quarta-feira, julho 25, 2007

Garbe: Roteiro pelas cidades, vilas e aldeias do Interior.Parte II



Começo o percurso pelo meu lindo Algarve, e primeiramente vou falar da minha Cidade: Silves, Cidade da Prata.

O Concelho de Silves divide-se nas freguesias de: Alcantarilha; Algoz; Armação de Pêra; Pêra; São Bartolomeu de Messines; São Marcos da Serra; Silves; Tunes

Silves ja foi capital do Algarve e possui um dos mais belos castelos da província construídos em grés vermelho da região.
O aspecto de anfiteatro da sua vila dá um ar medieval com as casas colina abaixo desde o Castelo até ao rio Arade.
O sítio é recheado de vestígios arqueológicos como o Largo do Município, o Pelourinho, as Portas da Cidade e os Paços do Concelho. Também se impõe uma visita à Sé Catedral e à Igreja da Misericórdia.
A Cruz de Portugal localizada à saída da cidade em direcção a Enxerim, recorda uma vez mais que a religião católica tem e teve um papel preponderante em todo o país.
A visita ao Museu Municipal de Arqueologia e ao Museu da Cortiça na Fábrica do Inglês, proporciona um local agradável onde assistir a diversos espectáculos especialmente nos meses de Verão tal como a Festa da Cerveja que tem lugar em Julho.
No trajecto até Silves percorremos a grande extensão rural que preenche o segundo maior concelho do Algarve e onde se observa pomares a perder de vista. Este cultivo ancestral deixa no ar o cheiro da flor de laranjeira, perfume inconfundível e tão característico do Algarve.
Na gastronomia, salienta-se o coelho com molho escuro e o bacalhau abafado (receita). Nos doces, experimente o morgado de Silves ou as meias luas.
O Museu Rural da Quinta dos Avós localiza-se no Algoz e proporciona-lhe um ambiente de calma e paz onde pode saborear os deliciosos bolos confeccionados pela anfitriã, podendo ser acompanhados por uma agradável infusão de chá à sua escolha. Saindo de Algoz e na direcção de Messines encontrará o Krazy World, um parque de diversão com piscinas e mini-golf assim como espectáculos de animais e um pequeno zoo. Deixando um pouco a serra, poderá visitar Pêra, uma pequena povoação do concelho, com traços ainda do séc. XIX e inícios do séc. XX. Das suas igrejas, a Paroquial e a de S. Francisco permitem desfrutar de uma magnífica vista sobre o mar e os campos. É junto ao mar que se encontra Armação de Pêra, uma vila hoje essencialmente dedicada ao turismo graças à grandeza das suas praias, como a de Armação e da Praia Grande que são formadas de enorme extensão de areias douradas. Entre Pêra e Algoz decorre de Maio a Setembro a Fiesa, um local de exposição ao ar livre com espantosas construções em areia criadas por artistas do mundo inteiro.


Silves é actualmente uma calma cidade com um pequeno comércio, rodeada pela maior área de cultivo de citrinos de Portugal. Em Silves é também produzida a cortiça a partir da casca da árvore do sobreiro. A Norte dos vales férteis, as colinas cobertas de florestas conduzem à Serra de Monchique. As barragens do Arade e do Funcho são atracções dignas de visita devido à forma como estão bem integradas na paisagem.




terça-feira, julho 24, 2007

GARBE: Desconhecido...Cultura Popular e Tradição! Parte I






O Algarve divide-se em três partes distintas, todas elas de grande beleza paisagística:




- O litoral constitui a maior parte da actividade económica regional. A costa algarvia é, a nível paisagístico, muito diversificada, variando entre costas abruptas, areais extensos, lagunas recortadas, sapais e outras formações dunares. As rochas predominantes são na sua maioria do tipo sedimentar (como é o caso dos arenitos e dos conglomerados). O litoral tem uma baixa altitude e é, essencialmente, constituído por relevos aplanados, dispostos por campinas e várzeas.




- O barrocal é um local de transição entre o litoral e a serra, sendo constituído por rochas calcárias e xistosas. Também conhecida por beira-serra, esta zona é, tradicionalmente, a principal fornecedora de produtos agrícolas do Algarve.




Percursos do Barrocal à Serra do Caldeirão




Um percurso por entre rosmaninhos, tomilhos, estevas, alfarrobeiras e sobreiros, convivendo com a hospitalidade das gentes, que fazem pão de alfarroba ou rolão, o medronho e o chouriço. Encontramos as artes e ofícios locais, testemunhos de um saber antigo. Cestos e tapetes de palmeira-anã, cintos e malas em couro, peças em cobre, ferro, latão ou barro, com trapos, linho ou algodão.




Pelos caminhos desconhecidos encontramos fontes de água cristalinas que antes moveram moinhos e azenhas. A Fonte da Benémola, um paraíso recôndito, situada entre Querença e Tôr. Área protegida de conservação da natureza com ecossistemas de grande importância, tanto do ponto de vista geológico e paisagístico, como em termos da fauna e flora. Um espaço com 390 hectares de grande beleza, rico em espécies arbóreas e arbustivas pouco frequentes no Algarve e com uma exclusividade de animais, que impõem a necessária protecção à vida selvagem da região.



Ao longo da Ribeira da Menalva, que percorre o sítio classificado da Fonte da Benémola, a água conserva uma flora abundante e diversificada, paramos o olhar na beleza singela do salgueiro e do freixo, tamargueiras e folhados, por entre os canaviais, os silvados e os loendros.




Rocha da Pena: Miradouro sobre o barrocal




O Sítio da Rocha da Pena, local classificado que beneficia de protecção ambiental, é um dos melhores miradouros sobre o barrocal algarvio, onde podem contemplar-se curiosidades geológicas e diversas espécies de fauna e flora associadas à região.Localizado entre Benafim e Salir, este maciço rochoso, com extensão superior a 600 hectares e altitude máxima de 479 metros, possui um relevo agreste, de que se destaca uma cornija calcária com 50 metros de altura, e abrange um planalto com cerca de dois quilómetros de comprimento. Espaço geográfico interessante e aprazível onde é possível apreciar uma flora rica e variada, composta por mais de 390 espécies de plantas - endémicas, medicinais e aromáticas - características das formações do barrocal. Destas destacam-se a bonita rosa albardeira, a milfurada, as orquídeas selvagens, o alecrim e o rosmaninho perfumado.Entre os muitos animais que aqui habitam, sobressaem as grandes aves de rapina como a águia de Bonelli, a águia de asa redonda e o bufo-real, mas existem muitas outras espécies a patrulhar o ar, como o abelharuco, que escava o seu ninho nos taludes dos terrenos, o pica-pau-malhado-grande e os chapins. Os coelhos bravos e os ouriços partilham o território com raposas, ginetas, saca-rabos e javalis de pequeno porte. Uma paisagem agreste, que se estende até ao mar distante, convidativa a passeios pedestres. Também os amantes da escalada procuram frequentemente este lugar para a prática da modalidade, tirando partido das escarpas abruptas que a natureza concebeu. As grutas formadas pela acção da água na rocha calcária, também são locais de eleição para explorar e conhecer.




