Primeira obra do Polis da Costa inaugurada em Outubro
É o maior Polis do país, com cerca de 600 hectares. Tinha conclusão prevista para 2006, mas tal objectivo só deverá ser atingido em 2012.
O Plano de Pormenor do Jardim Urbano, na Mata de Santo António, será o primeiro dos sete que compõem o Polis da Costa de Caparica a ser inaugurado, ainda que de fora fiquem os 144 fogos do plano especial de realojamento (PER). “A conclusão está prevista para Outubro estando tudo já em fase de acabamentos”, avançou fonte da CostaPolis, entidade que gere este Polis, ao MS.
A obra, que se iniciou há um ano, inclui a recuperação da vegetação, a construção de dois parques infantis, um parque de merendas, campos polidesportivos e dois restaurantes. Segundo o presidente da junta de freguesia da Costa de Caparica, António Neves, os fogos já “não se destinam a PER, mas antes a habitações para casais jovens da Costa”. No entanto, a oposição socialista da Assembleia de Freguesia sempre se manifestou “contra a construção de habitação na Mata de Santo António” e a cedência dos terrenos, que são da junta, à Câmara de Almada, para que se inicie a construção, tem vindo a ser chumbada constantemente.
Ricardo Martins, do PS local, adiantou ainda que em tribunal está também já a construção da estrada que passaria junto a estes 144 fogos. “Construir esta estrada é uma indicação de que a seguir se vão construir as habitações”, afirma. Paralelamente existe uma zona do Jardim Urbano que não estará concluída em Outubro, devido a uma providência cautelar interposta por um restaurante que ali existia.
SEIS PLANOS POR CONCLUIR
Entretanto decorrem também as obras na frente de praias urbanas, com data prevista de conclusão para Março de 2009. Um plano que contempla 27 novos apoios de praia, para substituir os actuais.
Os concessionários que têm os seus negócios na zona queixam-se de alguns constrangimentos provocados pelas obras, mas consideram que a intervenção é necessária e já devia ter chegado mais cedo. “Estamos com os acessos fechados, o que faz com que tenhamos menos 70% de clientes, no entanto considero que é uma obra essencial”, diz Pedro Tchen, do Bar Marcelino. O sócio, Rui Samuel, queixa-se ainda que as datas previstas para entregar os novos apoios de praia terão de ser cumpridas, pois “um novo bar demora dois meses a pôr em funcionamento e, se não vierem com a devida antecedência, perdemos logo parte da época balnear”.
Mais atrasados estão os restantes planos. O projecto de execução do Plano de Pormenor do Bairro do Campo da Bola “já foi adjudicado e está a ser elaborado”, adiantou a CostaPolis. No entanto está ainda a decorrer uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada interposta pelos moradores deste bairro, que “recusam ocupar apenas cerca de dois hectares de terreno quando actualmente ocupam em média 6,92 hectares”, confirmou o advogado dos moradores, João Vaz.
O processo de expropriação dos terrenos no Pinhal do Inglês, para onde serão deslocados os parques de campismo das praias de transição, “está em curso”, bem como o respectivo projecto de execução, garante a CostaPolis. Quanto à ER 377/2, que será a principal via de acesso aos parques, encontra-se em fase de discussão pública da avaliação de impacte ambiental.
O Plano das Praias Equipadas está a ser sujeito a reformulação, depois da discussão pública em que a escassez de estacionamento e dimensões dos apoios de praia foram muito contestados. O Plano das Praias de Transição entrará em breve na fase de discussão pública e ao da Frente Urbana e Rural Nascente falta ainda obter os pareceres da comissão técnica.
O MAIOR POLIS DO PAÍS
O Programa de Requalificação Urbana e de Valorização Ambiental da Costa de Caparica deveria ter sido concluído em 2006. No entanto, um ano depois, apenas um dos sete planos de pormenor está prestes a ser inaugurado, ainda que com algumas arestas por limar. Uma nova reprogramação física e financeira daquele que é o maior Polis do país, abrangendo uma área de 600 hectares, definiu 2012 para a conclusão deste projecto, iniciando-se a liquidação da sociedade CostaPolis (60% Estado e 40% município de Almada) em 2011.
O investimento total deste Polis é de 199,6 milhões de euros. O objectivo é requalificar uma zona balnear visitada anualmente por milhões de pessoas.
O QUE TRARÁ DE NOVO CADA PLANO DE PORMENOR?
