terça-feira, julho 17, 2007

A Teoria que foram os Fenícios os inventores da escrita, cai por terra!

Mapa dos Herouns Epigrafados do Sul de Portugal







Finalmente Desvendado o Mistério da Escrita dos Herouns (Estelas) do Sudoeste Peninsular





Não há duvida que a escrita nasceu no sul de Portugal e deu origem às línguas Europeias e Shemitas


A Teoria que foram os Fenícios os inventores da escrita, cai por terra!


Desde o tempo de D. Frei Manuel do Cenáculo Vilas-Boas, arcebispo de Évora 1726-1814, em que foram recolhidas as primeiras sete lápides, perto de Ourique, no Alentejo. Desde essa época muitos estudiosos e investigadores, dedicaram as suas atenções a esta matéria, á medida que iam aparecendo mais Herouns. Muitos desses estudiosos dedicaram grande parte das suas vidas a este assunto, tais como os saudosos, João Bonança, Philippes Estácio da Veiga e A. Mendes Correia; assim como Leonel Ribeiro, Melo Beirão, José Navarro, Varela Gomes, Sande Lemos, Mendonça Frazão e o Major Santos Ferreira. A nível internacional temos investigadores de vulto como: Emilio Hübner, Schulten, W. Schmoll, Gomes Moreno, Javier de Hoz, Nermin Vlora Falaschi e tantos outros, grandes entusiastas como J. Leite de Vasconcellos; Santos Rocha e José Formosinho. Todos eles, de uma forma ou de outra, contribuíram para se manter acesa a chama da esperança de, um dia, se poder alcançar a tradução dessas escritas remotas, de maneira positiva e credível, solução, até hoje, no segredo dos deuses.





O povo que habitou o sul de Portugal desde 2344 A.C. – 1 A.C.





O primitivo povo que habitou o Sul de Portugal, precisamente o Alentejo e Algarve, teriam sido os ancestrais do povo Hebreu, de quem descende o patriarca Abraham (Abraão). Este seria "O Povo Real" eleito do patriarca Noah (Noé) sendo os Konii-Consanguíneos dos Tartesssos, seus descendentes. Todavia, Os Konii seriam independentes dos Tartessos, pois possuíam o seu próprio reino com cidades, das quais a capital era Konistorgis, palavra que significa "Regis Konii" ou "Cidade Real". Será bom salientar que a palavra "Konii" tinha, inicialmente, o significado "Real" ou de "Realeza". Esta palavra deu origem à palavra nórdica "Realeza". Assim de "Konii", "Koniy", "Konig" e finalmente "Koning".



Este povo era altamente culto; possuíam um Idioma e escrita própria. Eram extremamente religiosos e possuíam um só Deus (ELEL = ELIEL) que significa: "Elohim é Deus". Assim o testemunha a escrita de um dos Herouns (Estelas) de Ourique no Museu de Évora. Portanto, os habitantes do sul de Portugal, não possuíram nenhum panteão politeísta até à chegada dos Romanos. Noutro Heroun (Estela Monumental Funerária dedicada a Herois Guerreiros Peninsulares), também está inscrita a palavra Proto-Hebraica "Siol" que se refere ao "Mundo Espiritual", para onde vão as pessoas após a morte e, ao mesmo tempo, "Siol" é sinónimo de "Sepultura". Esta palavra, que está escrita em ortografia primitiva com a caractere "S" (Samek) Hebraico antigo, foi preferida, por Yacob = Jacob 1800 anos antes de Jesus Cristo; na altura que Yoseph = José foi vendido aos egípcios. Quando da passagem do Aramaico para o primitivo Hebraico Cursivo e Hebraico Clássico, este fora trocada pelo "S" (Shin), passando esta palavra a escrever-se "She’ol".



O primitivo Idioma do Sudoeste Peninsular "Portugal", tornou-se na (Língua Materna) dos Vários idiomas europeus, do qual o Latim Romano faz parte. Do mesma modo o Hebreu e o Fenício. Esta língua, que existe desde os primórdios da ocupação da Península, apesar dos embates linguisticos protagonizados pelos diversos povos que a habitaram, conseguiu, todavia, chegar até aos nossos dias. Na realidade, podemos encontrar ramificações da sua raiz linguistica, nas actuais línguas europeias tais como o Português, o Espanhol, o Francês, o Inglês e, no Oriente o Hebraico.



Sempre se pensou ser prematuro aceitar, como facto inequívoco, que a escrita do sudoeste peninsular, seria originária do Oriente, sem que, primeiro, se pudesse desvendar o mistério das inscrições, com traduções positivas e credíveis. Custa, realmente, compreender, como tem sido possível que aos epigrafistas orientalistas nacionais e estrangeiros - perante estes caracteres alfabetiformes de cunho remoto (escrita do sudoeste), cujas características são similares aos Shemíticos primitivos do Proto-Canaanita e do Proto-Sinaico - estas coincidências tenham passado despercebidos.




Como poderiam os Fenícios trazer à Península, na sua epopeia mercantil, (c. 1100 a.C.), este tipo de símbolos alfabetiformes, se essa escrita alfabética já não existia nessa época? A escrita Proto-Canaanita tardia, terminou 1300 a.C..




Alguns houve, que afirmaram, erradamente, que o alfabeto Fenício foi deduzido do Cursivo Hierático Egípcio, dos papyrus das XVIIIª e XIXª Dinastias. E, segundo dizem alguns investigadores orientalistas, que o alfabeto Fenício tendo sido implanto na Grécia, foi transmitido á Etruria e, depois, para a Península Ibérica. Mais adiante veremos se há verdade nesta ultima versão.






Se os denominados caracteres de Fenícios têm paralelos com a escrita egipcia, ainda mais afinidade têm com a nossa escrita primitiva, possuindo, simultaneamente, maior antiguidade.


O caractere alfabetiforme que aparece entre os símbolos hieroglíficos, com a forma de ( ) é, sem duvida, a letra (A) Peninsular, com o valor egípcio ( MR ) e, significa ( Amor ).



Estas letras são a abreviatura, de "Am’" ( Mãe ) e, de "Or"( Luz ). A Luz é calor e, o calor humano é o ( Amor ).



A expressão egípcia de "MR" ( Mer ), com o valor vocálico de "Am’er", aqui a vogal ( O ) de ( Or ), foi omitido e, deram o valor vocálico do " R" ( ERR ) para ( Mer ).



A ocorrencia deste caractere egípcio ( ) de origem Peninsular, em muitas inscrições antigas, do tempo do Pharaoh Azozé da V Dinastia de (2900 a.C.) é muito notável.



A palavra "Am' ( i )" ( Mãe ), deu origem à palavra "Família", foi ela que deu o fruto da "Geração da Raça Humana". De "Ami", nasceu a palavra "Fami", "Famie" ( Famille ) e, para o Português "Familia". Para o hebraico manteve-se "Ami" ( Parente, Familiar ). De "Am'" também resultou o sinónimo de "Ama" ( Mãe ), que também aparece no idioma Euskara (Basco). E deste modo se formou um role de palavras como "Ami" ( Amigo ), "Ami’able"( Amigável ), "Ami’tie" ( afecto, amizade ), e os exemplos não se esgotam aqui.

segunda-feira, julho 16, 2007

Ó Senhores Cónios...Ó Senhores da Terra...

Cónios: de Conistorgis a Conimbriga

Dividem-se as opiniões quanto aos possíveis impactos da presença púnica no Sul da Península, na sequência da batalha de Alália (540 a.C.), em que os Gregos acabam vencidos pela aliança de Etruscos e Púnicos. Enquanto alguns autores admitem perturbações e alterações políticas locais, que explicariam a decadência da cultura tartéssia, outros há que apontam causas diferentes para esse ocaso (cf. Blázquez, 1997: 235-236).