As actividades tradicionais praticadas na área protegida da Rocha da Pena estão essencialmente relacionadas com a agricultura de subsistência e com a pastorícia.A apanha de frutos secos é frequente, pois a Alfarrobeira, a Amendoeira e a Figueira são as árvores características dos solos do Barrocal Algarvio.É frequente observar-se rebanhos de ovelhas e cabras guiados pelo seu pastor.




No topo da Rocha da Pena destaca-se o Algar dos Mouros, uma gruta historicamente conhecida por ter sido ali que os mouros se refugiaram aquando da reconquista de Salir por D. Paio Peres Correia.
Os amuralhamentos de pedra, existentes no topo do sítio classificado, possivelmente da Idade do Ferro, terão sido utilizados outrora como estratégia de defesa. Um portal em arcada e uma chaminé datada de 1827 existentes na aldeia da Penina, além de dois moinhos de vento, conhecidos como os moinhos da Pena, são outros locais de interesse que vale a pena ver.










- A serra, que ocupa 50% do território, é formada, essencialmente, por rochas xistosas e algumas graníticas (neste último caso em Monchique, onde existe um maciço de sienito nefelínico). Os principais conjuntos montanhosos são a Serra de Espinhaço de Cão, a Serra de Monchique (onde se localiza a Foia que tem a maior altitude do Algarve: 900 metros) e a serra do Caldeirão ou .




No norte do Algarve, as serras de Espinhaço de Cão, Monchique e Caldeirão protegem a costa do vento dominante. É a região mais verdejante e fértil, colorida por figueiras, laranjeiras e amendoeiras em flor.
Ao entrarmos na Serra do caldeirão, entramos também no "outro" Algarve, o das gentes genuínas, das artes tradicionais, da excelente gastronomia. A paisagem muda a sua cor à medida que prosseguimos o passeio. O verde das florestas de eucalipto, sobreiro e pinheiro dá lugar aos campos cultivados de trigo e cevada. Por entre os montes ouvem-se ribeiras correndo. Aqui e ali contactamos com as gentes nos labores diários: um tirador de cortiça, um pastor, um moleiro, uma mulher a trabalhar no tear, nas hortas.




Percorremos as ruas estreitas em pedra, admiramos as chaminés, os fornos, os telhados inclinados, os muros caiados, os pátios e os poiais.




Redescobrimos as artes e técnicas que ainda perduram no artesanato local. Um passeio a pé conduz-nos à tranquilidade e o ar puro transporta o aroma da esteva, do rosmaninho e do mato. Para satisfazermos todos os nossos sentidos, só falta provar o queijo, o vinho, a aguardente, os enchidos, o pão e as filhós.




A Serra é o verdadeiro Algarve desconhecido, intacto e cativante. Promessas de aventura concretizam-se ao palmilhar serras e montes, ao contactar com os habitantes e conhecer hábitos seculares.
Aqui se descobre o folclore algarvio, dança e música popular onde usam roupas e instrumentos muito próprios entoando sintonias alegres.




Durante os meses de Verão estes grupos actuam em diversas Festas e Romarias por todo o Algarve.
Conhecer a produção de aguardente de medronho e licores diversos é algo a não perder.




Os concelhos de Tavira, Silves, Lagoa e Portimão, são característicos pelos seus pomares.
Todavia é habitual encontrar laranjas do Algarve à venda até à beira das estradas e deliciar-se com o seu sumo dourado e doce como o mel.




O figo, a amêndoa e a alfarroba também são típicos do Algarve e constituem um dos principais ingredientes da doçaria regional.
Ategina
nota: o que está a sublinhado contem foto do local
------------------------------------------------------------------------------------------
Uma noticia relacionada com o nosso Algarve desconhecido.
E ainda há quem por iniciativa própria, em nome da preservação da natureza, se dedica a estudar e identificar várias especies de pássaros. Bem haja!
António e os pássaros

Dono de um café num bairro residencial de Faro, António Marques, 46 anos, tem um hobby singular, de que será único praticante em Portugal: recolhe aves selvagens mortas, retira-lhes a anilha e, nessa base, traça a história do animal.

Mas para que isso aconteça, o homem que há 25 anos anilha e "desanilha" pássaros no interior algarvio comunica o achado à central de anilhagem do país onde o animal foi marcado e espera pela sua ficha, uma espécie de bilhete de identidade da ave.

"Só preciso de saber o número da anilha e envio-lhes a data e o local da recaptura. A partir daí, recebo os dados relativos à ave quando foi anilhada, isto é, o seu peso, sexo, idade, cor e a data em que foi anilhada", precisa António Marques, que estima em cerca de 200 as recapturas que fez até hoje.

A anilhagem de pássaros - a que Marques também se dedica - permite aos cientistas estudarem o movimento e hábitos das aves selvagens, tarefa que em Portugal está a cargo do Centro de Estudo de Migrações e Protecção de Aves (CEMPA), criado em 1976, que funciona no âmbito do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Na Europa, a actividade e os seus frutos científicos são centralizados no EURING (União Europeia para a Anilhagem de Aves), que coordena as anilhagens no Velho Continente e Norte de África.
Paladino das recapturas por simples interesse científico, coleccionador de "fichas de vida", vale a António Marques uma grande rede de conhecimentos que lhe permitem ter acesso aos cadáveres das aves selvagens, sobretudo entre os caçadores.

"Sei muita coisa por causa dos caçadores, às vezes há um que me conhece ou que conhece alguém que me conhece e acabo por ficar com a anilha", explica o comerciante, ex-polícia, ex-emigrante na Suécia, sem formação científica na área.

Ressalva que nem sempre a sua actividade é vista com bons olhos entre os homens da caça, às vezes têm medo de lhe dar o aro metálico, pensam que os vai denunciar às autoridades ou aos ambientalistas, que os acusarão de terem matado o animal.

Mas não: António Marques só quer ter na sua posse a ficha da ave e para isso comunica o achado por e-mail ao país cujo código aparece no aro.