JARDIM URBANO
Da autoria da Diâmetro, Gabinete de Estudos e Projectos Lda., este plano, com um custo de 4,2 milhões de euros, abrange uma área de 14,5 hectares da Mata de Santo António. Inclui a recuperação da vegetação, a construção de dois parques infantis, um parque de merendas, campos polidesportivos, dois restaurantes e 144 fogos em dois edifícios em banda.
BAIRRO DO CAMPO DA BOLA
Este plano, da autoria da Bruno Soares Arquitectos Lda., abrange 10,4 hectares e pretende criar o conceito de nova Alameda do Mar, ligando a Av. Humberto Delgado à Av. D. Sebastião. Contempla ainda um novo mercado, uma sede para a Junta de Freguesia da Costa, habitação no âmbito do PER, um ATL, um centro de apoio a idosos, áreas comerciais, estacionamento e espaços verdes e de lazer.
NOVOS PARQUES DE CAMPISMO
Os parques de campismo das praias de transição irão ocupar 42,7 hectares dos 96 que este plano de pormenor abrange (o restante serão áreas verdes) na zona do Pinhal do Inglês. A proposta de lotação dos novos parques (cerca de 17 700 utentes) tem vindo a ser criticada pelos ambientalistas, que afirmam que o pinhal, a nordeste da Fonte da Telha, sofrerá impactos negativos. O projecto é da autoria da Biodesign, Arq. Paisagista.
PRAIAS EQUIPADAS
Com 139 hectares (entre as praias da Rainha e da Bela Vista), este plano, da autoria da Baixa Atelier de Arquitectura, visa recuperar o sistema de vegetação e o cordão dunar e qualificar os acessos.
O estacionamento e as dimensões dos novos apoios de praia foram amplamente contestados na fase de discussão pública, pelo que, até ao final do ano, o plano está a ser reformulado.
PRAIAS DE TRANSIÇÃO
Depois dos três parques de campismo (Clube de Campismo do Concelho de Almada, Clube de Campismo de Lisboa e Sociedade Filarmónica União Artística Piedense) serem deslocados para o Pinhal do Inglês, os 71,6 hectares de intervenção deste plano (entre a praia do CCCA e a Praia da Riviera e entre o Atlântico e as Terras da Costa) serão requalificados. Serão construídos novos apoios de praia, acessos pedonais e um interface de transportes públicos.
FRENTE URBANA E RURAL NASCENTE
Abrange uma área de 170 hectares, onde se incluem as Terras da Costa, a Av. Aresta Branco e a Praça da Liberdade. O projecto, da Camilo Cortesão e Associados, inclui a requalificação da rede viária e pedonal, prolongamento do IC20, requalificação do mercado e a construção de uma escola básica, um centro de saúde, um centro infantil, biblioteca, centro de apoio a idosos, equipamentos desportivos e estacionamento.
PRAIAS URBANAS
Abrange uma área de 39,5 hectares entre a Praia do Norte e a Nova Praia e entre o mar e a Av. Humberto Delgado. Esta intervenção, com um custo de 21,7 milhões de euros, prevê a construção de um hotel, um posto para a Polícia Marítima, um posto de socorros, um posto de turismo, um centro internacional de surf, a requalificação do paredão, o prolongamento da Av. Humberto Delgado e 27 novos apoios de praia.
O projecto é da autoria do consórcio Santa Rita Arquitectos/W.S. Atkins.
Fonte
Ataegina - deusa do renascimento(Primavera),fertilidade,natureza e cura.O nome Ataegina é originário do celta Ate + Gena (renascimento).Era venerada na Lusitânia e na Bética. Existem santuários dedicados à deusa em Elvas, Mérida e Cáceres na Extremadura espanhola,além de outros locais, especialmente perto do Rio.Era das principais deusas veneradas em Myrtilis(Mértola),Pax Julia(Beja),e especialmente venerada na cidade de Turobriga(Huelva).
sábado, setembro 29, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
EQUINOCIO DE OUTONO


21 a 23 Setembro : Equinocio de Outono
Neste período o dia e a noite estão em equilibrio e a partir desta data o Sol vai-se aproximando do seu ponto mais baixo tornando a noite mais comprida.
O festival das colheitas é realizado em agradecimento às Deusas Mães Criadoras por nos terem proporcionado uma colheita fértil que nos dará alimento durante o inverno.
Ainda hoje em muitas comunidades rurais são realizadas as festas das colheitas cristianizadas, porque foi a única forma de sobreviverem às perseguições levadas a cabo pelos cristãos em nome do seu Deus único e da sua verdade única.
