sexta-feira, março 07, 2008

Quinta da Ombria - Vitima do Lobby da Construção

LOULÉ: Ombria é modelo para o interior
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A associação Almargem contesta a aprovação do projecto da Quinta da Ombria, em Loulé, por ir contra valores naturais. Câmara diz que é precisamente o oposto.

“Compreendo a posição da Almargem, que tenta manter um certo tipo de interior e preservar aquilo que existe”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio ao Observatório do Algarve.

Compreende, mas não concorda. O autarca garante que o projecto previsto para a Quinta da Ombria, próximo de Tôr e Querença, respeita os valores ambientais e contribuirá para o desenvolvimento do interior.

“O papel da autarquia é também preservar a qualificação ambiental, mas há hoje zonas protegidas que estão completamente ao abandono. O Estado não tem condições nem meios para os salvaguardar e um projecto deste tipo deve investir na salvaguarda destas zonas classificadas.

Em comunicado divulgado ontem, a Almargem critica a aprovação do Plano de Pormenor (PP) da Quinta da Ombria, considerando-o como um exemplo errado de desenvolvimento: “O PP agora aprovado viabiliza uma proposta de ocupação massiva para uma área caracterizada pela baixa densidade demográfica, promovendo a transformação de espaço rural em urbano, ao arrepio das actuais orientações de planeamento, e baseando-se exclusivamente no imobiliário turístico, persistindo em desrespeitar os valores paisagísticos em presença”, afirma a organização ambientalista algarvia.

A Almargem alerta ainda para a pressão demográfica que o projecto irá colocar naquela área: “Propondo-se ocupar áreas de elevada biodiversidade (matagais, sobreirais e

azinhais) integradas no Sítio Natura 2000 - Barrocal, bem como áreas classificadas como REN e RAN e com uma ocupação prevista superior à actual população da freguesia de Querença (800 habitantes), este projecto revela-se massivo e socialmente injusto”, adianta. “O projecto de aproveitamento turístico da área da Quinta da Ombria (Loulé) é antes de mais um claro exemplo do modelo já gasto do litoral que se está a querer importar para o interior”, afirma a Almargem.

Seruca Emídio nega. “O paradigma é totalmente diferente. Não estamos falar de terrenos na orla costeira mas sim a valorizar um outro Algarve. Finalmente foi possível aprovar um projecto deste género, que queremos que seja exemplar”, afirma o autarca, garantindo que tudo fará para que, até ao final, seja salvaguardado o interesse dos valores naturais em jogo. Quanto à ameaça da Almargem, de possível recurso a uma queixa na Comissão Europeia, Seruca desdramatiza: “Em 2006 já houve um parecer da Comissão Europeia e foi positivo, não pôs em causa o Estudo de Impacte Ambiental que foi realizado, de outra forma não teríamos avançado com o projecto”, afirma. “Ainda assim, estamos a tempo de corrigir o que estiver ao nosso alcance, se me provarem que houve falhas”, acrescenta. Recorde-se que, já em 2004, a Liga de Protecção da Natureza tinha apresentado uma queixa na EU, com vista à defesa do aquífero Querença-Silves, o maior do Algarve.

Previsto para uma área de 144 hectares, o projecto turístico da Quinta da Ombria contempla 1700 camas localizadas no Sítio Barrocal da Rede Natura e mesmo ao lado do Sítio Classificado da Fonte Benémola. Para além de um campo de golfe de 18 buracos, inclui a construção de 1 hotel de 5 estrelas, 12 blocos de apartamentos e 35 moradias.

Os promotores – um grupo finlandês – deverão investir cerca de 100 milhões de euros.

(Pode consultar o comunicado da Associação Almargem clicando no ficheiro em baixo)




Ver Anexo: Quinta da Ombria.doc







Quinta da Ombria: Ambientalistas querem travar projecto

A associação ambientalista Almargem quer apresentar uma queixa à Comissão Europeia para travar o projecto da Quinta da Ombria, Loulé, iniciativa aceite pelo presidente da Câmara.

O projecto, previsto para o interior de Loulé, arrasta-se há mais de uma década e já foi alvo de uma queixa apresentada pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN) à Comissão Europeia, que ainda não encerrou o processo.

O Plano de Pormenor do empreendimento turístico e imobiliário que se estende por uma área de 144 hectares entra hoje em vigor, depois de ter sido publicado quinta-feira em Diário da República.

A Quinta da Ombria, que ocupa terrenos inseridos na Rede Natura 2000, deverá ter um clube de golfe, um aldeamento turístico de 4 estrelas, um hotel de 5 estrelas e dezenas de moradias, num total de 1.700 novas camas.

Em declarações à Lusa, Luís Brás, da Almargem, disse que, apesar de o processo estar a avançar legalmente, não é tarde para apresentar uma queixa às instâncias europeias, tal como já fez, em 2004 a LPN.