Na melhor das hipóteses, passados poucos dias recebe a ficha da ave, explica António Marques: "Os russos, alemães e holandeses são os mais rápidos nas respostas", aponta, esclarecendo que dá sempre conhecimento dessa circulação de fichas ao CEMPA.

"Os piores são os espanhóis, chegam a demorar três anos", esclarece, satisfeito por, apesar de tudo, responderem sempre; "Nunca fiquei sem uma resposta, qualquer que seja o país isto funciona sempre".

Conhecedor das características dos movimentos migratórios das aves que circulam entre a Europa e África, António Marques sabe que, em qualquer recaptura, terá mais hipóteses de que o animal tenha sido anilhado no centro ou leste europeu.

O seu "recorde", materializado numa ficha que mostra com orgulho mal disfarçado, é um minúsculo pisco detectado em São Brás de Alportel, Algarve, que lhe chegou às mãos a 21 de Fevereiro de 2006, com a anilha XL87523, de origem russa, na pata.

"Se nos limitarmos à distância em linha recta, aquela ave pequeníssima percorreu 4.000 quilómetros, mas na rota das aves, isso implica que percorreu o triplo, 12 mil quilómetros", calcula.
Praticamente todas as espécies migratórias de aves selvagens fazem da Península Ibérica local de passagem, depois de passarem o Verão no Leste europeu, antes de se abalançarem até África, no Outono.

Movimentos que nem sempre podem ser percebidos com base nas anilhas de animais já mortos; "Tivemos um verdilhão anilhado aqui, na Fonte da Benémola (Loulé) em 6 de Agosto de 1994 e que foi encontrado morto em Boliqueime a 22 de Dezembro de 2006. Viveu 12 anos e veio morrer ao sítio onde foi marcado com poucos meses de vida", constata.

Mas nem só de aves que completaram o ciclo de vida se faz o cardápio do comerciante de Faro: algumas aves maiores detecta-as ele com os seus binóculos, aponta o código das suas anilhas, inscritos em letras suficientemente grandes para serem visíveis ao longe.

Depois, pede a ficha do animal ao EURING, um autêntico "curriculum vitae" que descreve todos os locais onde a ave foi avistada.Por exemplo, um flamingo que avistou em 2 Abril deste ano na ria de Alvor tinha uma extensa ficha em que se incluía a anilhagem em França a 26/07/2006, um novo avistamento a 23 /12/2006 na ria de Alvor, um outro a 04/03/2007 na Lagoa dos Salgados e, já depois da detecção de 2 Abril em Alvor foi de novo visto nos Salgados 20 dias depois.

Além da detecção de aves anilhadas, vivas ou mortas, António Marques dedica-se também à anilhagem, uma actividade que os ornitólogos consideram indispensável para os estudos científicos.
Já há 25 anos que, mal se consegue libertar do trabalho no café, António Marques ruma à Fonte da Benémola, onde se encontra com os seus amigos da associação ambientalista algarvia Almargem.

Por ali, meia dúzia de entusiastas que trabalham a troco de nada, capturam, anilham, pesam, medem, anotam e libertam verdilhões, guarda-rios, pica-paus, pintassilgos e outros pequenos pássaros, que um dia serão recapturados, vivos ou mortos, e ajudarão a construir uma pequena mas decisiva parcela do conhecimento humano.

segunda-feira, julho 23, 2007

Honrar os Nossos Ancestrais! O Seu Legado Ficará Para Sempre!






O Reino do Povo Konii

Nada é mais revigorante do que trabalhar arduamente para a realização de um propósito de valor, trazer à luz o tão nobre e ilustre Povo Konii, esquecido e ignorado há tantos séculos. Tivemos a honra e o privilégio de levantar o véu que cobria o glorioso passado desse Povo, que formou reinos na face da terra, e deu língua e escrita a outros povos.

Carlos Alberto Basílio Castelo - Investigador de Arqueologia Epigráfica ibérica


GUERREIRO KONII DA CIDADE REAL CONISTORGIS


As construções « sepulcrais megalíticas » que se conservem em Andaluzia e no sul de Portugal, nos dão uma ideia muito elevada da arquitectura dos Konii, pré-Thartessos. Estas construções são do terceiro milénio antes de Cristo, assim como cerâmica e a técnica metalúrgica. A denominação « Konii », era um título deste primitivo povo ibérico, que significava « Fazedores de Konos » se referia aos menires cujo a forma era a representação « Fálica » do ser humano, e eram erguidos nas áreas habitadas de seus Clãs - Famílias pré-históricos. Há provas arqueológicas que os Konii desde os seus antepassados de remota antiguidade, utilizavam os « caracteres iconográficos » da « Arte Rupestre » como meio de « comunicação », e muitos desses caracteres primitivos encontram-se nos nas inscrições de seus descendentes da Idade do bronze e da Idade Ferro no « Alfabeto Konii Ibérico do Sudoeste Peninsular ». Tais caracteres foram preservados ao longo de milénios, e deram origem a outros alfabetos, como os primitivos gregos, etruscos, rúnicos, e também usados na escrita dos povos orientais tais como: o aramaico, hebraico, moabita, fenício. Foram utilizados em especial na primitiva escrita romana, de onde se originou a escrita clássica latina. Esta Escrita Konii Ibérica utilizaram os egípcios antes de inventarem a sua escrita « Sagrada Hieroglífica », nos primórdios do reinado faraónico desde o tempo de « baraon > bharaon > Pharaon » que significava: « Sagrada Criação » do hebraico « bara, criação + on, sagrada ». Este Pharaon ( Faraó ) fora o primeiro filho de Aegiptus filha de Kam e de Aegiptus, que após o Dilúvio se fixou no « Baixo Egipto » no Delta, e a partir dessa época o nome « Pharaon - Pai da Raça Egípcia », passara a ser um Título de todos os reis egípcios. Entre os hieroglíficos, ainda se encontra símbolos gráficos alfabetiformes da Escrita Ibérica, e posteriormente denominada de « Egípcio Reformado ».