Na Tradição Ibérica, mais ao menos por esta altura são realizadas as celebrações em honra do Deus Lugus.
terça-feira, setembro 25, 2007
Portugalidade...
ALMA PÁTRIA
Excertos de "Arte de ser Português",de Teixeira de Pascoaes
QUALIDADE - Génio de Aventura
No grande Período, cumprimos a Lei de sacrifício, sob a forma de Aventura, enquanto os Povos do Norte, por exemplo, cumprem esta lei de um modo sereno e persistente.Nós cumprimo-la, guiados por uma força de instinto, em ímpetos de expansão dominadora. O instinto conhece a realidade melhor que a inteligência; mas esta calcula o procede reflectidamente, evitando as quedas que sofre aquele, muitas vezes.A nossa herança celto-latina e árabe, tão espontânea e de ansioso aspirar indefinido, subordinou-nos ao génio aventureiro. Tentar destruí-lo é inépcia e loucura, porque ele faz parte integrante do nosso ser. De resto, é uma forma da actividade humana. Devemos educá-lo, amoldando-o, sem o desnaturar, a uma disciplina concordante, consentida, compatível com o poder de iniciativa..
DEFEITO - Falta de Persistência
Podemos dizer que o génio de aventura é uma virtude deste defeito. A aventura não tem continuidade na sua acção. Opera por impulsos que nem sempre se coordenam para um determinado fim. E por isso, a obra empreendida, muitas vezes, morre no seu início.Quando uma virtude ou qualidade enfraquece, logo o seu defeito originário ganha nítido relevo. E assim o génio de aventura, decaído, transformou-se na mais completa falta de persistência. Ela aparece em todas as manifestações da nossa actividade, a cada passo interrompida ou abortada, o que a torna tristemente caricatural.
QUALIDADE - Espírito Messiânico
(…) representa o que há de mais transcendente na personalidade lusitana.O Messianismo aparece com o desastre de Alcácer Quibir, porque a dor, acordando novas qualidades na criatura, transcendentaliza as que ela já possuía. A dor é como um veneno contendo o seu antídoto; esconde na treva de que é feita a matéria de uma nova luz.
E assim, o génio de Aventura, caindo desbaratado, elevou-se depois, religiosamente, em espírito messiânico; e abdicou, neste espírito, o seu poder.
É, portanto o Messianismo a espiritualização da Aventura, a sua incidência religiosa no Infinito, o móbil humano divinizado e individualizado superiormente; o ideal de família, e pátria excedido.
Se esta qualidade tem sido uma coisa vaga, pela névoa sebastianista em que se indefine, podemos, todavia, pressentir as formas da sua futura cristalização…
DEFEITO - Vaidade Susceptível
É outro defeito muito vulgar num Povo que foi grande e decaiu. Inferior e pobre, considera-se ainda possuidor dos bens arruinados. Continua a viver, em sonho, o poderio perdido. Mas, como toda a vida fantástica pressente o próprio nada que a forma, torna-se, por isso mesmo, de uma susceptibilidade infinita, sangrando dolorosamente, ao contacto de qualquer coisa de real que, junto dela, se ponha em contraste revelador da sua alusória aparência.
O português é um herdeiro esbulhado dos seus bens materiais e espirituais. Mas vão dizer-lhe que é pobre !Suprema ofensa ! Não ignora a sua pobreza, porque é vaidoso, mas quer que os outros a ignorem; e serve-se para isso, de todos os meios que iludem, criando o seu drama em que é autor e actor.
QUALIDADE - Sentimento de Independência e Liberdade
Independência, liberdade, quer dizer vida; e vida quer dizer - concordância entre o meio e o fim, obediência do condicional ao absoluto, sacrifício do inferior ao superior, do criador individual e animal à criatura espiritual.
Portugal foi livre, enquanto foi português nas suas obras, enquanto soube realizá-las, obedecendo apenas à sua Vontade vitoriosa.
Sem actividade criadora não há liberdade nem independência. Cada instante de liberdade é preciso construí-lo e defendê-lo como um reduto. Representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e a vida nas horas de guerra.
DEFEITO - Inveja
O sentimento de independência, o poder de individualidade, é também a virtude deste defeito.
A vil tristeza apagou-nos o carácter, o dom de ser. Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade.Imaginamos, embora erradamente, que a falta de seres vivos, em volta de nós, dá ao nosso ser presença viva.