"Estamos a trabalhar na fundamentação da queixa que queremos que avance o mais depressa possível", afirmou, argumentando que o recurso à Comissão Europeia se baseia no facto de "já estarem esgotadas todas as hipóteses".

Por seu turno, o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, mostrou-se satisfeito com a aprovação e publicação do Plano de Pormenor da Quinta da Ombria e afirma "compreender" a posição dos ambientalistas.

"Acho bem que façam [a queixa] para que fiquem dissipadas todas as dúvidas", disse à Lusa, estranhando, contudo, que a Almargem ainda se questione sobre um projecto que já passou no Estudo de Impacte Ambiental.

"Se acham que ainda têm dúvidas sobre um projecto que já foi objecto de discussão pública, que vai gerar emprego e contribuir para desenvolver uma zona deprimida do concelho, então que o façam", afirmou.

Seruca Emídio ressalvou ainda que a autarquia vai zelar para que sejam cumpridas todas as condicionantes ambientais inerentes ao projecto que, diz, "só tem a ganhar se contribuir para a preservação do ambiente".

Já os ambientalistas acham que a Quinta da Ombria não passa de "uma cópia importada do mesmo litoral massificado", apontando o projecto como um verdadeiro exemplo da desajustada política de ordenamento.

A Almargem critica o facto de o empreendimento, que atravessará as freguesias de Querença e Tôr, incidir sobre zonas classificadas não só como Rede Natura como também Reserva Ecológica Nacional (REN) e Reserva Agrícola Nacional (RAN).

Considera ainda que as cerca de 1.700 camas inerentes ao projecto esgotam totalmente a capacidade de acolhimento prevista no Plano Director Municipal (PDM) de Loulé, duplicando de um momento para o outro a população residente no conjunto das duas freguesias.



Fonte: www.observatoriodoalgarve.com

Criminalidade - Vandalismo - Podridão

TAVIRA: Assalto “decorado” a graffiti


Uma sala do 1º Ciclo, a funcionar na Escola Básica Integrada com Jardim-de-infância D. Manuel I, em Tavira, foi assaltada durante a noite. No exterior, um graffiti deixado na parede marca o testemunho da passagem pelo local.

O presidente do conselho executivo do Agrupamento Vertical de Escolas D. Manuel I, José Horta, em declarações à rádio Gilão FM, desvaloriza o sucedido e confirma que foi roubado um computador do interior da sala, na noite de quinta para sexta-feira.


“Roubaram um computador, mas a sala não foi vandalizada”, diz o responsável que acrescenta: “ficaram algumas pinturas registadas no exterior da escola”, referindo-se a umas pinturas na parede lateral e alguns rabiscos nos vidros das janelas.

José Horta acredita que se trata de “um caso isolado” e sustenta que não é comum acontecerem este tipo de situações naquele agrupamento de escolas.

A PSP foi chamada ao local e vai avançar com um inquérito para averiguar possíveis responsáveis. Por enquanto, não existem suspeitos para o sucedido e desconhece-se quantas pessoas estiveram envolvidas.



Fonte: www.observatoriodoalgarve.com




Caso isolado?! Também papagaiavam que os Homicídios de Oeiras e Sacavém não era crime organizado, mas a PJ já comunicou que usaram a mesma arma. Não vale a pena andarem a atirar areia para os olhos dos portugueses, porque existe sim senhora grupos de gangs bem organizados de norte a sul, no qual o sistema teima em afirmar que a criminalidade não aumentou.
Esses senhores do avental mentem com os dentes todos quando abrem a boca.

O dia da Vitória chegará e será Justo!



quinta-feira, março 06, 2008

Preso Politico

Portugal muda de escrita dentro de seis anos

Novo acordo ortográfico


O governo comprometeu-se hoje a adoptar as medidas adequadas a garantir o necessário processo de transição, no prazo de seis anos, para a aplicação plena das alterações contempladas no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

A decisão consta da proposta de resolução que aprovou, em conselho de ministros, o Acordo do Aegundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico. No final do ano passado, a então ministra da Cultura Isabel Pires de Lima sugerira um prazo mais amplo para a transição: 10 anos.

Em declarações à Lusa, Malaca Casteleiro rejeitara então como excessivo o prazo proposto, asseverando ser suficiente, para as necessárias alterações, metade do que pedira a ministra. Hoje, também à Lusa, o professor e académico considerou "razoável" o prazo avançado pelo governo e congratulou-se por, finalmente, uma decisão ter sido tomada pelo governo.

A proposta de resolução foi tornada pública pouco tempo depois de escritores de nomeada, portugueses e africanos - Mia Couto, Pepetela, Eduardo Lourenço, entre outros -, terem minimizado a importância de aprovação do Acordo e de instituições como a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) apelarem à realização de um debate público prévio.