No entanto, conhecendo-se as relações mercantis dos Tartessos antes desta data, nomeadamente as que tinham estabelecido com o Noroeste europeu, rico em estanho (Avieno, 1985: 20, v.114-115), e conhecendo-se também a exclusividade atlântica de Cartago depois de Alália, afastando todos os concorrentes mediterrâneos dessas paragens, poderemos encontrar aqui algumas das causas que teriam contribuído para o declínio da cultura do Baixo-Guadalquivir. Atentemos que os Massaliotas, se queriam, por esta época, chegar ao estanho das "ilhas Estrímnides", tinham de fazê-lo por rota terrestre, seguindo de Narbona, pelos vales do Aude e do Garona, até ao Golfo Cantábrico, porque lhes estava vedada a rota marítima do Atlântico (Ferreira, 1985: 46, n. 28).

Todavia estamos no campo de meras hipóteses e, quanto a certezas, temos o desaparecimento dos Tartessos das fontes escritas que historiam o período posterior aos finais do século VI a.C., embora, em relação aos tempos mais recuados, só existam fontes em segunda mão, já que pertencem a épocas muito mais tardias, como será o caso das obras de Estrabão (64/63 a.C.-23/24), Plínio (23-79), Pompónio Mela (séc. I), Ptolomeu (90-168) e Tito Lívio (59 a.C.-17 d.C.). Estrabão, por exemplo, utiliza fontes que parecem não recuar ao final do século II a.C., como Posidonio (c.135-c.50 a.C.), Políbio (c.200-c.120 a.C.) e Asclepíades de Mirlea (séc. I a.C.) (vd. Fernández Castro, 1997: 239-243).A região dos antigos Tartessos aparece agora ocupada pelos Turdetanos, com os Túrdulos acantonados imediatamente a norte. Ressalta a coincidência dos elementos consonânticos das raízes dos três etnónimos referidos — Tartessos, Turdetanos e Túrdulos —, que poderá ter tradução num possível parentesco entre estes três povos, o que aliás é confirmado por algumas fontes greco-romanas (Maia, 1985: 165-177, passim).

O novo quadro étnico, bem como a decadência do reino tartéssio, talvez correspondam à chegada de sangue novo a estas paragens, na sequência de movimentações a partir da Meseta, porventura relacionadas com a entrada, via Pirinéus, de outros povos celtas. Mas também poderá ser o resultado de alterações locais, face às profundas transformações ocorridas no final do século VI a.C., como sejam as que assentam no novo papel desempenhado pelos Púnicos em toda esta região, as que se relacionam com a quebra do intercâmbio mercantil proporcionado pelas cidades fenícias da costa libanesa, interrompido pelas acções militares dos Babilónicos, comércio que alimentava sobretudo Cádis, ligada aos fluxos da mercancia tartéssia e, por último, a passagem para os gregos de Massilia do controle dos importantes mercados do noroeste europeu, ricos produtores do sempre indispensável estanho.

Colocando as raízes tartéssias no hinterland andaluz, Turdetanos e Túrdulos continuam a ocupar o mesmo território, podendo, na realidade, ser os herdeiros dos primeiros, agora com nova roupagem etnonímica, em que o primeiro elemento traduzia as origens, enquanto o segundo bem poderia corresponder ao contributo dos povos com os quais se amalgamaram, o que se torna tanto mais plausível, quanto é certo encontrarmos nestes arrabaldes, a sul do Guadalquivir, os "[...] bastetanos, a los que también llaman bástulos" (Estrabón 3, 1, 7) [...] "pero estos bastetanos, de los que acabo de hablar, también pertenecen a Turdetania, y lo mismo aquellos bastetanos de allende el Anas y la mayoría de sus vecinos directos" (Estrabão, 3, 2, 1; apud Fernández Castro, 1997: 240).

Mas as imprecisões e confusões de Estrabão poderão ser mais aparentes do que reais, se considerarmos as dificuldades inerentes à estruturação de um discurso cristalino, capaz de transmitir as realidades extremamente confusas e complexas que resultavam do profundo caldeamento de povos verificado na região. Não esqueçamos que uma das fontes de Estrabão foi o filósofo Asclepíades de Mirlea, "un hombre culto que enseñaba gramática (es de suponer que griega) en el sur de la Península Ibérica" (Fernández Castro, 1997: 239).

Quando nos debruçamos sobre a complexa teia étnica do Sul da Península, não podemos deixar de evidenciar a similitude de comportamento lexical nas duplas Turdetanos/Túrdulos e Bastetanos/Bástulos, que o geógrafo grego apresenta umas vezes como vizinhos e, outras, como parte do mesmo todo. Se atentarmos nos sufixos –tan- e –ul-, presentes no segundo elemento destes etnónimos, e se os relacionarmos com algumas línguas celtas, descobrimos a lógica dos respectivos significados. Isto aconteceria se –tan- estivesse ligado à raiz celta dán "sobre, superior", donde provirão as vozes gaélicas do escocês dàn, do irlandês dána, e do irlandês antigo dáne, dána, significando "corajoso, forte, vigoroso", e se -ul- se identificasse com o gaélico ùr "recém-chegado, novo" (MacBain, 1982). A proliferação de oppida e turres em todo o território Turdetano e Túrdulo, tanto no Baixo como no Alto-Guadalquivir, com algumas cidades em posição de predominância em relação a outras, constituindo uma unidade política em torno de um líder, permite-nos deduzir a existência de certa insegurança, manifestada em diferentes períodos, entre os quais podemos incluir o que se inicia nos finais do século VI a.C. até ao desencadear da Primeira Guerra Púnica. A arqueologia mostrou, na sequência de trabalhos recentes, que estas fortificações se multiplicaram no início do século V a.C., enquanto, entre os finais do século IV e início do III, surgem novas turres, principalmente no Alto-Guadalquivir, no território ocupado pelos Túrdulos (Fernández Castro, 1997: 239-261, passim).

Para além da decadência e desaparecimento dos Tartessos, também os Cónios entram em declínio nos séculos V e IV a.C., situação que é acompanhada pela instalação de novos povos célticos no sul e pela chegada ao Alentejo e Algarve dos Túrdulos que, ultrapassando o Guadiana, ali construíram as urbes de que nos fala Estrabão (Alarcão, 1983: 17-18). "Serão datáveis deste momento algumas fundações túrdulas registadas em alguns topónimos característicos do Sul de Portugal com sufixo em ‑oba/uba, como Ossonoba (Faro), ‑ilis (Myrtyllis, Mértola), ‑cci (Tubucci, Herdade do Carvalhal?)" (Silva, 1990: 289).

As informações presentes em Estrabão, Pompónio Mela e C. Plínio (Silva, 1990: 290-291), e confirmadas pela arqueologia com o achado das tesserae hospitales no Castro da Senhora da Saúde, em Vila Nova de Gaia (Silva, 1984: 145), permitem-nos acompanhar a migração de Túrdulos e Célticos para Norte, acabando os primeiros por estanciar no Centro e Norte do actual território português e os segundos na Galiza. Se esta movimentação migratória incluiu Cónios, o que é perfeitamente possível, bem poderiam ter sido eles os fundadores de Conimbriga (Condeixa-a-Velha).

Estes Túrdulos, os Turduli Veteres de que nos falam P. Mela e Plínio, com comprovação epigráfica nas citadas tesserae hospitales (Silva, 1990: 290; Alarcão, 1983: 20), ocuparam a faixa litoral entre o Vouga e o Mondego, tudo indicando que, em época mais tardia, tenha havido nova deslocação destes povos, quedando-se, desta feita, a sul do Mondego, possivelmente em relação directa com as acções militares de Aníbal, em 221 e 220 a.C., que penetrou profundamente na meseta do Guadiana e na região do Tejo, onde infligiu uma derrota aos Carpetanos. Sairiam desta última deslocação os povoadores das cidades, cujos topónimos apresentam sufixos em ‑ippo/‑ipo. Estas terminações, bem como as referidas ‑oba/‑uba, poderão ser indo-europeias, se atentarmos no avéstico upa "no alto, em lugar elevado" (adv.), "elevado, alto" (adj.) (Peterson, 1995), que os antigos autores identificavam com os Turdulorum oppida.