O Povo Konii desde os 3.000 A.C., pode ser dividido em três Épocas :

1º ) – Época primitiva, Neolítica – Megalítica, em que o primitivo Povo Ibérico foram apelidados de « Konii », palavra escrita com dois “ii” bem peninsular, em que o primeiro “i” é do nome da letra “N = Ni “como em « Nieta » (espanhol ). Este nome Konii como já referido vem das representações « fálicas » dos menires
( Konos ). Fora nessa época que se deu a expansão da « Cultura Megalítica », a partir da costa litoral oceânica do actual « Sul de Portugal », até à Escandinávia; como na França, Inglaterra, Hibernia ( Irlanda ), Itália, Alemanha, Dinamarca, etc.. Para o oriente dólmenes sem distinção de tipos, existem em zonas da orla do
Mediterrâneo, ao norte e a oeste do Mar Negro, ao sul do Cáspio, na Índia e no Japão, assim como na África do norte, chegara este primitivo povo que levaram consigo sua língua e escrita. Pois não será admiração, que os povos dessas áreas mencionadas da terra, tenham termos linguisticos similares aos da Europa Ocidental, uma vez que, sua raiz é da Ibérica. Ao invés, é sabido por se ensinar erradamente nas escolas, que a população europeia descende de uma raça nascida no Cáucaso, e por isso denominada Caucásica, ou então no planalto Iraniano, na Ásia central, e por isso apelidada raça indo-europeia.

Então questiona-se :
Quais porém, são as provas arqueológicas e epigráficas sólidas, cientificamente
incontestáveis em que se erguem semelhantes opiniões ?

O « Indo-europeu » é simplesmente um « Mito » inventado por alguns linguistas.
Tendo como ponto de partida as semelhanças entre as línguas europeias e asiáticas, cedo se passou para a certeza de que haveria uma « Língua - Mãe » e, consequentemente, um povo que teria falado.
Assim foram lançadas as bases para a construção do « Mito » indo-europeu, mas simplesmente, o « Mito » tem « pés de barro » e nenhum facto cientifico até à data permite afirmar com certeza absoluta a existência de um povo indo-europeu, que seja a origem de outros. Todavia pode-se provar com factos arqueológicos e epigráficos existentes, que a emigração dos povos, partiram do ocidente europeu para o oriente até à Ásia Maior. Esse povo que afirmam ter existido no Cáucaso ou noutra área da Ásia, foram os Konii ibéricos da época Megalítica.

2º ) Na época da Idade do Ferro, o primeiro reino deste povo situava-se no Alentejo e Algarve. Mas todavia chegou a existir emigrações de povoamento « Koniense » desde o Algarve à Galiza. Mas fora na província actual do Algarve onde existira as cidades reais, tais como: a «Amtorgis »( Cidade Real Mãe ), que provavelmente teria sido na grande Ilha « Acaali »( Akalli ) situada no rio Ana (Guadiana). É também talvez muito provável que o nome dessa ilha esteja ligado ao de « Kallirhõe » mãe do Rey Geryon, e esposa de Khrysaor o homem da « Falkata de Ouro ».

Teria sido a Ilha de « Akalli » a verdadeira Ilha de « Thartessus » ?

Ora vejamos o que diz G. Moreno no seu livro « La Escritura Bástulo-Turdetana ».

Pág. 11 – Aparte consta que en el confín occidental europeo, sobre el Cabo San Vicente, habitaban los Kinetes ( Kunetis ) o Cúneos, com su ciudad Conistorgis, nombre cuya desinencia repiten las Isturgi eIliturgi de
Jaén.Verosímiemente, este nombre de Kinetis fué el gentilico de los Argários , y aún es posible que en lo Gimnetes, citados en lo límite opuesto de los Túrdulos sobre el Júcar, pudiera verse uma helenización del mismo nombre. Avanzando más la fábula griega, exaltó a Gárgoris, civilizador de los Kinetes, y a su hijo Habides, fundador de ciudades.

O nome Kinetes é uma evolução de Kynites ( Kunetis ), denominação grega dos Konitis ( Konii ). Ao se falar de « Gárgoris Civilizador dos konitis » e de seu filho « Habides » fundador de cidades, se está a referir à « terceira época da geração » dos Konii maisjovens, apelidados de Konitis; época de grandes construções de cidades e civilizações organizadas na Ibéria. Vejamos também o que nos diz Adolf Schulten no seu livro « Os Thartessus »

Eu descobri que o nome Arganth - onios, nome do mais conhecido Rey de Thartessus, se encontra no nome etrusco « Arcnti ». Isto me fazia supôr que os thartessus procedia de esfera etrusca.

O nosso ilustre Schulten desconhecia o que significava em termos linguisticos da língua Konii, o nome « Arcnti », que desdobra-se em duas partes « Ar + cnti ». « Ar » é abreviação de « Areti = Terra » e « Cnti » é por sua vez a abreviação de « Conti » o que significa: « Terra de Conti » ( Conitis ). Os Konii na Etruria, fundaram cidades, entre elas uma há que ficou muito conhecida na época romana, denominada de « Kontenebra ». A Etruria pré-romana fora povoada por povo ibérico suas necrópoles são do mesmo estilo de arquitectura das que se encontram em Portugal, tomemos por exemplo a de Cerveteri em confronte com a de Alcalar – Portimão, e veremos obras de um mesmo povo, mas, sendo esta última mais rudimentar, portanto mais primitiva.

Analisemos também o que diz Rufus Festus Avienus na sua « Ora Marítima » sobre a localização dos Thartessus.

Hiberia, 223 O Reino dos Thartessus se estendia pelo ocidente até ao Anas (Guadiana).

É pois sabido que a Ilha Akalli, ficava no rio Guadiana, dentro da área thartéssica, e questiona-se não poderá ser esta, a verdadeira ilha de Thartessus ? como também o rio Guadiana não poderá ser, o primitivo rio Bétis que rodeava a área geográfica ocidental da Bética ( Baetica ) ?

É que normalmente nomes de lugares, cidades e rios primitivos, eram dados a novas terras, pelos povos que emigravam, em lembrança dos lugares aonde anteriormente teriam habitado. Os nomes desses últimos lugares, eram tomados posteriormente pelos historiadores, como sendo os originais.

Analisemos em seguida dados de relevo dos Konii, com os de Thartessus.

1º - A « Kalli » pode ser a abreviação de « Kallirhõe » esposa de « Khrysaor »
o « Homem da Falcata de Ouro » pai do « Rey Geryon ».
2º - Temos a cidade Konii « Erisana » no Alentejo ou Algarve, que significa:
« A Filha de Eri » ou seja a «A Filha de Erithia» neta do « Rey Geryon ».
3º - Temos também o nome « Ana » determinativo da cidade « Eris- ana » o que
faz prova que esta cidade tenha existido junto à margem do actual rio Uadi ( rio ) + Ana > Guadiana.

