domingo, setembro 09, 2007

Saudar é Inerente ao Ser Civilizado!


A Saudação Romana - Por Pierre Sidos

A civilização é primeiramente a cortesia. Todos concordam em dizer que ser polido é a marca de um ser civilizado. Civilizado corresponde, por conseguinte, em primeiro lugar, em observar os usos societários, da educação e da cortesia. A saudação seja pela palavra, pela escrita ou pelo gesto, constitui assim os primeiros índicios da educação, do respeito, da diferença.


O símbolo mais corrente

Saudar alguém ou algo, é homenagear um ser, uma obra, um princípio. Entre as saudações as da cabeça ou da mão são as mais correntes. Desde há milénios, sempre que um homem compromete-se a servir, jure dizer a verdade, promete ter palavra, afirma a sua honestidade, encontra um amigo ou exprime a sua gratidão, levanta naturalmente o braço direito, mais ou menos elevado, com a mão bem aberta. Este sinal de compromisso, de boas-vindas, de amizade, é inegavelmente o símbolo mais usual da humanidade civilizada.

Do legionário de Roma ao bardo céltico, do atleta olímpico ao cavaleiro medieval, do federado do Campo de Marte ao soldado frente à bandeira, o braço direito levantado com a palma da mão visível foi e será o gesto ritual da humanidade autêntica, aquela que crê, que trabalha, que luta e joga de forma franca. Quanto ao emprego sistemático deste gesto no mundo político contemporâneo, do início da Itália mussoliniana ao estabelecimento da Espanha franquista, ou na própria França, é necessário compreender que a mão aberta brandida respondia à mão fechada, ao punho odioso e tenso dos marxistas de todas as obediências; opunha-se também à imagem da mão escondida, que designa a aliança das forças ocultas dirigentes e das potências do dinheiro gordo corruptor.


A imagem do Sol em direcção à terra

A mão direita aberta em dirigida para o céu, reflectindo espiritualmente a imagem do sol para a terra, não é um monopólio nacional ou partidário, mas uma parte do património da nossa civilização. Querer reduzir o seu uso a um país em especial ou a uma só categoria ideológica, pretendendo pôr no mesmo saco indistintamente todos os que a utilizaram ou que o fazem ainda, é o objectivo comum e interesseiro dos da mão fechada e da mão escondida, enquanto que apresentada ou estendida a mão aberta sempre foi um sinal universal de paz e de amizade. Para os franceses, sob formas variadas, a saudação romana ou olímpica foi utilizado desde a monarquia do Rei Saint-Luís à república do Marechal Pétain, incluindo durante o período entre as duas grandes guerras do século passado, aquando da grande 8ª Olímpiada, em 1924 em Paris, e na 11ª Olímpiada em 1936 em Berlim, onde toda a equipa nacional francesa participante cumprimentou unanimemente dessa forma a tribuna oficial. A saudação militar francesa pela apresentação do interior da mão direita, é o testemunho persistente deste gesto de sinceridade e de rectidão.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Jare Gody - Poland 2007 - Lindo! Grandioso!




























Jare Gody 2007 - Nokturnal Mortum
































Actualissimo! Ramalho e Eça e as Suas Farpas...Suas e Nossas!




As farpas : chronica mensal da politica das letras e dos costumes / Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz. - 1871-s. 4, n. 3 (Jun. 1883). - Lisboa



Passados mais de cem anos e continuamos na mesma...
Continuamos pobres, sem industria, a agricultura é escassa, reconhecem: o país está perdido, mas a boémia continua, os restaurantes e cafés estão sempre cheios - fala-se de nada, o vazio da sociedade é notável.
A cultura está decadente, o analfabetismo ainda pesa...continua-se a votar naqueles que roubam e é tudo uma alegria quando alguem sobe ao pódio.
O corrupto é levado ao colo pelo sistema, mas grave ainda, é que o povo aplaude...

A Crise!? Qual Crise!? Há sopa na mesa e futebol! O resto é conversa...
Haja Bom Senso!











terça-feira, setembro 04, 2007

Que Seja Para Ter Sucesso! Salvar O Lince Do Exterminio!









Portugal e Espanha assinam acordo para recuperar espécie felina.Uns dariam tudo para o ver, mesmo ao longe e por breves segundos. Outros só sabem dele o que ouviram dizer, quase como se de um mito se tratasse. Há até os que juram tê-lo avistado recentemente, contrariando todas as probabilidades. Mas o que até agora foi privilégio de muito poucos poderá ser acessível a todos no futuro. Portugal e Espanha juntam hoje esforços para fazer retornar à Península Ibérica o felino mais ameaçado do mundo: o lince.Só existem duas populações de lince na península, em Doñana e Andujár, na Andaluzia, contabilizando 150 exemplares. Há dez anos eram mil e avistavam-se no lado de cá, na Serra da Malcata e na de Monchique e do Caldeirão. Na origem da pré-extinção está a fragmentação das populações, a pouca disponibilidade de presas e a regressão dos matagais mediterrânicos devido à reconversão dos solos.

A construção de um centro de reprodução em cativeiro em Portugal é apenas parte de um trabalho conjunto entre entidades espanholas e nacionais. O protocolo hoje assinado prevê ainda a recuperação de habitats naturais e a reintrodução dos novos animais no meio natural. "Somos os guardiões desta espécie e seria uma vergonha dois países desenvolvidos deixarem-na extinguir-se", afirmou ao DN o secretário de Estado do Ambiente. Humberto Rosa atribui a chacota com que em Portugal alguns se referem a esta espécie emblemática ao facto de o lince ser difícil de avistar e da quantidade de exemplares ter declinado drasticamente no passado.O animal abriga-se em locais pouco acessíveis e, nas suas actividades crepusculares e nocturnas, evita o contacto com o homem. A sua contabilização faz-se por métodos indirectos, através de dejectos comprovados com análise de DNA. É em Silves que surgirá no próximo ano o centro de reprodução. A sua construção estará concluída no fim de 2008 e os animais que vão colaborar no processo reprodutivo virão de Doñana em 2009.O momento da sua libertação no espaço natural é impossível de prever pois requer condições muito específicas. Mas não deverá ser antes de 2011. "Não podemos dizer que hoje haja um habitat pronto para acolher o lince", considera o governante, não obstante vários projectos lançados na Serra da Malcata e que aumentaram as presas para o lince, através do repovoamento de coelho bravo, da abertura de pastagens e da criação de abrigos artificiais.Vai ser uma comissão mista a definir os locais da reintrodução da espécie. Numa primeira fase serão lançados num enorme cercado e depois no meio natural. Multiplicar-se-ão os indivíduos destinados a reforçar as populações existentes ou a fundar outras. O facto da população existente ser pequena impede que se consiga preservar todo o património genético actual da espécie, alerta José Paulo Martins, dirigente da Quercus e especialista em conservação. "Muito já se perdeu. Eram milhares de exemplares. Agora são tão poucos que o que os distingue não pode ser muito", afirma. "Quanto maior for a diversidade da espécie, maior a capacidade de resistir a ameaças como doenças ou mudanças climáticas. Pois quando o habitat muda nem todos sobrevivem."