Na Assembleia da República, órgão a que competirá aprovar a resolução do governo, prepara-se entretanto uma conferência internacional e uma audição pública organizadas pela Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura.

Segundo o presidente daquela Comissão, Luís Marques Guedes, trata-se de "uma iniciativa concertada" com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e "em princípio" decorrerá a 7 de Abril, "durante todo o dia".

Além de representantes da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras, as instituições que negociaram as bases científicas do acordo, serão ouvidos responsáveis da SPA e da APEL, entre outras entidades. O programa inclui também um frente-a-frente entre o escritor e eurodeputado social-democrata Vasco Graça Moura, um dos mais conhecidos adversários do acordo, e o professor Carlos Reis, antigo director da Biblioteca Nacional, que tem a posição contrária.

O que é o acordo? O Acordo Ortográfico foi rubricado em 1991 e deveria ter entrado em vigor em 1994, mas apenas três dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - aprovaram quer o acordo quer os dois protocolos modificativos entretanto estabelecidos ao mais alto nível entre os oito países.

O segundo desses protocolos, de 2004, prevê que é suficiente a ratificação do texto por três países para que o mesmo entre imediatamente em vigor nesses países.

O Protocolo Modificativo foi assinado por todos os países lusófonos, mas apenas ratificado inicialmente pelo Brasil e Cabo Verde, tendo em Agosto de 2006 sido ratificado igualmente por São Tomé e Príncipe, passando juridicamente a estar em vigor. Como qualquer acordo internacional, o referido protocolo tem de ser ratificado pela Assembleia da República, mediante proposta do governo. Segundo especialistas, as modificações propostas no Acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal.

Os portugueses deixarão, por exemplo, de escrever "húmido" para usar a nova ortografia - "úmido". Desaparecem também da actual grafia em Portugal o "c" e o "p" nas palavras em que estas letras não são pronunciadas, como em "acção", "acto", "baptismo" e "óptimo". No Brasil, a mudança será menor, porquanto apenas 0,45 por cento das palavras terão a escrita alterada.

O trema utilizado pelos brasileiros desaparece completamente e ao hífen acontece o mesmo quando o segundo elemento da palavra comece com "s" ou "r", casos em que estas consoantes devem ser dobradas, como em "antirreligioso" e "contrarregra". Apenas quando os prefixos terminam em "r" se mantém o hífen. Exemplos: hiper-realista, super-resistente.

O acento circunflexo sai também de cena nas paroxítonas (palavras com acento tónico na penúltima sílaba) terminadas em "o" duplo ("vôo" e "enjôo"), usado na ortografia do Brasil, mas não na de Portugal, e da terceira pessoa do presente do indicativo ou do conjuntivo de "crer", "ler", "dar", "ver" e os seus derivados. Passará a escrever-se: creem, leem, deem e veem.

No Brasil, o acento agudo deixará de usar-se nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas como "assembleia" e "ideia". Com a incorporação do "k", "w" e "y", o alfabeto deixará de ter 23 letras para ter 26.


Fonte: Observatório do Algarve

sábado, março 01, 2008

O Estado em que estão os nossos Monumentos só demonstra o Estado em que está o nosso País!

Mendes Bota questiona governo sobre Sé de Silves

O deputado do PSD, José Mendes Bota, enviou um requerimento ao ministro da Cultura em que exige respostas sobre a situação da Sé Catedral de Silves, “um dos mais importantes templos do distrito de Faro”.

Mostrando sinais de “degradação acentuada há dois anos”, diz o parlamentar, o estado da igreja coloca “em risco a segurança de turistas e devotos está a impedir a realização de cerimónias e a gerar revolta na comunidade”.

Bota recorda que, em resposta a requerimento de Maio de 2007, o Ministério da Cultura tinha informado que a Direcção Regional de Cultura do Algarve ia propor, em sede de Programa Operacional do Algarve, uma candidatura para a recuperação da Sé de Silves.

No requerimento agora enviado, Bota questiona se, caso essa candidatura não seja elegível, “quando e como irá o Ministério da Cultura proceder à recuperação da Sé de Silves?”.

Noticia Retirada: Diário da Região Sul



A câmara municipal preocupa-se mais com a novíssima
Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânea de Silves, essa cultura invasiva é que tem de ser preservada, agora um monumento europeu e característico da nossa cultura não tem interesse nenhum para a senhora Isabel Soares, não irá concerteza enriquecer os seus negócios com os empresários muçulmanos que estão instalados no Algarve.
Infelizmente é o que nos espera...não só no Algarve, como por todo o Portugal os interesses económico-políticos estão acima da nossa herança, da nossa estirpe, de toda a beleza que um testemunho histórico nos pode dar. Para os Pulhas, como essa senhora que não tem nada de honesta, muito pelo contrario, algum dia irão ter de pagar pelos seus actos.