

Veio a verificar-se depois que a tripulação da aeronave alemã era constituída por sete militares – o tenente Gunther Nicolaus (comandante), os sargentos Hans Weigert, Walter Beck, Martin Angerman, Johann Bauer e Werner Riecke e o cabo Ernst Herppich, todos jovens entre os 22 e os 26 anos (1) de idade, cujos restos mortais repousam no cemitério a vila sotaventina.

O que veio depois a saber-se é que os alemães tinham um espião colocado no Cabo de S. Vicente – o primeiro-sargento de máquinas Garcia Regêncio.

Aquele militar dispunha de um rádio clandestino através do qual informava a legação alemã em Lisboa logo que os navios aliados dobravam o Cabo, o que permitia aos diplomatas alemães com uma sua base no Sul da França de onde saíam imediatamente os aviões CONDOR como os que em Julho de 1943 participaram no combate que ficaria conhecido por “Batalha de Aljezur”.

(1) - WILHELM, Doutor Axel – “Soldados Alemães Sepultados em Aljezur”, em Espaço Cultural, nº. 5, C.M. de Aljezur, 1990;





domingo, agosto 24, 2008

Regressar a tempos idos...


O evento realiza-se este ano, de 28 a 31 de Agosto, é a sua 11ª edição, numa organização da Câmara Municipal de Castro com o apoio de diversas entidades regionais, inserido no programa Allgarve' 2008.

Serão quatro animados dias e respectivas noites, de muita "folia medieval", com o passado longínquo bem presente na recriação rigorosa de que a vila de Castro Marim será protagonista, à semelhança da Idade Média, talvez a época mais misteriosa de toda a história da humanidade.

O Castelo de Castro Marim vai ser o cenário principal de todo este evento, engalanado para receber reis e rainhas, a nobreza, os cavaleiros e damas, jograis, comerciantes, monges e até almocreves, vagabundos e outros que tais...

Da animação farão parte os torneios a cavalo, a exposição de instrumentos de tortura, a música da época, os banquetes medievais, as feiras e os artesãos...

Nos primeiro e último dias do evento realizam-se desfiles históricos pelas ruas da vila de Castro Marim, em que participam centenas de figurantes, incluindo inúmeros cidadãos castromarinenses e muitos visitantes, trajando a rigor e representando a época medieval.

Nas várias classes sociais, desde o clero à nobreza passado povo e pela burguesia, todos comparecem nos desfiles!...

As ruas enchem-se de visitantes para assistirem à passagem do cortejo, composto pelas mais altas figuras reais rodeadas pela nobreza, o clero e alguns vilões também (porque o dia é de festa), enquanto malabaristas, bobos e muitos outros animadores e foliões entusiasmam o público...

II Passeio de BTT do Ameixial marcado para Setembro


A segunda edição do Passeio de BTT do Ameixial vai realizar-se no dia 14 de Setembro, numa organização conjunta do Grupo Desportivo Ameixialense e da junta de freguesia local.

Trata-se de um evento que pretende “incentivar a prática do desporto de natureza e promover a modalidade do BTT, dando a conhecer a beleza natural da freguesia do Ameixial, em plena Serra do Caldeirão.

Pensando em todos os participantes, a organização elaborou três percursos com diferentes níveis de dificuldade (20 km, 45 km e 70 km), por caminhos rurais, trilhos, ribeiras, pequenos cursos de água e estradas municipais não asfaltadas.

O valor das inscrições (encerram dia 12 de Setembro) é de 15 euros, incluído lanche e abastecimentos. Mais informações pelo sítio www.btt-ameixial.blogspot.com ou junto do endereço btt.ameixial@gmail.com.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Feira Medieval de Silves - 9 a 17 de Agosto


De 9 a 17 de Agosto as ruas da Cidade de Silves ganham uma cor e luminosidade próprias. Ao longo dos seus nove dias, A Feira Medieval de Silves contará uma estória, através da história, de factos vividos pelos seus povos e que estiveram na origem das gentes de hoje. A magia inicia pelas 18h00, convidando-o a percorrer este ambiente único e memorável até à 01h00, hora que o encantamento termina, trazendo-nos de volta aos dias de hoje.

