domingo, maio 15, 2011

JOSÉ PINTO-COELHO NA RTP 1 - 2ª feira 16 de Maio 13 horas




| A SITUAÇÃO DEPLORÁVEL A QUE CHEGÁMOS |
O Estado, ao invés de defender a Nação, vem-se tornando progressivamente no seu principal inimigo, desprezando as suas reais necessidades. Este monstro, que engordou mais do dobro numa geração, vem apesar disso transformando-se numa trituradora de impostos, cada vez mais coerciva e totalitária, que exige cada vez mais e oferece cada vez menos.
A maioria dos portugueses, apesar de revoltada com a actual situação, limita-se a protestar em surdina e abstém-se de participar na vida política. Os resultados estão à vista: deixados à sorte por uma classe política corrupta e inepta, os portugueses vivem, há quase quatro décadas em permanente e anunciada crise, que além de económica é também, ou sobretudo, de valores. É patente o empobrecimento progressivo do país a todos os níveis. Os partidos instalados no parlamento funcionam como agências de “tachos e negociatas”.
A Fiscalidade é injusta, asfixiante e surrealista, impeditiva de qualquer empreendedorismo ou até mesmo da sobrevivência digna das famílias. A Justiça, desvirtuada da sua nobre função e prostituída às mãos de pedófilos, corruptos e de toda a sorte de tratantes só acode aos interesses dos poderosos, revelando-se terrivelmente injusta. O interior do país, votado ao abandono, morre progressivamente por causa de políticas economicistas criminosas que levam ao encerramento de serviços administrativos e da actividade económica. As fileiras do desemprego não param de crescer ameaçando qualquer um e resta saber quem poderá sustentar e até quando, a factura dos subsídios de desemprego ou de outras formas de subsídio. A economia entrou em recessão e não apresenta qualquer sinal de mudança ou esperança. A qualidade do ensino degrada-se ano após ano, promovendo-se o facilitismo. A Família é desprezada e os seus valores destruídos. Infelizmente, parece que alcançámos, em pleno século XXI, os maiores índices de emigração de sempre – milhares de portugueses, ao cabo de quase 40 anos de regime, são obrigados a partir para obter o sustento que a Pátria lhes nega. Em simultâneo, a imigração em massa tem provocado a redução gradual dos salários, degradado o “ambiente social” e ameaçado a identidade nacional. A criminalidade violenta alastra pelo país inteiro com grande impunidade. Aumentam de modo alarmante os problemas sociais. Os subsídios e rendimentos são usados como esmola, com vista a manter boa parte da população calada e temente ao Estado. Tudo isto implica um gigantesco custo social, bem como económico, a suportar pelos portugueses que trabalham.
O dinheiro subtraído dos impostos desaparece ao sabor de interesses particulares e dos partidos e, por isso, sem qualquer benefício palpável para o bem-estar dos Portugueses e progresso da Nação. Portugal é um enorme sumidoiro de dinheiro nos bolsos de toda a espécie de imoralidade e corrupção, sendo que todos os partidos do sistema têm rabos-de-palha.

| SOLUÇÃO NACIONALISTA |

Face a este diagnóstico real há que ser frontal, e explicar aos Portugueses que este país precisa de uma mudança verdadeira, e que esta não está apenas nos números ou em qualquer “cosmética”.

Numa época de mundialismo sem freio, é preciso sentir em português e pensar em português o que só em português pode e deve ser sentido e pensado.
O objectivo que hoje nos deve animar é este: responder à afundação da nacionalidade mediante uma segunda fundação da mesma — e libertar Portugal da pior ralé de governantes que lhe tocou em azar.
| AS NOSSAS PRIORIDADES |
Só há solução para sair deste buraco onde nos meteram, e que passa por uma mudança radical de rumo e de mentalidade: recuperar o Orgulho Nacional, a Soberania e a Identidade; combater sem contemplações a corrupção; combater sem tréguas a injustiça social e a imoralidade das mordomias e benesses de muitos; promover sem complexos as medidas proteccionistas que reanimem a Produção Nacional e nos libertem da servidão externa e dos interesses capitalistas.
Mudar as mentalidades vai levar muitos anos e requer vontade política, constância e firmeza. E isso tem que passar pelo exemplo que vem de cima, dos governantes: servir a Pátria em vez de servir-se dela!
Como é óbvio não se pode nem deve esperar que este caminho que urge trilhar, seja traçado justamente pelos grandes culpados que dão voz ao regime de partido único, embora com cinco secções no parlamento – o “Clube dos Cinco”.
Não acreditamos pois, em soluções que venham da parte dos responsáveis pelo actual estado de coisas, nem em soluções pontuais e de remendo, que, ao invés de resolverem os males, apenas os adiam e agravam.
Advogamos assim uma mudança radical, de fundo estrutural que passe pelo fim das políticas anti-nacionais, traidoras e suicidas e que defenda um novo Regime de cariz Nacional e Social no qual se promova a Soberania, a Identidade, a Justiça Social e o Espírito de Serviço.

Por isso o PNR elenca algumas áreas onde a intervenção é prioritária.

> Defender os valores da Família e da Vida, sem concessões de qualquer espécie;
> Travar as batalhas da Educação, da Saúde e da Justiça, através de um programa nacionalista com olhos para o futuro;
> Salvaguardar a nossa Identidade e a noção de Nação face à ameaça de morte que sobre ela impende, através de uma política de Defesa Nacional corajosa que encare de frente a Soberania conferida pelas Forças Armadas, a questão Europeia, a Imigração e a Segurança;
> Criar as condições de existência de um Portugal renovado e inovador, assente nos Seus quase nove séculos de vida. Inventámos a navegação contra o vento; inventemos agora a navegação contra a crise. Para tal, há que reanimar a nossa Economia e garantir a saúde das Finanças;
> Defender o segurança e dignidade no Trabalho, promovendo a produção nacional;
> Questionar todo o Regime e Administração pública.


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