Discute-se ainda hoje a origem étnica dos Conii ou Cynetes, os Kynesoi das fontes gregas, ou Cunei das fontes latinas, umas vezes ligados ao Mediterrâneo, com uma língua não indo-europeia (Alarcão, 1990: 396-397), outras vezes relacionados culturalmente com os Oestrymnides, logo considerados pré-celtas, de língua indo-europeia, e responsáveis pelo Bronze Final do Sudoeste (Silva, 1990: 264-266). A favor da tese indo-europeia podemos apontar Estrabão, quando afirma que "no país Celta, Conistorgis é a cidade mais conhecida" (III, 2, 2), e o próprio nome deste povo, que parece estar presente na fala gaélica coinne "assembleia, reunião", voz que faz o plural em ‑idhean (com manifesta aproximação a Cynetes). Também o segundo elemento da cividade de Conistorgis — pois em relação ao elemento ‑briga de Conimbriga não existem dúvidas — poderá relacionar-se com os falares indo-europeus, considerando a sua aparente semelhança com manifestações das línguas célticas, como veremos de seguida. Pessoalmente inclinamo-nos para uma aproximação semântica de -torgis com -briga, "lugar alto fortificado", considerando as diferentes vozes célticas para "colina, outeiro, castelo": gaélico escocês tòrr "colina, outeiro, castelo", irlandês tor "torre, castelo, cume", irlandês antigo tor, galês twr, córnico tur, bretão tour de *turi, todos da raiz indo-europeia *tver "defender, cercar, encerrar, rodear" (MacBain, 1982). A origem indo-europeia deste elemento confirma-se ainda na Geografia de Ptolomeu onde aparecem várias cidades da Germânia e da Etrúria com o sufixo ‑urgium e –urgi-, e próximo ou sobre o Danúbio, os oppida de Budorgis e Coridorgis. Confirmando o carácter indo-europeu destes topónimos terminados em ‑dorgis, ‑torgis, ‑durgis e ‑turgis, temos a voz sânscrita durga "passagem difícil, perigosa; fortaleza, cidadela, praça forte (Huet, 2006: 167).

Bibliografia:

ALARCÃO, Jorge (1983) — Portugal Romano. 3ª ed. rev. [Lisboa]: Editorial Verbo. 287 p. (Historia Mundi; n.º 33)ALARCÃO, Jorge, coord. (1990) — Portugal: das origens à romanização. 1ª ed. Lisboa: Editorial Presença. 558 p. (Nova História de Portugal; vol. 1) Dir. col. de Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques. ISBN 972-23-1313-4.

AVIENO (1985) — Orla marítima. Int., versão do latim e notas de José Ribeiro Ferreira. Coimbra: INIC/Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade. 81 p. (Textos Clássicos; n.º 23).

BLÁZQUEZ, José María (1997) — Tartessos y los orígenes de la colonización fenicia en Occidente. 2ª ed. corregida y ampliada. Salamanca: Ediciones Universidad, 1997. 447+156 p. (Filosofia y Letras; n.º 85). Reprodução fac-símile electrónica "Bibliotheca Altera" com base na ed. de 1975; 1ª ed.: 1968. ISBN 84-400-8611-3.

FERNÁNDEZ CASTRO, María Cruz (1997) — La Prehistoria de la Península Ibérica; trad. castellana de Jordi Beltran. In LYNCH, John, dir. — Historia de España. Barcelona: Crítica. ISBN 84-7423-830-7. vol. 1.

FERREIRA, José Ribeiro, (1985) — Introdução, versão do latim e notas. In AVIENO — Orla Marítima. Coimbra: INIC/CECH da Universidade de Coimbra. 81 p. (Textos Clássicos; n.º 23).

HOZ, Javier de, edit. (1985) — Actas del III Coloquio sobre lenguas y culturas paleohispanicas (Lisboa, 5-8 Noviembre 1980). Salamanca: Ediciones Universidad. 527 p. (Filosofia y Letras; nº 162). ISBN 84-7481-366-2.

HUET, Gérard (2007) — Héritage du Sanscrit: Dictionnaire sanskrit-français. Em linha no endereço http://sanskrit.inria.fr/Dico.pdf

MacBAIN, Alexander (1982) — An etymological dictionary of the Gaelic language. Glasgow: Gairm Publications. (MacBain's Dictionary). 1st ed. 1896; 2nd ed. revised 1911. Dicionário em linha, no endereço: http://www.ceantar.org/Dicts/MB2/index.html

MacFARLANE, Malcolm — MacFacFarlane's (Scottish-) Gaelic-English Dictionary. Dicionário em linha de Gaélico (Escocês) - Inglês, no endereço: http://www.mackinnon.me.uk/Faclair/roimh-radh.html

MAIA, Manuel (1985) — Celtici e turduli nas fontes clássicas. In HOZ, Javier de, edit. (1985) — Actas del III Coloquio sobre lenguas y culturas paleohispanicas (Lisboa, 5-8 Noviembre 1980). Salamanca: Ediciones Universidad. p. 165-177.

PETERSON, Joseph H. (1995) – Dictionary of most common AVESTA words. Dicionário em linha no endereço: http://www.avesta.org/avdict/avdict.htm

PTOLOMEU, Claudio, século II a.C. — Ptolemy's Geography. Site de Bill Thayer, no endereço http://penelope.uchicago.edu/Thayer/...lemy/home.html

SILVA, Armando Coelho Ferreira da (1984) — A Idade dos Metais em Portugal. In SARAIVA, José Hermano, dir. — História de Portugal. Lisboa: Publicações Alfa. vol. 1, p. 101-148.

SILVA, Armando Coelho Ferreira da (1990) — A Idade do Ferro em Portugal. In ALARCÃO, Jorge, coord. – Portugal: das origens à romanização. 1ª ed. (Nova História de Portugal; vol. 1). ISBN 972-23-1313-4. p. 257-341.

SILVA, Luis Fraga da [et al.] — Campo Arqueológico de Tavira. No endereço http://arkeotavira.com/, passim.

VILLAR, Francisco (1995) — Estudios de Celtibérico y de toponimia prerromana. 1ª ed. Salamanca: Ediciones Universidad. 275 p. (Estudios Filologicos; 260). ISBN 84-7481-809-5.

sábado, julho 14, 2007

As Crenças Cónias...As Nossas Divindades...

A Religião Cónia: Divindades Guerreiras


Seguindo ainda atentamente o trabalho de Varela Gomes, citamos mais uma passagem do seu artigo “Testemunhos iconográficos na Proto-história do sul de Portugal: smiting gods ou deuses ameaçadores”: “Foi possível atribuirmos, através da observação da sequência estratigráfica, técnica e estilística, à Idade do Bronze Final, uma cena pintada existente no Abrigo Pinho Monteiro. Este, situa-se nos contrafortes da serra de São Mamede, perto da Aldeia da Esperança, no concelho de Arronches (Portalegre)”.

“A cena que nos propomos agora tratar, e para a qual não detectamos nenhum contexto material, é constituída por dois antropomorfos. Um oferece corpo quase bitriangular, braços caídos e pernas dispostas em V invertido, encontra-se sobre o dorso de um quadrúpede esquemático e tem na cabeça um gorro ou tiara cónica. A parte inferior do corpo e metade das pernas parecem cobertas por um saiote. A identificação do quadrúpede é dado o seu grau de esquematismo, difícil de concretizar. Pois poder-se-á tratar de um equídeo controlado pelo antropomorfo através de uma rédea que este quase agarraria na mão esquerda, ou, antes, de um touro, cuja armação seria representada com certo grau de perspectiva, interpretação para a qual mais nos inclinamos. À esquerda, e pintado da mesma cor mas um pouco mais acima, encontra-se o segundo antropomorfo, ostenta na cabeça o que julgamos ser a representação de um capacete de cornos e, na mão esquerda, segura um bastão. Encontramo-nos, por certo, perante uma figuração de carácter guerreiro.”