4º - A Ilha de « Akalli », fora o berço de alguns « reis Koniis ».
5º - No Arco de Medinaceli – Segovia, ao norte de Madrid, tem uma inscrição de um nome em caracteres Konii do sudoeste, que diz : « Erithi » que é o primitivo nome de « Erithia » que evoluiu para « Eritheia ».
6º - As fontes que se vale Pomponio Mela, situa a « Ilha de Eritheia » não em « Cádiz » mas sim na «Lusitânia Romana» ao sul de Portugal pertença da Comarca de Niebla – Huelva.
7º - A língua e escrita grafadas nas Estelas do sudoeste, chamada de Thartéssica, pertencem ao Povo Konii, as quais estão identificadas com o nome deste povo, nas suas inscrições.
8º - Não há registo nos monumentos epigráficos funerários, na numismática ou, em qualquer outro documento ibérico, que faça alguma menção histórica, relativo ao Povo Thartesso, em qualquer outra parte da Hispania.
O que se presumo que os Thartessus teriam sido um ramo genealógico, ou ou seja um Clã – Família - Tribo sanguínea dos Konii.

A Ilha de « Akalli », actualmente desaparecida de sua forma original, é a área onde está situada Alcoutim, ( Konti`m = Konitim ) > Continium > Al-Coutinium > Alcoutim. Essa ilha real pelo que se sabe por enquanto, teria sido o berço de dois ilustres Koniis, o « Rey Laethi », e o « Rey Niro », que foram sepultados na área de Machial > Maxial > Ameixial, que significa: « Monte abundante de plantas e arbustos silvestres ».

A « Cidade Real Konistorgis » situava-se junto à margem do « Rio Cuneo » de onde toma seu nome o « Cabo Cuneus » ( em latim ); pois era a partir desse « Cabo » por rio acima chegava-se à « Capital do reino Konii ». Na época romana, alguns oficiais desse império, fazia sua estadia nesta capital, temos conhecimento dessas presenças até ao ano 79. A partir dessa data, deixou-se de ouvir o nome desta nobre cidade, e dentro da área em questão só conhecemos a cidade Ossonoba. O desaparecimento do nome da cidade real, se presumo, que os romanos o transferiram, para perto de Niebla, onde fundaram, a « Aldeia Romana Conistorgis » no sitio de« Trigueros – Huelva ».A razão desta transferencia do nome, se deve ao facto de os romanos quererem denominar todo o território actual português de« Lusitânia Romana »,mas impedia-os o nome Conistorgis como sinónimo do Reino Konii, existindo assim uma divisão entre o sul e norte de Portugal. Todavia o nome alterado deste Povo Konii, se mantivera no latim, como Cinetes e Cineticum ( Algarve ) que os romanos receberam dos gregos de Kynetis ( Kunetis ), deturpação de Konitis.

Devemos também considerar algumas aldeias primitivas Konienses, tais como: «Seda» (Alentejo), nome dado a « Aliseda » Espanha; « Ator de Hator » actual « Tor », Algarve. « Aitor », segundo a lenda dos Vascos, teria sido « O Progenitor do Povo Vaskone » ( Vascones ); « Saiti » ( Monchique ), está gravado num « Heroun » desta região; o nome se encontra em « Saiti » cidade ibérica de Espanha, sua variante é « Saetabis » de ( Játiva – Valência ); « Salir » ( Prata ), Algarve – este nome também se encontra em « Iltirta Salir Ban », Lérida – Espanha. Outras povoações habitadas tais como: Bensafrim, Ourique, Castro Verde, etc.etc..

3º ) – Na Terceira Época, este povo são denominados de Konitis (Konti), como sendo a « geração dos Konii mais novos »; já construtores de grandes cidades, áreas urbanizadas, e também povoadores de terras, no interior e exterior da Ibéria. Eles povoaram toda a costa atlântica e mediterrânea da Ibéria, fundaram reinos,
como a Kontestânia ( Terra de Konites ), que abrangia a área das actuais províncias de Valência, Alicante, Murcia e Albacete. A capital de Kontestânia era Kontesta, na área de Alicante.
Actualmente se conhecem muito das suas aldeias como: Alona (Guadamar); Aspe (Alicante ); Dianium ou Denia ( Alicante ); Dicias ( Elche ); Lucentum ( Alicante ); Saetabis ( Játiva –Valencia ); Ilorci ( Lorca-Murcia ).

As descobertas arqueológicas de esculturas ibéricas, tais como a chamada Dama de Elche ou ( Raínha da Kontestania ), são de origem konii, descendentes do Povo Konti ( Koniti ), não eram Thartéssicas.
Outros povos como os Vaccus, eram clãs do Sudoeste, ramais genealógicos, que situavam-se entre os rios Esla e Cea. Era sua capital a « Cidade Real Akontia » ( A Konitia ) que mais tarde nas terceiras guerras Célticas passou a «Numancia».
As guerras de «Numancia» tiveram começo, quanto prestaram auxilio a outros povos, em especial aos « Lusitanos de Viriato ». Outra grande cidade Konii em Espanha, chamada erradamente de céltica, foi Konterbia ou Kontyrbia ( Urbia Koniti ).
Caso curioso é que a palavra « Saiti » de Monchique e « Saiti » de Játiva – Valencia, que se tornou um nome, fora provavelmente dado pelos koniis ibérios à área egípcia de « Saitic » ( Saitis ), que a cidade cujo o diminutivo era « Sais » terra do Faraó « Amasis ou Amosis II » rei da XXVI ª Dinastia do ano 569 A.C.. Era nesta cidade « Sais » ( Sâ El-Hagar ) que existia o « Templo da Deusa Neith » padroeira dos gregos com o nome de « Athenas ». Fora nesse «Templo» que o sábio « Solon » ouviu dos sacerdotes a lenda do « Império dos Atlântidas ».Este « Solon » contara essa lenda a « Dropides », que passara a « Kritias » que por sua vez contara a « Ariston » pai de « Platão » que viveu no ano 428 a 347 A.C.. Depois « Platão » contou esta lenda a
« Sócrates » e ficou narrada nos « Diálogos de Platão » em « Timaios e Kritias ».