A Inveja ! Nós vêmo-la, nas trevas, farejar : é um esqueleto de hiena visionando um cemitério…
QUALIDADE - Saudade
A saudade, no mais alto sentido, significa a divina tendência do português para Deus.
DEFEITO - Vil Tristeza
Na sua expressão decadente, patológica, representa a tendência do português para o fantasma.
In Arte de Ser Português, Teixeira de Pascoaes
Excertos de "Arte de ser Português",de Teixeira de Pascoaes
QUALIDADE - Génio de Aventura
No grande Período, cumprimos a Lei de sacrifício, sob a forma de Aventura, enquanto os Povos do Norte, por exemplo, cumprem esta lei de um modo sereno e persistente.Nós cumprimo-la, guiados por uma força de instinto, em ímpetos de expansão dominadora. O instinto conhece a realidade melhor que a inteligência; mas esta calcula o procede reflectidamente, evitando as quedas que sofre aquele, muitas vezes.A nossa herança celto-latina e árabe, tão espontânea e de ansioso aspirar indefinido, subordinou-nos ao génio aventureiro. Tentar destruí-lo é inépcia e loucura, porque ele faz parte integrante do nosso ser. De resto, é uma forma da actividade humana. Devemos educá-lo, amoldando-o, sem o desnaturar, a uma disciplina concordante, consentida, compatível com o poder de iniciativa..
DEFEITO - Falta de Persistência
Podemos dizer que o génio de aventura é uma virtude deste defeito. A aventura não tem continuidade na sua acção. Opera por impulsos que nem sempre se coordenam para um determinado fim. E por isso, a obra empreendida, muitas vezes, morre no seu início.Quando uma virtude ou qualidade enfraquece, logo o seu defeito originário ganha nítido relevo. E assim o génio de aventura, decaído, transformou-se na mais completa falta de persistência. Ela aparece em todas as manifestações da nossa actividade, a cada passo interrompida ou abortada, o que a torna tristemente caricatural.
QUALIDADE - Espírito Messiânico
(…) representa o que há de mais transcendente na personalidade lusitana.O Messianismo aparece com o desastre de Alcácer Quibir, porque a dor, acordando novas qualidades na criatura, transcendentaliza as que ela já possuía. A dor é como um veneno contendo o seu antídoto; esconde na treva de que é feita a matéria de uma nova luz.
E assim, o génio de Aventura, caindo desbaratado, elevou-se depois, religiosamente, em espírito messiânico; e abdicou, neste espírito, o seu poder.
É, portanto o Messianismo a espiritualização da Aventura, a sua incidência religiosa no Infinito, o móbil humano divinizado e individualizado superiormente; o ideal de família, e pátria excedido.
Se esta qualidade tem sido uma coisa vaga, pela névoa sebastianista em que se indefine, podemos, todavia, pressentir as formas da sua futura cristalização…
DEFEITO - Vaidade Susceptível
É outro defeito muito vulgar num Povo que foi grande e decaiu. Inferior e pobre, considera-se ainda possuidor dos bens arruinados. Continua a viver, em sonho, o poderio perdido. Mas, como toda a vida fantástica pressente o próprio nada que a forma, torna-se, por isso mesmo, de uma susceptibilidade infinita, sangrando dolorosamente, ao contacto de qualquer coisa de real que, junto dela, se ponha em contraste revelador da sua alusória aparência.
O português é um herdeiro esbulhado dos seus bens materiais e espirituais. Mas vão dizer-lhe que é pobre !Suprema ofensa ! Não ignora a sua pobreza, porque é vaidoso, mas quer que os outros a ignorem; e serve-se para isso, de todos os meios que iludem, criando o seu drama em que é autor e actor.
QUALIDADE - Sentimento de Independência e Liberdade
Independência, liberdade, quer dizer vida; e vida quer dizer - concordância entre o meio e o fim, obediência do condicional ao absoluto, sacrifício do inferior ao superior, do criador individual e animal à criatura espiritual.
Portugal foi livre, enquanto foi português nas suas obras, enquanto soube realizá-las, obedecendo apenas à sua Vontade vitoriosa.
Sem actividade criadora não há liberdade nem independência. Cada instante de liberdade é preciso construí-lo e defendê-lo como um reduto. Representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e a vida nas horas de guerra.
DEFEITO - Inveja
O sentimento de independência, o poder de individualidade, é também a virtude deste defeito.
A vil tristeza apagou-nos o carácter, o dom de ser. Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade.Imaginamos, embora erradamente, que a falta de seres vivos, em volta de nós, dá ao nosso ser presença viva.