Apesar do carácter pacífico dos povoamentos cónios, um carácter que podemos deduzir a partir da ausência de muralhas ou de qualquer outra estrutura defensiva, o certo é que são frequentes a referências a guerreiros entre os vestígios cónios, como aquelas que Varela Gomes descobriu. Não se tratando de uma sociedade guerreira, quem serão então essas personagens? Líderes tribais? Heróis míticos? Divindades Guerreiras? É difícil saber.



Podem ser vestígios de uma época de transição, de uma época em que a ameaça dos invasores célticos vindos da Meseta se começava a fazer sentir, o que explicaria a aparição de homens armados no seio de uma sociedade que não protegia as suas povoações. À parte esta questão, a presença do touro, aliás muito comum noutros locais arqueológicos do sul de Portugal, indica a existência de um culto contínuo desde o Neolítico.










A Religião Cónia: O Culto do Touro


São frequentes as representações de personagens com capacetes de cornos, de cabeças de touro, ou de outros elementos directamente relacionáveis com o touro. Temos provas físicas deste culto entre os cónios na necrópole de Fonte Santa (Ourique) onde não longe do Túmulo VIII Caetano Beirão encontrou uma máscara de cerâmica em forma de uma cabeça de touro, que se destinava obviamente a ser utilizada num ritual hoje desconhecido. Também no Túmulo IX de uma outra necrópole, desta feita a de Keition (Alcácer do Sal) Virgílio Correia descobriu associados a alguns enterramentos da II Idade do Ferro pequenos bovinos em argila. Não é impossível estarmos aqui perante uma influência oriental, trazida até à Península através de contactos comerciais.



De facto, este elemento é comum na civilização micénica, na Idade do Bronze cipriota. Também os soldados do Império Hitita são representados com estes capacetes no alto relevo de Ramsés II que comemora a sua vitória na batalha de Kadesh. Aliás, já Diodoro Sículo mencionava que o Culto dos Touros era comum entre os Iberos, algo a que Estrabão alude indirectamente na sua descrição do mito do roubo dos touros de Geryon por Herakles. Na Irlanda e em Inglaterra, a cabeça de touro era utilizada como um símbolo de adoração divina.

Fonte




A Religião Cónia: Deusa Salutífera, uma Deusa-Mãe

A confirmada presença fenícia não pode ter deixado de influência a religião das populações indígenas. O arqueólogo Mário Varela Gomes pode ter encontrado vestígios dessas influências em Garvão, conforme escreveria: “enorme depósito votivo secundário indica ter existido em Garvão (Ourique). Neste local prestava-se culto a uma divindade feminina do tipo da Tanit cartaginesa, senhora da luz, da felicidade, mas também da morte e da regeneração a quem se ofereciam ex-votos, alguns anatómicos, em ouro e prata, além de peças coroplásticas e grande quantidade de recipientes com diversas formas e funções.” Mas aquilo que pode indicar essa influência semítica é negado por se tratar de um santuário “céltico” e pelas características demasiado genéricas da divindade cultuada. A influência fenícia no sistema religioso cónio não parece ter sido sensível, algo que deve ter resultado da quase inexistência de mercadores fenícios no nosso território. Esta “Tanit” estará certamente ligada por laços genéticos ao culto neolítico da Deusa-Mãe, comum aos povos megalíticos que abundantes vestígios deixaram no sul de Portugal. Dada a aparente continuidade entre estes povos neolíticos e os cónios, e mantendo a negação do carácter exógeno da origem dos cónios – como as provas arqueológicas parecem indicar – é altamente provável que exista algum tipo de culto a uma divindade feminina testemunhado nas estelas inscritas cónias, um pormenor a que estaremos particularmente atentos na nossa tentativa de tradução.

Fonte

sexta-feira, julho 13, 2007

Os Nossos Ancestrais...A Nossa Herança...



Nación Galaica
(Escrito em Galego)






La Galicia prerromana no tiene que ver con la Galicia actual, que es una mera división administrativa efectuada por los Romanos en función de la proximidad a las tres capitales (Lugo, Astorga y Braga), retocada posteriormente por otros legisladores, que repartieron los territorios según los intereses políticos de los señores de la guerra medievales.

Galicia podría haber sido llama "Arraela" en función de las dos grandes tribus que la componían: Arra y Ela.
En el rastro toponímico se constata la evolución de los nombre por compresión unas veces (para simplificar el sonido, por ejemplo Caelenici en Celena), otras por la asimilación de nombres a la ortografía romana, por cambio de "pe" a "be", y por variación de la "erre" en "ele" en algún caso, probablemente por pronunciación de pueblos ajenos al espacio galaico.


Celticidad de los Arros
Plinio cita a los keltikoi galaicos mencionando a los Nerios, Supertamáricos, Prestamarcos y Cilenos.
Pomponio Mela dice que los Ártabros pertenecián a la nación keltikoi.

Los Nerios, Supertamáricos, Prestamarcos y Ártabros son del grupo "Arros" y los Cilenos del grupo "Elas".

Los Elas fueron fuertemente agresivos contra la invasión Romana, hasta tal punto que cuando fueron vencidos Junio Bruto creo una ciudad en honor de ello (Valença) y se puso el alias de "galeco".

A los altos Arros junto con los altos Elas, Paesicos y Luggones, les cabe el honor de ser los últimos pueblos de la península Ibérica ocupados por los Romanos, ya terminadas las guerras Cántabras, tal como se aprecia en el mapa:Mapa de "Las guerras cántabras" de R.Teja, J.M.Blázquez, J.M.Roldán y J.Mangas, publicado en Cuadernos historia 16 (Depósito legal: M. 41.536 - 1985), en el número 58.



ARROS

La gran tribu Arra ocupaba el nacimiento y la desembocadura de los ríos Miño (Bainis), Sil y Limia (Letes) y uno de los margenes del río Duero.

El nombre "arros" procede de un original "Oros" que llevan varias tribus: Arros, Caporos, Seurros, Cigurros, Grovios, Turodoros y Orniacos.

En origen puede que el nombre fuera "ouros", lo que hubiera dado lugar a la mitología de los "mouros", que es el nombre que se le da en Galicia a los antiguos habitantes de los castros y de las mamoas.

Una simplificacion fonetica es la causa mas probable para que el nombre "arra" fuera pasado a "ara", aunque no deberíamos desechar el error ortográfico. Las tribus con raiz "Ara" son: Artabros, Nerios, Tamaricos, Bracaros y Narbasos.

Fuera de Galicia se encuentran raices Arras en pueblos como los Arridaecos del territorio Astur, que al ser pueblos pequeños, podrían proceder de una migracion.



ELAS

La gran tribu Ela ocupaba el centro de Galicia en una diagonal similiar a la franja azul de la bandera que se usa ahora.

Su nombre confundio a los Griegos (Helenos), que creyeron encontrarse con descendientes perdidos de uno de sus pueblos al encontrar a los Elenos y los Anfiloquios, hasta tal punto que los inscribieron como "Helenos".

Tribus Elas: Celenos, Elenos, Anfiloquios, Galecos, Aquilaflavienses, Zoelas, y quiza, Lemavos y Limicos.

Es curioso observar que un teorico nombre "ca-ele-ta" podria haberse simplificado en "celeta" y posteriormente en "Celta". Es significativo porque el "keltikoi" griego pudo significar "de origen celeta".



TIERRAS MEDIAS

En el centro de Galicia, mas o menos coincidiendo con la frontera de Portugal se encontraban unas pequeñas tribus, que muchas veces solo ocupaban una aldea y su entorno, lo que hace pensar en asentamientos quiza de indole comercial:
Querquernos, Equesios, Bibalos, Tamaganos, Luancos, Lubenos, Nemetatos, Aebisocios, Aobrigenses, Leunos y Seurbos.


REFERENCIAS
Libro Los Celtas de Francisco Marco Simón (1990) solo utilizado para las referencias a los autores griegos y romanos .