Por isso não é de admirar que algumas sepulturas dos Konii e da Ibéria, se encontraram artefactos egípcios, como na necrópole de Mealha Nova fora descoberto um escaravelho ( que terá sido feito em Naucrátis, no Delta do Nilo ) onde está gravado o nome do Faraó Pedubaste ( 817 – 763 A.C. ) fundador da XXIII dinastia que reinou em Tanis. Na herdade do Gaio ( Sines ) numa sepultura entre diverso espólio arqueológico se descobriu, também um escaravelho de faiança engastado em um aro rotativo de prata, com o selo real do Faraó Thutmosis III. Existira no Egyptus uma cidade muito antiga chamada « Konaissé » ( Konayesseh ) que ficava na rota de « Mehallet » junto ao caminho de « Tanta–Mansoura-Damiette » no Delta. O nome Konai é um variante de Konii, e se encontra gravado na Estela de Bensafrim ( depositada no Museu de Arqueologia de Belém - Lisboa ). Outra descoberta de grande relevo no Egyptus, foi o facto de que em 1890, o arqueólogo inglês Sir William Flinders Petrie (1853-1942 ), ao fazer pesquisas num local entre as ruínas de antigas cidades egípcias, descobriu em fragmentos de pedra, signos gravados da família dos caracteres peninsulares ibéricos que datam à volta de 3.000 a 1.200 A.C., considerados anteriores aos hieroglíficos. Mais alguns exemplares destes caracteres estão dispersos desde a Ibéria até à Ásia frequentemente no Período Neolítico.

Sobre a questão da Língua Portuguesa, ser ou não originária do Latim Romano.

As dominações estrangeiras não alteraram essencialmente as formas da Língua Portuguesa. Não as alterou o domínio romano, apesar do império ter imposto na Península o uso do latim, porque o idioma latino é fundado nas bases de uma língua comum, pelo que a ignorância do passado supõe ser a Língua Portuguesa filha da latina. Este facto explica lucidamente o motivo, porque as bases do latim, são no grosso, as mesmas que as do Português e Espanhol e das outras línguas congéneres. O latim foi um idioma criado pelos romanos na base do peninsular, o qual viveu e morreu com o império deles, porque instituído em língua declinável ou de terminações variáveis e variadas num mesmo nome, estava em conflito com a índole e sistema da língua originária. Dissemos que o latim foi criado pelos romanos, mas o verdadeiro fundador deste idioma foi « Ennio », grego de nascimento. Este grego, nascido a 239 A.C., escreveu um poema em latim tão bárbaro, e incorrecto, que os romanos da literatura áurea lhe chamaram “ Estrumeira “; todavia à “ Estrumeira “ de « Ennio » iam buscar pérolas « Cícero » e o próprio « Vergilio ».

Porque teve tão longa duração o latim em Hispania ?

Este facto foi uma consequência inevitável do grande e largo predomínio intelectual, moral e político da igreja romana na Península; a língua do clero era a latina; caída totalmente a instrução nas mãos do clero católico, o abecedário latino conseguiu impor-se esquecendo o alfabeto Konii. As línguas portuguesa e espanhola são originárias da Península Ibérica, e não derivadas do latim.
Quando os cartagineses invadiram a Península antes da presença dos romanos na Ibéria, os habitantes da cidade de « Sagunto » enviaram delegados a « Roma » para conseguirem que os romanos com forças militares os viessem ajudar a expulsar a gente púnica. Os ibérios faziam as suas exposições verbais no seio do senado romano e eram entendidos; não havia portanto luminosos pontes de harmonia e de contacto entre a língua dos romanos e a dos espanhóis ? se os havia ( e são inegáveis ) como são pois, as línguas portuguesa e espanhola filhas da latina ?

As Línguas Ocidentais e o Latim

Segundo de acordo com a « Cronologia » de Marco Terencio Varrão ( o mais sábio dos romanos ), situa a fundação de Roma, em 21 de abril do ano 753 A. C. e que «Rómulo» reinou de 753 –717 A.C. (The Origins of Rome, Londres 1958 - Raymond Bloch).

É sabido que os romanos tiveram sua presença na « Península Ibérica », somente a partir do terceiro século antes de Cristo. Assim sendo tal facto, os « Herouns » estelas funerárias do Sudoeste Ibérico, da actual área do sul de Portugal, são pré-romanas, e acontece que elas contêm nas suas inscrições lapidares termos linguisticos similares ao latim, mas, são de língua nativa peninsular, pois que estas inscrições, reconhecidas cientificamente, datam da época proto-histórica, antes da fundação de Roma.

O sábio Ampére, na sua“ Histoire Romaine à Rome “também sustentou que o ibérico, fora a língua pré - ariana do Latim.

Fundar com a Cidade de Roma a 753 A.C. a língua e escrita dos povos Ocidentais, não passa de uma ingenuidade e ilusão irrisória, esmagada pelos factos arqueológicos epigráficos dos monumentos funerários ibéricos.

Os que não compreendem a origem e os elementos formativos da Língua portuguesa, remetem para o latim, quem os pretende saber; e assim as « Catacumbas de Roma » são um meio fácil dissimular a ignorância.

A Investigação e teorias acerca da Língua e Escrita Konii Ibérica.

No inicio do século XIX. O Marquês de Algorfa ( 1800 ), na sua opinião alega que o alfabeto fenício é a chave para a leitura dos epígrafes das moedas peninsulares. Também para Rodriguez de Berlanga ( 1884 ); Hubner ( 1893 ); Bahr ( 1948 ); Solá Solé ( 1968 ); entre outros, a escrita ibérica nasce da fenícia, opinião compartilhada, assim mesmo por Javier de Hoz, pois que, na pré-história do sul de nossa Península, apresenta na sua iconografia Rupestre, gravados e pintados nas paredes de160 grutas, os antecedentes dos caracteres alfabetiformes gravados nas Estelas do Sudoeste, e nas moedas ibéricas.

Todavia, os autores dessa falsa teoria, com os valores do alfabeto fenício, nunca conseguiram traduzir as inscrições ibéricas, isso é um facto!.. É normal hoje em dia, os epigrafistas espanhóis, que seguem a mesma linha de pensamento, de Don Manuel Gomes Moreno, o qual fora considerado pelos os ingleses em 1925, como o melhor tradutor do Ibérico. Assim, desse modo tais seguidores, querem conciliar as « inscrições konienses » com as mesmas equivalência iguais às do resto da Ibéria, como fizera Goméz Moreno, pois como sabemos o resultado é nulo. Outros há como o Dr. Jesús Rodriguez Ramos do Dpt. De Ciéncias de l`Antiguidade i de l`Edat Mitjana. U.A.B., que no seu trabalho que diz o seguinte:

Cuando se investiga una lengua de conservación epigráfrica cuya escritura puede transcribirse bien pero, cuya lengua es ininteligible, como es el caso del íbero, es lógica la búsqueda de regularidades morfológicas que denoten clases de palabras, es decir, el intentar identificar paradigmas gramaticales.