A Feira Medieval de Silves é hoje um evento de referência nacional… para além do seu carácter lúdico e turístico, revela ainda um cariz cultural único. Ao longo dos seus nove dias contará uma estória, através da história, de factos vividos pelos seus povos e que estiveram na origem das gentes de hoje.

A escolha dos séculos XI, XII e XIII deve-se sobretudo, ao facto de serem estes os séculos que melhor representam a pluralidade da(s) nossa(s) cultura(s), afirmada e explicada pelas conjunturas de prosperidade e crise, pelos contactos étnicos que motivaram a troca de experiências entre muçulmanos, os cristãos, e ainda os judeus.

No ano de 1053, Silves é conquistada por Al-Mu'tadid, Rei de Sevilha, seu filho Al-Mu'tamid, ao lado de Ibn Ammar, um poeta local, haveria de imortalizar esta cidade, com os seus belos poemas, dos quais se destaca a célebre “Saudação a Silves”.

Os preciosos achados arqueológicos confirmam o período compreendido entre os séculos XI e XII como o mais belo, poético e rico da cidade de Silves, com noites vividas em festas, nos pátios e salões onde a beleza se misturava com a música, a poesia e a dança. Xelb, como então se chamava, era frequentada por artistas, poetas, juristas, historiadores e cientistas da época… e igualmente por ricos mercadores.

Nos meados do século XII, Ibn Qasi organiza e chefia um movimento religioso e político, os Muridas, intitulando-se Mahdi (o Messias que há-de vir no fim do mundo para salvação dos homens).

Em 1189, inaugura-se um novo capítulo na história da cidade, quando esta é atacada por D. Sancho I de Portugal, com o auxílio dos homens que partiam para a III Cruzada do Oriente, entre eles o imperador da Alemanha, Frederico Barba Roxa, o Rei da França, Filipe Augusto e o Rei de Inglaterra, Ricardo Coração de Leão. Depois duma luta aguerrida e a cidade cercada, os muçulmanos renderam-se pela sede.

A conquista da cidade pelos cristãos foi alcançada por D. Paio Peres Correia, com a ajuda dos Cavaleiros da ordem de Santiago de Espada, entre 1242 e 1246, e antes da conquista definitiva do Algarve por D. Afonso III, que atribui o primeiro Foral a Silves e mais tarde em 1269, o mesmo D. Afonso III concedeu aos mouros forros de Silves, Tavira, Loulé e Santa Maria da Faro com outro foral.

Feira MedievalEstes são alguns dos factos marcantes da cidade nestes séculos que irão, juntamente com muita fantasia, ser contados e representados nos nove dias da edição de 2008 da Feira Medieval de Silves. Esperando, dar continuidade ao sucesso alcançado em anos anteriores.

A azáfama nas ruas do centro histórico será constante, respirando-se uma atmosfera com características particulares, num ambiente e cenário únicos, em que centenas de bancas com diferentes produtos partilharão o espaço com tabernas onde as iguarias da época apelarão a todos, pelo cheiro no ar.

As ruas ganham uma cor e luminosidade próprias e o ambiente recriado é único e memorável para quem nos visita.


Feira Medieval de Silves PT





A quinta edição da Feira Medieval de Silves vai ter lugar entre os próximos dias 9 e 17 de Agosto. O evento realiza-se no centro histórico da cidade, com horário de abertura às 18:00 e de encerramento à 01:00 horas.

A preocupação em situar historicamente a recriação do espaço e factos dramatizados ao longo dos nove dias do evento nos séculos XI, XII e XIII tem ligação directa com os acontecimentos vividos nessa época, permitindo que os primeiros dias da Feira sejam de influência predominantemente árabe e os últimos dias sejam de influência marcadamente cristã.

O grande propósito deste evento é “proporcionar a crianças, idosos, jovens e demais população que visite a cidade uma visão do que ela terá sido outrora e da sua importância incontornável na história do Al-Gharb, para além de potenciar o turismo cultural e a promoção do concelho, apresentando-o como uma zona chave numa região onde o tipo de Turismo mais importante é o de Sol e Praia”, refere a autarquia de Silves, organizadora da iniciativa.

O programa completo do certame pode ser consultado em www.cm-silves.pt.