Terras Cantabras

Os pobos Cantabros presentan abrumadoras raices galaicas, excepto a zoa de Santander e a veira oriental que teñen raices konis (da misma etnia cos Autrigones vascongados).

Polo tanto pedemos afirmar que os Cantabros son Celtas do mismo xeito cos Galaicos.

Intre parentesis poñense as posibles raices toponímicas cas parentelas negreadas.




PARENTELAS GALAICAS

Cas trebas Arra / Ara: Tamaricos (mismo nome cos de Galicia), Orgenomescos (oroke), Avarignios (avareke), Corovescos (corobe), Aroniaecinos (aroni), Arcadeunos (araca),

Cas trebas Ela / Ala: Salaenos (salae), Blendios (belene), Plentusios (pelene), Caelionicae (caeleone), Aplaidaci (abalae), Pembelos (belos),

Penii. E a mesma raiz que o nome antelo do río Bainis (agora Miño), pero sin o latinismo da letra -b-.

Amaia e una cidade mitica dos Cantabros, que ten a sua semellante nos Galaicos, a comarca de Amaea (Santiago de Compostela).



PARENTELAS KONII

Conganos (konoka), Coniscos (konis)







Terras Astures

Os pobos nomeados polos romanos como Astures non son un conxunto omoxeneo de xentes, pois foron xuntados en base a proximidade ca primeira capital que montaron os romanos no noroeste "Asturica Augusta" (oxe Astorga).

As raices toponímicas emparentanos con trebas que estan a caron, como os Vacceos ou os Galaicos, e con trebas do sul de Iberia (Beticos e Konis).

Intre parentesis poñense as posibles raices toponímicas cas parentelas negreadas.


PARENTELAS VACCEAS

Algunhas trebas de raiz "ACE": Amacos (am-ace), Superacios (super-ace), Lancienses (lan-ace), Coliacini (cole-ace).


PARENTELAS GALAICAS

Cas trebas Arra / Ara: Carbaci (caraba), Arronidaecos (Arroni), Argamonicos (aracamo), Arganticaeni (araca), Argantorios (araca), arnuminos (ara), Cabrangini (cabara), aranicos (ara).

Cas trebas Ela / Ala: Ablaidacos (abalae), Abilicos (abele), Cilurginos (celure), Oilaridos (oelare), Veliagos (belea).


PARENTELAS KONII

O nome Luggoni e moi posible que veña de Lukkoni o que nos da unha raiz Koni crara, terían ista raiz os: Lugones, luggoni, Louguei e Loucios. Ademais outras trebas presentan unha raiz vella -ona- secuadra antelas dos Konii: onnacos, desoncos e veronigi.


PARENTELAS BETICAS

As parentelas beticas presentan fortes distorsiós na grafía polo que poden significar o asentamento de migraciós do sul en terras alleas, nas que as xentes residentes acolleron o nome orixinal de forma trocada:
Bedunienses. Iste nome ten reminiscencias a Betunia (se supoñemos que a "D" foi evolucionada da "T").
Pesicos. Iste nome parece unha distorsion de "Beticos".







Terras Vascas

Arredor dos Vascos ai moito mito, pois atopanse raices comuns cas outras trebas da cordilleira Cantabrica e con pobos do sul de Francia.



As terras Vascongadas teñen ise nome o sere asimilables as terras Vasconas, mais atopase diferencias entrelas.
Nas terras que van desde os Cantabros deica os Pirineos atopamos unha cultura megalitica comun (4500 ane) cas terras atlanticas da Iberia.



Vascones.- Segun dicen o nombe orixinal foi Barscunes que seria una simplificación de Barasacones, que presenta raices -ara- e -kone-, pois tal como se vei nas raices toponímicas das trebas iso e o que son.



Autrigona.- Autri parece sere una forma afrancesada de dir "outros", e Gona e una forma docificada de Kona, que e o nome da treba Konii. Cabe recordar que as trebas Cantabras que tiñan a carón tamen son Konii.



Caristios.- O nome "caresete" significa en galaico chan "treba sete dos -ara-", mais deixemos a anecdota do "sete" que pode significar outras cousas. A trebas Ara atopanse por varios lugares da peninsula Ibérica.
Bardulos.- O nome "baradulos" ten raiz -ara- e ademais unha radicación -dulos- semellante a dus Turdulos que ficaban baixo do río Douro.



Desde Biarritz deica Navarra o chan está plagado de raices -arra- e -oro- propias dos Galaicos, polo que o elemento diferencial ten que ser alleo e posterior a istes rastros.



Bereberes non.- Que os Bereberes teñan raices na fala e a toponimia que son identicas as dos Vascos non quere dir que os Vascos sexan Bereberes nin moito menos.



Os Bereberes asentaronse xa en epoca tardia sobre unhas terras que tiñan raices Arras, Elas e Oro: Sahara, Mauritania (moritania) e Argelia (arakelea), de maior antiguedade e craramente emparentadas cas trebas da peninsula Iberica. O asentarse us Bereberes colleron verbas do lenguaxe autoctono que poden ser coincidentes cas vascas ou galaicas pero nada mais.



Aquitanos.- Os Aquitanos teñen no seu nome unha terminación "tana" moi comun intre os pobos Iberos. Según parece ouvo unha migración cio sul dos pobos Aquitanos que se acabou asentando nos Pirineos Navarros e foron us que os Romanos chamaron "vascos". A mitoloxía di que logo se extenderon polas terras de Navarra, pero desde logo non cambiaron os nomes dos lugares o que pode significar que non eran moitos.



Iberos catalás.- A invasión dos Celtas Hallstatt non pasou de Cataluña, pero empuxou os Iberos que elí vivian polo río Ebro arriba, chegando a sua influencia as terras Vascas, nas que se atopan escritos en formato ibero.



Lingua Vasca.- Atopamonos nise chan cunhas raices antelas de caracteristicas Koni, con outras Celtas e mais outras señas Iberas, polo que non e de estrañar que saia unha mistura. Pero o mais importante e que isa mistura conservase bastante ben tendo en conta que pasaron 2000 anos por riba dela, con influencias fortes de romanos, godos e a tendendia unificadora do idioma Castelán.



As verbas vascas orixinaes deben ser conservadas, pra seguir tendo un testimonio dreito dos nosos antergos, pois iso e algo que ten un valor incalculable.

























Tribus ULAS


(escrito em castelhano)




La cultura ULA se puede asociar con las culturas de Argar y Millares , bien identificándola con alguna de ellas o bien considerándola una evolución.



El centro de la cultura Ula debemos situarlo en territorio de la tribu de los Bastuli, donde en el nombre de la tribu se intuyen los términos b-as(u)-t-uli, interpretable como “Dentro (b) Asu tribu (t) Ula”. En su entorno encontramos topónimos que evocan también ese nombre: pico de Mulhacen, pico Chullo, pueblo de Padules, Berchules, Pulpi, Bujulú, y La Perulera, todos ellos en Almeria; y, puede que también el rió Mula de Murcia.



Son pocos topónimos, pero debemos tener en cuenta que la zona ha sido colonizada y recolonizada durante dos mil años, por lo que es sorprende que aun queden topónimos relacionados con una potencial tribu original.



El Mulhacen (3.483 m.) es el pico más alto de la península, por lo que no es desdeñable que fuera considerado el punto de referencia de la tribu Ula.



En torno a la Sierra Nevada, donde se encuentran los picos Mulhacen y Chullo, en cuyas faldas se desarrollaron las culturas Argar y Millares, creemos situable el área de influencia Ula.



Este área en su parte superior hasta el rió Guadalquivir sería el espacio natural de la tribu Turdula, pues así parece indicarlo su nombre: Tur-d(e)-ULA.



La cultura o pueblo ULA puede haber dado origen a palabras como: “ túmulo ” o “ culebra ”; e, innumerables palabras en Gallego: “ aturulo ” (grito gutural muy fuerte, utilizado como reto), “ oulear ” (aullido de lobo), “ bulir ” (hervir y remover), “ tulla ” (arca grande en unos casos y deposito de grano en otros), y “ estadullo ” (sinónimo de “está firme”, palos verticales que se ponen derecho en los laterales de los carros para evitar que se caiga la carga), por ejemplo.