É evidente que qualquer código inventado por um autor, pode muito bem transliterar uma inscrição, mas todavia pode não ser compreendida, a menos que esteja correcta.
Há tradutores espanhóis que põem os caracteres dos textos ibéricos em letras latinas, e depois não sabem o que está escrito e, ficam na mesma como se nada tivessem traduzido !..
Assim muitas das traduções feitas por alguns espanhóis, não são traduções no sentido da palavra, mas sim, simples equivalência hipotética de letras latinas, em confronto com os caracteres ibérios. Pois esses investigadores, não apresentam nas suas transliterações epigráficas, um texto credível que possa ser lido e compreendido, com os significados das palavras desse mesmo texto. Temos a considerar que vocábulos proto-históricos da língua ibérica, alguns evoluíram, mas outros se mantiveram-se na mesma forma original que passaram desse modo á formação de novos idiomas que são actuais línguas, como dialectos e subdialectos ibéricos. Não podemos menosprezar os dialectos e subdialectos, pois eles fazem parte de toda a língua peninsular, são tão importantes como as línguas.
Quando existe uma língua materna primitiva, como o caso do ibérico, que era falada e escrita por todo o tronco comum das Famílias ( Clãs ), que habitaram a Península, teve que haver forçosamente passagem de língua e escrita, para a formação das chamadas línguas ibéricas, a partir de uma só raiz linguistica. Aconteceu que foi na Ibéria, é que se deu o nascer de novas línguas, porque a « Língua Ibéria », era nada mais a « Língua Adâmica »; denominada a « Mãe » a « Génesis » das línguas e escritas após o Dilúvio. Tal facto se dera na Ibéria, porque a nossa « Ibéria » é o verdadeiro Oriente do Eden ( Paraíso ) como se refere a Bíblia, e o Patriarca Noé viveu na nossa Ibéria; e os seus filhos que nasceram depois do Dilúvio, na Ibéria, são nativos da nossa Península e, não vieram de nenhum lado, eles nasceram em nossa Hispania Sagrada !...
A nossa língua e escrita, apesar de evoluções ou influências de outras, é nossa !.. é ibérica !.. e não veio de nenhum outro povo !..
As línguas dos outros povos foram formadas da raiz do Ibérico. A partir da « Hibéria » na « Época Neolítica », famílias numerosas se tornaram tribos, e emigraram para povoarem outras terras, onde edificaram cidades e fizeram novos reinos, e os povos desses reinos, em épocas posteriores mais tardias, vieram como estrangeiros à sua terra « Hibéria » (Mãe) dos seus antepassados. Os próprios Hibreos são descendentes de Hiberos, sua língua primitiva, com os valores originais de suas letras se encontra nas Estelas do Sudoeste. No Médio - Oriente fundaram a « Nova Hibéria » sua capital era Ebron, cidade muito antiga dos Hibreos, denominação essa em homenagem ao nosso Rio Ebro, que na evolução ortográfica passou a escrever-se de Hebron.Esta é a história do nosso Ilustre Povo Konii Ibérico cujo o seu e nosso Deus é « ELEL » que se encontra gravado nos Herouns ( Estelas ), e significa « El – Elohi » ( O Deus Homem ). O título do « Deus Hibérico », é
( O Deus do Começo ); hebraico ( Elohim ). Nome usado pelos « Filhos de Israel » até aprox. 1400 A.C., até que Moisés recebeu o nome do « Deus Mediador » no Sinai.

Voltando à nossa escrita ibérica; outros há, que fazendo fundo de todas as inscrições peninsulares, de diversas épocas e sem distinção, aventuram-se suas transliterações na base da «língua vasca», pois é seguir caminho errado !..
Don Manuel Gomes Moreno, professor catedrático de Espanha, foi o epigrafista que mais aproximou-se de maneira credível, com suas traduções aos vocábulos linguisticos da língua Konii, mas todavia erra em muitos valores de letras alfabetiformes, como também em vocábulos que são formados por duas ou três palavras abreviadas. Uma das incógnitas da linguistica ibérica é que uma palavra, pode corresponder a uma frase abreviada, em que partes de palavras estão omitidas, afim, dos textos das inscrições não serem muito extensos na gravação epigráfica. Isto não é tomado em conta pelos epigrafistas ibéricos, e provavelmente eles ainda não se aperceberam deste facto. Pois não se pode dar valores de equivalência iguais a todos os caracteres ibéricos, porque as inscrições nem todas são da mesma época, e ao longos dos séculos houve evoluções gráficas e também de valores de alguns caracteres, que a principio tinham um certo valor e depois passaram a outro.

No seu livro sobre a escrita « Bástulo - Turdetana » Don M. Gomes Moreno, emprega para todos os caracteres das diversas inscrições ibéricas, os mesmos valores, e desta forma não teve êxito nas traduções das inscrições do sudoeste português..

Outro tropeço para os investigadores, é as diversas denominações com que foram “ baptizados ” o povo Konii, ao longo dos séculos, por povos que tiveram sua presença na Península Ibérica.

As fontes antigas de informação de alguns autores gregos e romanos, ao escreverem com outras denominações o nome do « Povo konii » contribuíram para uma grande confusão histórica, que ainda continua nos dias actuais. Ou fora derivado à sua incapacidade de intenderem os nomes escritos em língua peninsular, ou para os adaptarem à suas línguas, o certo é que trouxe confusão.

No entanto vamos procurar desfazer tal confusão, a partir dos nomes originais konii, gravados nas Inscrições das Estelas Funerárias.

Original: Konii e Konti ( Koniti )
Grego: Kounéoi ( Konéoi ); Kunêsioi ( Kuneoi ); Kunetis ( Kynetis )
Latim: Kinetes ( Cinetes ); Kinetas ( Cinetas ); Kinetis ( Cinetis ); Cineticum
( Algarve )
Latim: Cuneo ( Cuneos ); Cuneu (Cuneus )

Outras variantes : Cónios, Conienses; Cenii, Cenis, etc. etc. etc..

Para melhor compreender a desvirtuação dos nomes originais, apresentamo-los ordenados:

Exemplo: Konii > Koniti ( Konti ) > Kunetis > Kynetis > Kinetes
Coniti ( Conti ) > Cunetis > Cynetis > Cinetes e Cineticum
Conii > Cónio > Cunes > Cuneo ( Cuneos ) > Cuneus

Existem alguns investigadores actuais, que tomando dos últimos nomes helenizados e latinizados de épocas tardias, procuram com argumentos quererem provar que foram os povos com nomes semelhantes de outras terras, que teriam vindo fixarem-se na Hispania, dando origem aos Ibérios; não tendo eles em mente, ou talvez não conhecendo, os nomes originais Konii, gravados como identificação deste povo, nas inscrições dos monumentos funerários, e na numismática peninsular.