A Inveja ! Nós vêmo-la, nas trevas, farejar : é um esqueleto de hiena visionando um cemitério…
QUALIDADE - Saudade
A saudade, no mais alto sentido, significa a divina tendência do português para Deus.
DEFEITO - Vil Tristeza
Na sua expressão decadente, patológica, representa a tendência do português para o fantasma.
In Arte de Ser Português, Teixeira de Pascoaes
domingo, setembro 23, 2007
INICIATIVA 4 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DO ANIMAL!

Associação "Os Amigos dos Animais de Almada"
Não Abandone o seu Animal! É um Amigo que Perde...
DIA DO ANIMAL
4 DE OUTUBRO
Um grupo de amigos dos animais lançou a ideia de se evocar, no dia 4 de Outubro, Dia Mundial do Animal, todos os animais maltratados e assassinados por esse Mundo fora, em canis camarários, pelas ruas das cidades, abandonados à morte em descampados isolados, em casas vazias e fechadas, enfim, todos os animais que em todos os lugares e de todas maneiras que a maldade do Homem consegue inventar todos os dias são maltratados, torturados e mortos.
Assim, apela-se a todos os que se preocupam com eles e a todos os que gostariam de lhes devolver a dignidade que merecem para que se preste uma singela homenagem não só aos que partiram como também aos que sofrem.
Pede-se a todos os que se preocupam que no dia 4 de Outubro próximo acendam uma ou várias velas nos parapeitos das suas janelas e, em simultâneo, usem um laço de duas fitas, uma azul-celeste e outra negra, simbolizando, respectivamente, o céu para onde eles partiram e o luto pelas suas mortes.
Divulguem esta iniciativa, por favor! Para que haja ao menos alguém que pergunte qual o sentido desta manifestação e seja consciencializado da necessidade de defendermos aqueles que connosco partilham a Terra:
Não Abandone o seu Animal! É um Amigo que Perde...
DIA DO ANIMAL
4 DE OUTUBRO
Um grupo de amigos dos animais lançou a ideia de se evocar, no dia 4 de Outubro, Dia Mundial do Animal, todos os animais maltratados e assassinados por esse Mundo fora, em canis camarários, pelas ruas das cidades, abandonados à morte em descampados isolados, em casas vazias e fechadas, enfim, todos os animais que em todos os lugares e de todas maneiras que a maldade do Homem consegue inventar todos os dias são maltratados, torturados e mortos.
Assim, apela-se a todos os que se preocupam com eles e a todos os que gostariam de lhes devolver a dignidade que merecem para que se preste uma singela homenagem não só aos que partiram como também aos que sofrem.
Pede-se a todos os que se preocupam que no dia 4 de Outubro próximo acendam uma ou várias velas nos parapeitos das suas janelas e, em simultâneo, usem um laço de duas fitas, uma azul-celeste e outra negra, simbolizando, respectivamente, o céu para onde eles partiram e o luto pelas suas mortes.
Divulguem esta iniciativa, por favor! Para que haja ao menos alguém que pergunte qual o sentido desta manifestação e seja consciencializado da necessidade de defendermos aqueles que connosco partilham a Terra:
os Animais!
quarta-feira, setembro 19, 2007
Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
Álvaro de Campos
Analise:
Ele fala do cansaço assumido como coisa em si mesma, sem já ser condição. Este tédio soa muito a desapontamento, a conclusões falhadas, objectivos não atingidos.
Aqui Campos ironiza com aqueles que pretendem ter maiores pretensões do que aquelas que ele acha possível. Há quem ame o infinito - os amantes do conhecimento, os filósofos e os religiosos; há quem deseje o impossivel - os sonhadores, os ambiciosos; há quem não queira nada - os pessimistas, os humildes. Todos eles - segundo Campos - erram, por serem idealistas.
Ele ama infinitamente o finito - ou seja, quer tudo no nada, quer a compreensão subtil do desconhecido - quer o paradoxo, inatingível, mas contínuo na sua loucura.
Campos-Pessoa está cansado por não ter atingido o que para os outros é tão fácil, porque os outros não duvidam, são empreendedores, mesmo quando nada desejam. Deixam.se à vida, serenos ou irados, mas completos, humanos, que vivem e que morrem sem perguntas. Campos-Pessoa não é um ser assim, pois em si mesmo rumina uma intensa intranquilidade, que ele justifica como cansaço, não-agir, em razão de não aceitar o seu fracasso no mundo."
E eu sinto-me um pouco assim...
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