La tribu ULA se extendería desde la serranía de Ronda, ocupando parte de las provincias de: Málaga, Granada, Almería y Murcia.



Los Túrdula Veteres , es una tribu asentada al sur de la desembocadura del Duero. Por su apelativo “veteres” los historiadores consideran que hace referencia a los mas antiguos, aunque es algo raro considerando que pudieran proceder de la Túrdula, pues lo habitual es que migraran los jóvenes en cuyo caso serían llamados “novis”.



La leyenda del “Rió del Olvido” asociada con el rió Limia (llamado “Lethes” por los romanos) según Estrabón (III, 3,5): “Se dice que los celtas y los túrdulos emprendieron juntos una expedición armada y que pasado el rió Limia se enzarzaron en lucha unos con otros ; después de la reyerta y de la muerte de su jefe, se dispersaron por allí y permanecieron en el país, a lo que se debe que al rió se le llame también Lethes”.



Lo probable es que estos Veteres procedan de una huida de gentes de la Turdula andaluza, que quisieron distinguirse de las oleadas que luego invadieron el territorio Tarteso que si serían “novis”.



Esa bajada de Turduli Veteres estaría documentada por Polibio que los sitúa al norte de los Turdetanos y Estrabon que los sitúa junto con los Celtas ya dentro de territorio Turdetano. Este movimiento lo situaríamos en torno al 850 ane, entre el primer Tartesos y el segundo; lo que provocaría la posterior confusión de culturas turdetanas y turdulas, dado que ambas se influyeron mutuamente.









Tribus AÇAS

La cultura de Cogotas es una heredera cultural de la cultura de Argar/Millares , que ocupaba una zona nombrada por los griegos como tierra de los Bastulos (Bastuli).

Bastula se descompone en bas-t-ula, lo que armoniza con otra tribu que se sitúa alrededor llamada Turdula (tur-d-ula). Ambas tribus aparentemente hacen referencia a un topónimo ULA, encontrándose una alrededor del topónimo y la otra por debajo (o bien en la base).

Curiosamente la cultura de Cogotas se asienta en un pueblo llamado Vacceos (Vaccei), cuyo nombre, teniendo en cuenta la herencia cultural, no parece casualidad que coincida con la primera parte de Baçe-tula.

Así, parece que nos encontramos con un pueblo identificado como "Baçe", lo que no significaría "bajo" sino "segunda (b) -açe-" (algo así como bis-açe).

La cultura o pueblo AÇE, se identificaría como tribu AÇA, topónimo que puede haber dado origen a palabras como: " asa ", "vaso", "vasija", " acea " (molino de agua en gallego), "acedia", "azor" (halcón), "acedo" (ácido en gallego), "acebedo", "aceituna", " aceite ", "acémila", "racia", " raza ", casa, etc.

La palabra Castro (Casatoro) aunque tiene raíz -asa- que significa "Casa de la tribu Oro". Es en el ámbito de la tribu Oro donde se les da ese nombre, mientras que en el resto se les suele llamar Briga.

La tribu AÇA se extendería por las tierras Vacci (Vacceos), Amaci (Amacos), y Salaci (Salacios); y también por otras nombradas con términos con raíces ARA y AÇA: Arevaci (Arevaceos), Carbaci , y Narbasi ; o, raíces AÇA y EÇE: Lanaci (Lancienses).

Como se puede observar todo el centro noroeste de Iberia, desde Soria hasta Galicia, seria tierra AÇA (cultura de Cogotas) o de su influencia.

Una curiosidad es que el nombre Asturica, que tradicionalmente se asocia al río Esla (que en teoría se llamaría Atura en la antigüedad), podría provenir de Aça-Ture-ca, lo que significaría“el castro o la tribu de alrededor de AÇA”.

Asimismo, una potencial Vascona provendría de “b-asa-cona” lo que reflejaría una mezcla de tribu AÇA con tribu KONA.

También Aragón y Cataluña podrían tener una tribu potencialmente AÇA como la de los Iacetani (Iacetanos), cuyo nombre puede proceder de e-aça-etana, que nos dice que es una población AÇA en territorio originalmente Etano.

Una tribu que tiene posibilidades de ser AÇA es la de los Mastieni (Massienos o Mastienos) cuyo nombre puede proceder de masse-enos o mase-etienos (lo que significaría una población AÇA en terreno original de la tribu ETA).

Hay dos zonas donde aparecen castros, los castros Sorianos Arevacos, de probable influencia Ara u Ora, y los castros Zamoranos, de probable influencia Ela u Ora.

La etimología en general suele explicar que las palabras castellanas AZA proceden del Árabe, pero una vez estudiado este articulo es dudosa esa afirmación. Si, en cambio, se puede decir que si la cultura AÇA tenía vigencia en el norte de África puede haberse transmitido en ese marco a los Árabes.

Algunos apellidos descendientes de los AÇA en Iberia: Macia, Maza y Somaza.

quinta-feira, julho 12, 2007

Por Terras Cónias...