Para esses investigadores, fazemos nossas as palavras, da Catedrática de Arqueologia da Universidade de Valência, Dra. Carmen Aranegui no seu Congresso de Espanha que afirma o seguinte:

Los Iberos no vinieron de ninguna parte. No llegaron, como algunos pensaron, de Asia o de Africa. Eran una grande etnia, uno solo pueblo dividida en pueblos, que habitaron la cuenca occidental del Mediterráneo en la antiguedad, en nuestra Península Iberica. No eran semitas, camitas o hititas.


O Povo Ibérico ( Konii ) nascera na « Península Ibérica » isso, é um facto da nossa história peninsular, relativo aos nossos ancestrais pré e proto-históricos de quem somos os representantes actuais, e que nos legaram as línguas que hoje falamos, o português e espanhol, apesar de estarem um pouco mescladas pelas influências linguísticas de outros povos que passaram pela nossa Península.

domingo, julho 22, 2007

Cónios: Os Donos da Língua

As Origens da Escrita Cónia, Uma Origem Autóctone?

Para o Professor Adriano Vasco Rodrigues a escrita cónia encontraria as suas raízes nos desenhos geométricos dos finais do Eneolítico e das quais existem vários testemunhos no nosso território. Se Vasco Rodrigues tem razão, a origem do alfabeto que ainda hoje utilizamos e que é essencialmente a adaptação romana do alfabeto grego, por sua vez uma importação fenícia, estaria não nos fenícios mas nos cónios… Uma teoria arrojada, sem dúvida.

Estácio da Veiga em 1891 apresentou a tese de que “o alfabeto longe de ter tido origem, como é suposição corrente, na Fenícia, proveio da Península Ibérica”.

Também Mendes Correia, em 1928, na sua “História de Portugal” escrevia que “a sua origem oriental é um arreigado preconceito erudito” e apontava os grafitos de Alvão (Trás-os-Montes) como os antepassados da Escrita Cónia.
António Navarro acha que “os navegadores fenícios, apenas reduziram e simplificaram o alfabeto que aqui vieram encontrar no Sudoeste Peninsular, dada a grande vantagem comercial que certamente lhes proporcionava. Simplificaram-no, reduzindo-o a um sistema alfabético para eles mas meramente consonântico, sem vogais, sem base mnemónica e, portanto, acrofónicamente desajustado.

Todos os sistemas originais de escrita conhecidos apresentam níveis de evolução. Por exemplo, a escrita minóica Linear B foi classificada por John Chadwick em três fases distintas. Com a Escrita Cónia não temos esse fenómeno. Ela surge, já amadurecida, muito depois dos grafitos de que falávamos no parágrafo anterior e sem vestígios de continuidade evidentes. A única explicação razoável para esta ausência é a origem exógena da escrita, isto para prejuízo da tese de Lopes Navarro.

Na questão da origem do alfabeto, a datação assume naturalmente um papel determinante. Neste ponto, sabe-se que as estelas cónias recuam ao século VII a.C., ou mesmo até aos finais do VIII, ou seja, que são anteriores em quase dois séculos às primeiras inscrições ibéricas descobertas na Andaluzia e no Levante espanhóis.

Esta é a opinião de Mário Varela Gomes, que a coloca como a mais antiga escrita peninsular e da Europa Ocidental.

sábado, julho 21, 2007

Cada Um Mais Mentiroso Que O Outro...Não, Existe Liberdade de Expressão...Oh...Bem Vocês Fizeram Pior Que Nós...É Assim A Vida Politica, Uma Novela...

No Programa Estado da Nação:

Mendes lança acusações de falta de liberdade em Portugal

O primeiro-ministro, José Sócrates, refutou hoje as acusações de falta de liberdade em Portugal lançadas por Marques Mendes, e salientou que, ao contrário do líder do PSD, nunca chamou "guerrilheiros" aos que o criticaram dentro do PS.
"Eu nunca me queixei das críticas internas (...) Nunca apelidei os que me criticaram de serem guerrilheiros ao serviço do inimigo, isso nunca fiz", afirmou José Sócrates, citado pela Lusa, no debate que travou com Marques Mendes no Estado da Nação.

O líder do PSD, na sua primeira intervenção no debate que marca o fim da sessão legislativa, considerou que "a nação não vai bem", dizendo que se vive na Administração Pública "um clima de intimidação, perseguição e intolerância"."Há 30 anos que não se via esta atmosfera em Portugal. Assim, a nação não vai bem, porque a nação não vai bem quando a liberdade vai mal", criticou Mendes.

José Sócrates negou estas acusações e garantiu que, com este Governo, "nenhum funcionário será penalizado por delito de opinião", devolvendo as críticas."Ó senhor deputado Marques Mendes, gostava de saber onde está a sua autoridade moral. Lembro-me que foi num Governo onde esteve que o Nobel José Saramago foi censurado num livro e impedido de concorrer a um prémio", frisou Sócrates.

O primeiro-ministro trouxe ainda ao debate outro caso do tempo do Governo PSD/CDS-PP liderado por Durão Barroso, quando o Ministério da Segurança Social e do Trabalho (tutelado por Bagão Félix) "despediu por fax todos os directores regionais da Segurança Social"."Eu não dou lições de liberdade, não admito é que mas dêem", afirmou o primeiro-ministro.

Marques Mendes atacou também o Governo na área económica, considerando que "o país está mais pobre", lembrando que Portugal continua a crescer menos do que a União Europeia."Num único indicador o Governo é um campeão: é um campeão no domínio dos impostos", criticou.
O líder do PSD acusou ainda o executivo socialista de tornar a sociedade portuguesa "mais injusta", lembrando que já são 470.000 os portugueses no desemprego.

Na área da saúde, Marques Mendes deu um exemplo do que considera um caso de "falta de critério e sensibilidade social"."Uma pessoa que parte uma perna e tem de ser internada paga uma taxa moderadora, uma pessoa que vai fazer uma interrupção voluntária da gravidez, que é voluntária, está isenta de taxas", criticou.
Mendes apontou ainda falhas na área da educação, particularizando o caso dos vários erros detectados em exames nacionais."Em matéria de exames, o Governo passa a vida a chumbar e sempre sem pedir desculpa aos portugueses", lamentou.

O primeiro-ministro recusou todas as críticas do líder da oposição, negando a Marques Mendes autoridade para falar de economia."Que autoridade têm os senhores para falar em questões económicas quando tiveram o maior falhanço de sempre nas questões económicas?", questionou.


In Diário Económico