A Religião Cónia: Divindades Pré-Romanas Conhecidas no Território Português


Albocelus
Este teónimo surge numa inscrição achada em Vilar de Maçada, no concelho de Vila Real. Segundo A. Tovar o teónimo estaria ligado ao topónimo Albocela, uma cidade mencionada por Políbio (III, 14, 1) que seria habitada pelos Vaccei.
Ameipicer
Presente numa ara descoberta na Quinta de Orjais, a sul da cidade de Braga. Blásquez Martinez acredita tratar-se de uma ninfa, como uma das Nimphae fontis Ameucni, chamando também a atenção para a semelhança do teónimo com Ameucn, uma divindade aquática.
Antiscreus
A ara que menciona esta divindade foi descoberta no Castro de Monte Redondo, no concelho de Braga. Esta divindade dos Bracari é segundo Leite de Vasconcelos de características salutíferas.
Aponianicus Poliscinius
O nome desta divindade indígena está presente numa ara achada na cidade de Lisboa. Para José d´Encarnação, tratar-se-ia de uma divindade tópica em que Aponianicus seria um epíteto do deus Poliscinius. O ilustre autor acredita ainda que se trataria de uma divindade relacionada com o culto das águas, dado mencionar uma nascente Aponus nos arredores de Pádua.
Aracus Aranius Niceus
A ara onde está grafado o nome deste deus foi descoberta em Manique de Baixo, freguesia de Alcabideche, concelho de Cascais.
Arantius Tanginiciaecus
Presente numa inscrição da ara descoberta no Rosmaninhal no concelho de Idanha-a-Nova. F. Alves Pereira crê que Arantius seria a divindade territorial dos Igetani.
Arentia e Arentius
Os nomes destas divindades surgiram numa ara encontrada nos arredores de Tinalhas, no concelho de Castelo Branco. Arentius também aparece numa ara de Chão do Touro no Concelho de Idanha-a-Nova. O culto a esta divindade estava bem marcado territorialmente pelo território dos Igetani, como nos recorda F. Alves Pereira. O autor refere igualmente a possibilidade de se tratar apenas de uma divindade pessoal, exclusiva de um determinado crente. Aras dedicadas a este par divino foram também encontradas em território espanhol, mas em Portugal todas as quatro aras que referem estes dois deuses foram encontradas nas cercanias de Idanha. A estrita delimitação geográfica indica tratarem-se de divindades tutelares, hipótese além do mais reforçada - como nota José d´Encarnação - pelas ligações étnicas dos sufixos -NT e -ENSIS.
Arentius Cronisensis
A ara que apresenta o nome desta divindade foi encontrada na freguesia de Zebras no concelho do Fundão.
Arus
Existe uma única referência a esta divindade pré-romana numa ara encontrada numa ponte sobre o rio Paiva, no Concelho de Castro Daire, Distrito de Viseu. Blázques Martinez acredita tratar-se de uma divindade guerreira, possivelmente assimilável a Marte. O nome, aliás bastante semelhante ao grego Aries, faz acreditar nisso mesmo.
Ataegina
Embora no território espanhol tenhamos vários exemplos de dedicatórias a esta deusa, em Portugal temos apenas um único exemplo deste culto numa ara descoberta algures no Distrito de Beja. Para Leite de Vasconcelos, Ataegina era a deusa da terra e dos seus frutos, comparando os seus atributos com os de Proserpina e com os de Libera, deusa da fertilidade dos campos e da procriação. Esta ligação com o renascimento da natureza na Primavera pode resultar numa ligação com o mundo do Além, tanto mais porque existe pelo menos uma ara em que se lhe faz uma “devotio”. Ataegina teria também algumas características salutíferas dada a existência do epíteto “servatix” observado numa ara espanhola, que significa precisamente “conservadora da saúde”. O número de aras e a extensão do seu culto mostram que Ataegina era - a par com Endovelico - uma das divindades indígenas mais cultuadas ao tempo da dominação romana. Alias, Lambrino acredita que estas duas divindades constituíam um par divino embora não existam aras que reunam os dois teónimos.
Aturrus
Este teónimo está presente numa ara descoberta na Avenida da República, em Lisboa. É T. Scarlat Lambrino que observou que o nome desta divindade correspondia exactamente ao do rio Ador, na Aquitânia francesa. Também surgem aqui vários topónimos com este elemento (por exemplo, Vicus Atora) e o povo Aturenses. Em Portugal temos pelo menos um exemplo da presença deste elemento, no nome Aturo Viriati presente numa ara indígena. Para Scarlat Lambrino e Blázquez Martinez tratar-se-ia de uma divindade ctónica, ligada ao culto infernal.
Auga
A referência a Auga foi descoberta numa ara achada em Fontes, Santa Marta de Penaguião. Existe um certo consenso nos autores ao a apontarem como uma divindade de origem grega.
Banda-
São numerosas as divindades cujos teónimos começam pelo tema band-. As várias divindades que compartilham este tema parecem exclusivas a regiões onde os celtas estiveram presentes. Para Adolfo Coelho, a raiz estaria ligada ao antigo irlandês bandea, feminino de dia (deus), embora para Leite de Vasconcelos o tema, embora céltico, signifique não “deusa”, mas a ideia de ordenar ou proibir, o que confere com a hipótese de Blázques Martinez que as identifica como divindades tutelares dos castros e cidades indígenas.
O tema é bastante frequente na toponímia galega (como notou Lopez Cuevillas) e em Portugal conforme observa Arlindo de Sousa, no artigo “Langóbriga”: “No pequeno quadrilátero com vértices na vila da Feira, Estarreja, Vouzela e São Pedro do sul temos as três povoações de Bandavizes (concelho de Vouzela), Bandulha (concelho de Estarreja e São Pedro do Sul) e os deuses Bandavelugus e Bandoga. Entendemos que há relação filológica e histórica entre os três topónimos e o nome do deus Band. Próximo à linha São Pedro do Sul-Vouzela, em Castelo de Penalva, consagrou-se a Bandaioilienaicus ou Bandius Ilienaicus. No quadrilátero um pouco maior, com vértices nos concelhos de Paços de Ferreira, Ribeira da Pena, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio, temos as povoações de Bande e Banduja, o hidrónimo Banduje e o deus Bandaraeicus. Na Galiza os topónimos Bande e Baños de Bande devem estar relacionados com os mitónimos Bandua da inscrição brigantina e da igreja moçárabe de Mixós, em Verin, e de Banduaetobrigus, de Santa Maria de Codesás. Na região dos Igaetani, onde se conservam muitos vestígios da civilização céltica temos Ba…dia e Bandiarbariaicus”.
José d´Encarnação - o autor que seguimos mais de perto no que respeita às divindades indígenas - acredita tratar-se de uma divindade masculina, dado os epítetos que geralmente o acompanharam se revelarem do género masculino, embora exista de facto a excepção de Isibraia. De qualquer modo, Banda era sem dúvida ao lado de Endovélico e Ataegina uma das divindades mais cultuadas no nosso território.
Banda Brialeacus
Presente numa ara descoberta no concelho da Covilhã, em Orjais.
Banda Raeicus
Embora a ara em que surgia este teónimo se tenha perdido, sabe-se que foi achada em Ribeira da Pena, no concelho de Vila Real.
Banda Velugus Toiraecus
A inscrição solitária que contempla este teónimo foi descoberta numa lápide do Castelo de vila da Feira.
Banda Arbariaicus
A lápide revelando esta divindade indígena foi encontrada em Capinha, concelho da Guarda.
Bandis Isibraia
Duas aras mencionando o nome desta divindade foram achadas na Bemposta, concelho de Penamacor.
Bandis Oilienaicus
Registado numa lápide descoberta em Esmolfe, no concelho de Penalva do Castelo.
Bandis Tatibeaicus
A lápide que mostra este teónimo foi achada em Queiriz, em Fornos de Algodres. Para Russel Cortez, esta divindade estaria associada ao culto lunar, profusamente registado na Península. Blázques Martinez julga reconhecer na terminação do teónimo um dativo pré-céltico.
Bandis Vorteaeceus
A ara onde esta divindade está registada foi descoberta no Salgueiro, concelho do Fundão.
Bandoga
Este teónimo foi registado numa lápide votiva descoberta no castro de Mau Vizinho, situado no concelho de São Pedro do Sul. Tratar-se-ia de uma divindade feminina.
Bandua
Esta divindade foi descoberta numa ara em Nossa Senhora de Hedra, em Bragança.
Bormanicus
São duas as aras que apresentam gravada esta divindade, tendo sido descobertas em Caldas de Vizela, no recentemente criado concelho de Vizela. Cabe a Francisco Sarmento a melhor descrição desta divindade: “Borvo ou Bormânico era um deus céltico, cujos benefícios se manifestaram nos bolhões de água”. Édouard Philibon defende semelhante opinião ao acreditar que o tema Bormo- está próximo do indo-europeu guhormo-, que significaria “quente”. Contudo, F. Russel Cortez defende uma corrente diversa colocando-se ao lado daqueles que acreditam na grande disseminação dos povos lígures pelo sul da Europa, nomeadamente ao ver em Bormânico uma divindade lígure.
Brigus
A referência a esta divindade indígena foi descoberta numa ara achada em Delães, no concelho de Vila Nova de Famalicão. O teónimo pode estar relacionado com a palavra celta briga que entra na formação de tantos topónimos peninsulares.
Cabar
Embora se tenha perdido à muito o rasto da inscrição que estaria numa parede da igreja de Pinho, no concelho de São Pedro do Sul, o teónimo Cabar que aqui estaria registado parece - segundo Blázquez Martinez - estar ligado ao indo-europeu “kapro” que para o ilustre linguista J. Pokorny teria como significado “cabra”. Poderá assim tratar-se de uma divindade totémica, possivelmente tutelar.
Caepus
Este teónimo pode ser encontrado numa ara descoberta na Quinta de São Domingos, no concelho de Sabugal. Leite de Vasconcelos acredita que o vernáculo caepus (cebola) pode estar na origem do teónimo, arriscando afirmar que seria um “deus das cebolas, protector das hortas”.
Carneus / Ptarneus
Presente numa ara encastrada nas paredes da Igreja Matriz de Sant´Ana, em Arraiolos, esta divindade segundo José d´Encarnação pode estar ligada a Karneios, a divindade nacional dos Dórios. Tratava-se de um protector dos rebanhos, identificado com Apolo, o que não deverá ser estranho ao indo-europeu kar, kára, karnos associadas precisamente a carneiros e ovelhas.
Carus
O teónimo Carus encontra-se num cipo achado em Santa Vaia de Rio de Moinhos no concelho de Arcos de Valdevez. Para Holder a existência de um rio Carus poderia indicar o carácter aquático desta divindade.
Castaecae / Castaeci
A ara mencionando esta divindade foi encontrada (e entretanto perdida) em Santa Eulália de Barrosas, em Caldas de Vizela. Se Hübner acreditava tratar-se de uma ninfa, no que era secundado por Leite de Vasconcelos. De qualquer modo, Blázques Martinez salienta que na Gália existia um topónimo Castae, o que parece indicar uma origem céltica para esta divindade.
Coronus
A ara mencionando esta divindade pré-romana foi encontrada em Serzedelo, no concelho de Guimarães. Tratava-se provavelmente de um deus da guerra, conforme defende Blázques Martinez, dado ter sido registada a sua aparição conjuntamente com Corotiacus, uma divindade associada a Marte.
Cosus
Descoberta em Vale de Ervosa, Santo Tirso, a ara que incluía o nome desta divindade, pode referir-se a um deus ligado à água, dado o potamónimo Cosa, ter sido registado por Dauzat.
Cosunae
Presente numa inscrição achada na Citânia de Roriz, este teónimo parece indicar uma ninfa ou ninfas que aí eram adoradas. Essa é a opinião da maioria dos autores (como Leite de Vasconcelos e Blázques Martinez).
Dafa
Este teónimo está presente numa inscrição achada no Castro de São Lourenço, no concelho de Esposende.
Densus
A ara com este teónimo foi descoberta em Felgar, Moncorvo.Dii Deaeque Coniumbricensium
A ara mencionando este interessante teónimo para o assunto desta obra foi encontrada no concelho de Vila Nova de Foz Côa. Dizemos interessante porque a presença do elemento “conium” já levou alguns investigadores a levantarem a hipótese de os Cónios terem descido do Centro de Portugal para o Sul. Alias, o topónimo Conimbriga seria precisamente um traço de migração.
Durbedicus
Encontrada em Ronfe, Guimarães, a ara com este teónimo, segundo Adolfo Coelho podia basear-se no antigo irlandês derb (certo, verdadeiro ou ilustre).
Durius
Descoberta na cidade do Porto, a ara em que se achava o nome desta divindade achava-se certamente na origem do nome do rio que banha a Invicta.
Endovelicus
Existem mais de sete dezenas de aras e inscrições incluindo este teónimo, todas elas oriundas do mesmo local, o monte de São Miguel da Mota, em Terena, no concelho do Alandroal. O número registado mostra bem a importância deste culto, especialmente se comparado com amédia das inscrições com outros teónimos que não excede os 1,2.
O teónimo é grafado em pelo menos três formas: endovellico, endovollico e endovolico.
Este santuário de Endovelicus era muito concorrido, segundo Leite de Vasconcelos, aqui se adivinhava o futuro, o mesmo autor refere que a presença da palavra deus, indicia tratar-se de uma divindade tópica e adianta também tratar-se de uma divindade com carácter naturalístico e um dos génios tutelares da medicina. Mas Lambrino discorda deste carácter medicinal. Para o autor, não se justificaria a sua coexistência com Esculápio, cujo culto foi registado na mesma região, nota igualmente a falta de qualquer nascente medicinal nas redondezas do santuário. Conjuntamente com A. Tovar, defende tratar-se de uma divindade infernal lendo Endo-beles, como “muito negro”. O javali, animal associado a este teónimo, a palma e a coroa de louros levam a acreditar que se trate de um deus dos mortos, representado nas aras pela figura de um génio alado erguendo uma tocha ardente.
Frovida
O culto a esta divindade foi registado no concelho de Braga. Leite de Vasconcelos supõe que Frovida seria uma divindade aquática, um risco que aliás corre para muitas divindades sem provas muito substanciais.
Genius Civitatis Baniensium
A lápide onde estava registado este teónimo foi encontrada em Mesquita, Moncorvo.
Genius Conimbricae
A ara que contém a referência a esta divindade pré-romana foi descoberta no Fórum de Conimbriga.
Genius Cor
A lápide com o nome desta divindade foi encontrada em Soutinho, no concelho de Aguiar da Beira.
Genius Depenoris
Esta divindade era adorada no Castro do Mau Vizinho, no concelho de São Pedro do Sul.
Genius Laquiniensis
A ara foi descoberta em São Miguel das Caldas de Vizela, no concelho de Vizela.
Genius Tiauranceaicus
Este Genius foi descoberto numa ara presente no concelho de Ponte de Lima. Tiauranceaicus é uma palavra claramente ibérica, pelo menos no seu radical. Leite de Vasconcelos afirma a propósito deste teónimo que -aicus é uma terminação presente em genis loci.
Genius Toncobricensium
Descoberta em 1882 em Freixo, Marco de Canavezes, esta inscrição do século I apresenta o tema longo-, como a vários nomes peninsulares.
Hermes Devorix
A lápide apresentando esta divindade foi descoberta e acha-se ainda na Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Outeiro Seco, no concelho de Chaves. Devorix pode encontrar as suas origens no celta deiuos ou no indígena devorus, segundo Maria de Lourdes Albertos.
Igaedus
O teónimo foi descoberto em Idanha-a-Nova. D. Fernando de Almeida acredita que esta era a divindade adorada pelos igaeditani. A presença de uma ara com este nome grafado junto de uma fonte medicinal pode indicar que se trata de um deus com personalidade Salutífera.
Ilurbeda
Duas aras encontradas em Covas dos Ladrões, Góis, testemunham o culto a esta divindade. O coronel Mário Cardozo escreveu a propósito: “Que Ilurbeda é um nome de ressonância tipicamente ibérica parece não haver dúvida. As raízes i-, ili-, ilur-, são frequentes no onomástico ibérico (…) Há numerosos exemplos de nomes étnicos e geográficos ibéricos com essas raízes: Ilerda (Lérida) e os Ilergetes, os Ileates, do Bétis (Guadalquivir), vizinhos dos Cempsos; Ilucia, a noroeste de Cástulo, Ilici (Elche); Iliturgis, perto de Córdova; Iliberris, etc. Com a raiz ilur-, é citado (…) o nome da divindade (?) ibérica Ilurberrixo, bom como os nomes geográficos Iluro e Ilurco. Shulten cita a tribo dos Ilurgavones.”
Issibaeus
Registado numa ara descoberta em Miranda do Corvo, Issibaeus seria para José d´Encarnação mais uma divindade indígena cultuada no actual território português.
Iuno Meirurnarum
A estela mencionando este teónimo foi achada em São Veríssimo, no concelho de Felgueiras.
Iuno Veamuaearum
A ara mencionando esta divindade foi achada em Freixo de Numão, Meda. Infelizmente, foi dada como perdida e sobre ela nada mais se sabe.
Iupiter Assaecus
Descoberta em Lisboa, a divindade presente nesta estela de Belém possui o elemento assa- presente em vários nomes hispânicos. Por outro lado, a terminação -ecus é também frequente nesta onomástica, o que reforça o seu carácter indígena.
Lares Caireieses
A ara com este teónimo foi descoberta em Zebreira, no concelho de Idanha-a-Nova.
Lares Cerenaeci
Os Cerenecos eram um povo que vivia no concelho de Marco de Canavezes, e o nome desta divindade não é certamente alheia a este nome.
Lares Cusicelenses
Esta inscrição dedicada a este teónimo encontra-se no número daquelas que foram perdidas. Foi achada em Couto de Algeriz, Chaves.
Lares Findenetici
Descoberto em Chaves, a inscrição que inclui este teónimo apresenta como oferente um nome frequente em inscrições hispânicas, conforme nos recorda Blázques Martinez.
Lares Erredici
A ara foi encontrada em São Pedro de Agostém, em Chaves.
Lares Lubanc
Esta divindade está presente numa ara descoberta em Conimbriga e em que surge o antropónimo indígena CAMAL.
Mandiceus
A árula votiva que apresenta esta divindade foi descoberta em Madre de Deus (Sintra) em 1956 e apresenta aquela que Mário Cardozo considera ser “uma divindade indiscutivelmente ibérica”.